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Estou em direção à névoa da cidade. O cheiro de fritura dá a noção da chegada. E sobre a ponte vejo o rio gotejar, lá embaixo. Libertação dos sentidos!!!!

Thursday, December 22, 2005

Algumas lembranças rápidas

Esta banda na foto é a extinta Old People. Na ocasião, verão de 95, tocamos num extinto bar, em Sapucaia do Sul, perto do Comercial. Dividimos o palco com a extinta Free Jack e a extinta Little Happy Sun. Lembro, porém, que as coisas começaram algum tempo antes. Meus ex-companheiros de grupo vieram da extinta Análise Soberana. Foi quando, então, surgiu a extinta Portas da Percepção. O ponto de partida foi uma apresentação no extinto Gallery. Abrimos para a extinta Stupid Incesticide, a futura extinta Pulse. Eram tempos bacanas. Tempos dos extintos circuitos de rock. Eu, particularmente, não perdia quando tocava a extinta The Junk. Muita zoeira regada a vinho do extinto Bar Castelo. E por lá, quase sempre encontrávamos o pessoal da extinta Código Penal. Na seqüência, vieram os shows na extinta Sorveteria. Tocamos ao lado da extinta Motor Mojo Junkie e da extinta Tack Ups. Depois vieram as apresentações no extinto Vira Verão. Em alguns momentos cruzamos com a extinta Causa Mortis. Ainda em Esteio, na passada, tomamos várias no extinto La Noche e no extinto Corujas. Indo a Canoas, o som rolava no extinto Gullys. E pra ensaio, no extinto estúdio do Veveto. Em São Leopoldo, o point era o extindo Dimadeli. E mais tarde, o extinto BR3.

*Texto sujeito a atualizações.

Wednesday, December 21, 2005

O velho batuta

Qual a música ideal para escutar no Natal? Toda vez que penso nisso, apenas um som me vem à mente. É aquele velho e por demais batido clássico punk. Não que eu seja um adepto do movimento, mas me parece que os Garotos Podres, nos idos de 85, acertaram a mão e estes versos, por mais toscos que possam parecer, ainda permanecerão atuais por muitos e muitos anos. Vai, então, uma homenagem ao nosso ímpeto consumista:
Papai Noel Velho Batuta - Garotos Podres
Papai filho da puta/Rejeita os miseráveis/Eu quero matá-lo/Aquele porco capitalista/Presenteia os ricos/E cospe nos pobres/Presenteia os ricos/E cospe nos pobres/Papai Noel filho da puta/Rejeita os miseráveis/Eu quero matá-lo/Aquele porco capitalista/Presenteia os ricos/E cospe nos pobres/Presenteia os ricos/E cospe nos pobrespobrespobres/Mas nos vamos seqüestrá-lo/E vamos matá-lo/Por que?/Aqui não existe natal/Aqui não existe natal/Aqui não existe natal/Aqui não existe natal/Por que?/Papai Noel filho da puta/Rejeita os miseráveis/Eu quero matá-lo/Aquele porco capitalista/Presenteia os ricos/E cospe nos pobres.

Tuesday, December 20, 2005

Ele tinha razão

Há algum tempo, observando, principalmente shows locais, uma questão tem me preocupado bastante. Pode ser neurose, mas acho que falta comunicação mais clara das bandas com o público. Em tempos de Orkut, blogs, fotologs e afins, a Internet, sem dúvida, é um meio imprescindível para divulgação do trabalho. Mas, nada supera o contato ao vivo. E neste ponto, me parece que muito ainda precisa ser afinado. O sucesso no palco depende do conjunto da obra. Em resumo: som, performance e diálogo. Acho que o grupo ganha em respeitabilidade quando consegue mandar uma idéia que tenha nexo, com início, meio e fim. Afinal, é a ideologia e o marketing da banda que estão em jogo. É preciso ter alguém que fale, que tenha conhecimento do que diz. Não culpo somente os vocalistas. Esta deve ser uma preocupação coletiva. A banda, quem sabe, pode eleger um “porta-voz”. É lógico que no contexto, temos as exceções. Mas na maioria, até o clichê tem saído de forma truncada. Lugar comum por lugar comum, na pior das hipóteses, se for bem feitinho já é um começo. Façamos um exercício de analisar este quesito em cada show que estivermos presentes. Por favor, chega de meias palavras. Chega de “aí galera....” Enquanto público tenho o direito de querer um show consistente, com conteúdo. Assim, ganhamos todos.

Thursday, December 15, 2005

O clássico do U2

Os números comprovam que os caras são foda. Em fevereiro teremos mais uma passagem do U2 pelo Brasil – São Paulo, para variar. Não adianta, quando se fala destes quatro irlandeses tudo é sinônimo de superlativo. Pois Paul Hewson e seus parceiros conseguiram em 2005 vender 260 milhões de dólares em ingressos para a Vertigo Tour. São mais de três milhões de pessoas em 90 shows, todos com lotação esgotada. De acordo com a revista Billboard, é a turnê mais rentável neste ano. Em segundo aparece os Eagles, que arrecadaram 117 milhões de dólares em 77 apresentações. Antes de vir para o Brasil, o U2 passa pelo México onde terão que fazer show extra. Os 60 mil bilhetes para a primeira noite se esgotaram em quatro horas. Foi um recorde no país. Para nós, gaúchos, a alternativa são as apresentações na Argentina, nos dias 1º e 2 de março. Por muito tempo acompanhei de perto o trabalho do U2 – ouvindo os Cds e lendo bastante sobre a banda. Depois do Zooropa, no entanto, minha atenção se voltou para outros ritmos, outros músicos, outros caminhos....Mas, há alguns dias, conversando com uma rapaziada mais atualizada em relação aos caras, coloquei que preferia o U2 do The Joshua Tree. Disse que o Rattle and Hum era um clássico e que trazia a versão mais visceral de Bad. A discussão foi boa. Eles argumentaram que o porrada mesmo é o U2 do All That You Can´t Leave Behind e do How to Dismantle an Anotomic Bomb. Tudo bem. Opiniões divergentes são sempre válidas e acaloram o bate-papo. Mas no fundo percebi um certo saudosismo no pessoal ao concordarmos quanto à crueza do som – no bom sentido – em tempos passados.

Para Cíntia.

Tuesday, December 13, 2005

Foi como nos velhos tempos

No final de semana, voltamos a falar sobre o show do Pearl Jam. Com cada um que converso e que estava lá, sempre surge algo novo, um detalhe que faz enriquecer ainda mais o grande e histórico evento do 28 de novembro, na capital gaúcha. Queria ter escrito no dia seguinte, mas não conseguia organizar os pensamentos, tamanho choque emocional, tamanha quantidade de informação e tamanha qualidade. Demorou para cair a ficha. Foi tudo tão espetacular que no fundo tornou-se difícil de acreditar. Mas era verdade: eles estavam ali, a poucos metros. Eu vi o Pearl Jam. Não só eu, outros 12,5 mil também estiveram presentes no Gigantinho naquela tarde/noite quente e mágica. Foi uma apresentação antológica. Tudo perfeito: som, luz e especialmente a performance da rapaziada de Seattle. Mordi minha língua quando falei, tempos atrás, sobre a atuação dos caras, baseado em um DVD que tinha visto há alguns meses. Dizia: “bah, não são mais os mesmos da época do Ten. Eles estão mais parados. Deve ser um show morno”. Confesso que entrei na fila às 15h30 ainda um tanto desconfiado, mas, de qualquer forma, valeria pelo conjunto da obra. No entanto......Se eu pudesse definir a apresentação de Porto Alegre em uma palavra, esta seria visceral. Tocaram com vontade e maestria. Visceral, esta é a palavra. Vedder e seu timbre inconfundível, cantado com alma, expondo todas suas caretas e trejeitos que acostumamos a ver durante nossa adolescência. É... foi como nos velhos tempos. Por vezes fechava os olhos marejados no meio da multidão e o filme daqueles idos anos voltavam com vigor à minha mente. Tudo nítido e com trilha sonora. Um desfile de todas as músicas que marcaram não só a minha trajetória de vida, mas a de meus melhores amigos. E eles também estavam lá. Isso foi realmente emocionante.

Salve Coletivo

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