My photo
Estou em direção à névoa da cidade. O cheiro de fritura dá a noção da chegada. E sobre a ponte vejo o rio gotejar, lá embaixo. Libertação dos sentidos!!!!

Tuesday, December 26, 2006

Os poemas do trem

Diariamente utilizo o trem para o deslocamento ao trabalho. Geralmente, me distraio com o fone de ouvido e a rádio sintonizada em AM, lógico. Mas, por vezes, na correria, esqueço o aparelho. E nestes casos a distração vem através de uma cochilada. Entre uma e outra piscada, dias desses, me detive a ler os poemas que ficam expostos nas paredes do veículo. Percebi, então, o quando é complicado escrever este tipo de texto. É necessário muito talento para transformar a inspiração em algo visível. Quando mais jovem, na adolescência para ser mais exato, era metido a poeta. Escrevia desesperadamente. Boa parte deste material foi para o lixo, graças a Deus. Lembrando de alguns, penso, como eram ridículos, piegas ao extremo, previsíveis ao extremo e depressivos ao extremo. Hoje não me arrisco mais nestas investidas. Poema é algo muito complexo, difícil. É tênue demais a linha que separa um ótimo poema de um borrão. E não existe meio termo, pelo menos na minha avaliação. Muitas vezes se pensa que a utilização de palavras e expressões rebuscadas significam conhecimento e o sucesso da poesia. Muito pelo contrário, acredito. Que o diga Mario Quintana. Escrever de forma simples não necessariamente resulta em abandonar a sutileza do texto, uma das características do poema. Mas pra isso é necessário mais que vontade. Isso eu tenho bastante. Letra de música é diferente, a melodia, o instrumental podem salvá-la, e assim é, na maioria das vezes. Acho que escrever poesia é um dom divino. Eu tô fora. Recolho-me a minha insignificância poética. Mas fica a dica. Sugiro uma leitura dos poemas do trem. Existem coisas maravilhosas. Por outro lado, também estão por lá verdadeiros amontoados de palavras, que só fazem sentido na cabeça de quem escreveu, se é que este tem noção do que queria realmente dizer.

Contraponto:
Na verdade, acho que sou muito burro e não entendo nada. Quem sabe me faltam leitura, sensibilidade e boa vontade pra sacar as coisas que estão diante dos olhos. Será que perdi a fantasia e o romantismo no modo de encarar a vida? Será que o pragmatismo tomou conta do meu ser?

Conclusão:
Ah, porra nenhuma. Salvo exceções, os poemas do trem são uma bosta.

Remorso:
Quem sou eu pra ficar avacalhando os poemas do trem ou qualquer outro?

Monday, December 25, 2006

Mr. Dinamite, a lenda

Este foi um dos caras mais influentes da música mundial. Pai do soul, inspirador do funk, gospel e hip hop, Mr. Dinamite também popularizou a dança em meados dos anos 70. Moradores de guetos como o Bronx, nesta época, espelhavam-se em James Brown, em suas atitudes e coreografias. Incorporavam os passos, movimentos estes que serviram de base para os primeiros b-boys. Politizado, James Brown foi ativista do movimento negro, lutando pela igualdade racial. Foi ele quem imortalizou a célebre frase de Steve Biko: say it loud, i’m black and proud. O mundo perde um dos artistas mais performáticos de todos os tempos. Ficam o legado, a irreverência e os sucessos. James Brown morreu na madrugada desta segunda-feira, 25, aos 73 anos, em Atlanta, nos Estados Unidos, vítima de uma forte pneumonia.
Mr. Dinamite foi batizado como James Joseph Brown. Nasceu em 3 de maio de 1933 na Geórgia, Estados Unidos. Filho de família pobre, teve a infância marcada pela miséria e violência. Abandonado pelos pais aos 4 anos, ficou aos cuidados de parentes e amigos. Muito cedo começou a trabalhar. Engraxava sapados e recolhia alimentos dos cestos de lixo para matar a fome. Freqüentou poucas escolas, já que também eram poucos os colégios destinados a negros nesta época. O ingresso na música ocorreu através das melodias religiosas, quando passou a fazer parte de corais nas igrejas.

Saturday, December 23, 2006

Eu dancei o clipe

Revendo algumas ilustrações que utilizei na minha monografia encontrei esta, à esquerda. É a capa do Thriller, de 1982, o disco mais vendido do mundo, cerca de 100 milhões de cópias, segundo o Livro dos Recordes, edição de novembro de 2006. Então, este álbum traz clássicos como a faixa título e ainda The Girl Is Mine, Billie Jean e Beat It. O disco também conta com participações especiais de Paul MacCartney, do guitarrista Eddie Van Halen e do ator Vincent Price. Tem mais: os videoclipes deste LP foram considerados inovadores para época. Inclusive, a estréia de Billie Jean na MTV norte-americana foi marcado como o primeiro de um músico negro na emissora. Além disso, Thriller e as coreografias de seu autor influenciaram, indiscutivelmente, a mobilização dos primeiros b-boys brasileiros. Conclusão: Michael Jackson negão era o cara. E eu confesso: quando pequeno tentei fazer aquele passo que ele desliza pra trás, tá ligado?! Bom Natal a todos.

Monday, December 18, 2006

Bandeiras coloradas estão tremulando torcedor do Brasil. A rede ainda está balançando, balançando...

Isso eu não poderia deixar de registrar. O colorado bateu o poderoso Barcelona de Ronaldinho, Deco e companhia. Foi a vitória da união, do grupo, da garra, da vontade. Se não tínhamos o talento dos melhores, sobrou alma e muita raça. A marcação vermelha neutralizou o ataque dos espanhóis que não encontrava espaço para produzir suas jogadas maravilhosas. Se na vida existem coisas que não têm preço, o beiço da principal estrela do Barça é uma delas. E mais: os caras vieram de um passeio em cima do América do México. Pra meio mundo, o Inter seria o próximo a tomar um chocolate. Mas, enfim. Taí, mais uma vez a prova de que atualmente no futebol não existe favoritismo nem já ganhou antes dos 90 minutos. Apesar de toda empáfia dos espanhóis, o colorado entrou em campo de cabeça erguida, enfrentou cada lance com seriedade e resultado foi esse que todos pudemos acompanhar. INTERNACIONAL 1 X 0 BARCELONA. Um a zero ganha jogo, sim senhor.

MUITA EMOÇÃO. CANTA TORCIDA COLORADA. O INTER É CAMPEÃO DO MUNDO.

Friday, December 08, 2006

Parceria é tudo

Em determinado momento perguntei pra essa figura: Paulo, tu acha que eu vou morrer? Ele disse: Vai, mas não hoje. Pois é. Há alguns dias fui brincar de dublê e acabei me dando mal. Na verdade, por um problema mecânico perdi o controle do carro e entrei num barranco. Cinco pontos na cabeça e um galo considerável. Mas enfim, graças a Deus, foi só. Porém, se não fossem figuras como esse negão aí, sei lá o que poderia ter acontecido. Este post é pra agradecer o tanto que todos vocês fizeram por mim. Desde o contato com os bombeiros até as ligações posteriores para saber como eu estava. É nessa hora que a gente percebe o quanto as amizades são importantes na vida. Geralmente a correria do dia-a-dia não nos deixa espaço pra mais quase nada. No entanto, precisamos tirar um tempo pra cultivar as parcerias, conversar, saber como as pessoas estão. Um telefonema que seja. Tirei muitas lições desse dia. Obrigado por tudo, gente. Tem uma lista para quem eu gostaria de deixar o meu “valeu mesmo” e não queria esquecer de ninguém. Para não correr esse risco, meu respeito a todos, todos mesmo, que de alguma forma procuraram saber notícias da minha situação. Aos poucos vou agradecendo pessoalmente, um por um. Uma das melhores coisas nesse mundo é amizade. Ah, vale registrar uma surpresa muito boa: a visita do Carolos. Obrigado, irmão.

Aos meus pais e à minha Risoflora.

Wednesday, November 29, 2006

O talento derrubando preconceitos

Vai ao ar neste domingo, às 12h30, pela Rádio Unisinos FM 103.3, uma entrevista que fizemos – Claiton Fortunato, Paulo Rogério e Júlio Ferreira - com a cantora Marietti Fialho. No programa Estúdio Aberto, ela fala sobre sua carreira, as influências e as dificuldades de se viver de música no Brasil sem ter que apelar para o jabá. Ainda rola uma canja, só no vocal, de Telhados de Paris, releitura de Nei Lisboa, no CD Baladas do Bom Fim. Marietti ainda aborda a questão do preconceito e conta histórias vividas por ela, mostrando quanto o racismo vai ficando cada vez mais explicito na sociedade. Dona de uma voz poderosa, esbanja simpatia e humildade. Foi um bate-papo super descontraído, embora tratando de temas importantes. Vale a pena conferir. É um exemplo de força de vontade, determinação, uma história de vida emocionante digna de uma guerreira. Da perifa pro mundo, Marietti Fialho. Meu respeito.

Técnica: Leandro Molina
Supervisão: Sérgio Endler

Monday, November 27, 2006

Enferrujado, mas vivo

Bah, faz uma cara que não faço um som. Vontade própria e motivos de força maior – não necessariamente nessa ordem - me afastaram do circuito por algumas longas temporadas. Mas o sangue ainda corre, a verve se mantém, apesar da ferrugem. Destreinado, porém, com a cabeça fervendo de letras e projetos para o futuro. Aqui na imagem, participação numa destas sextas-feiras da vida com a amiga Dayana, da All Stars Band. Grande figura. É a garantia de muito talento e carisma no palco. Retomando a cagação de tese, o tempo é o senhor das situações. Nos faz amadurecer, aprender, esquecer as mágoas e olhar para frente. E assim é. Hoje sei exatamente o que quero fazer. Então, lá vamos nós. Esta é a melhor parte da viagem. Da viagem, a melhor parte e a que mais gosto.

Foto: Talita Raquel

Verborragia de qualidade

Viva a criatividade. Com ela tudo é possível. Num cenário musical tão pobre e pasteurizado, pouco resta para nossa apreciação e deleite. Pois na última sexta-feira, pela TV, tive uma surpresa bem positiva e que me renovou a esperança quanto às possibilidades de composições com conteúdo. Cito o grupo Mamelo Sound System, de São Paulo. O lance das figuras é Rap, mas eles exploram a sonoridade de uma forma tão original que transcende o senso comum quando se fala em Hip Hop. Aliás, as rimas também são de uma sensibilidade impressionante, abordando temas como cotidiano, negritude, religiosidade, diversão, resgate cultural, etc. O bagulho é louco mesmo, pesado, visceral, refrão pegado e tal. Tá valendo. Recomendo, se me permitem.

Ouvindo: Zulu/Zumbi – Mamelo Sound System

Friday, September 29, 2006

Coletiva

Bah, abandonei o bagulho. Ficou tempos desativado. Punk. Tá, mas tamo de volta e trazendo um registro da entrevista coletiva do MV BILL, em Porto Alegre, na abertura da Semana da Juventude, em 12 de agosto. Sobre a cultura Hip Hop, o cara disse o seguinte: "A ascensão é uma coisa que é necessária. A partir do momento que os afro-descendentes, as pessoas de periferia, de baixa renda vão ganhando visibilidade e oportunidade acho que as coisas vão se equilibrando. Não é tomar o espaço de ninguém, é ocupar um espaço que está vago". Sobre a política de cotas: "Olha, eu gostaria muito que fosse de uma forma diferente. É um pouco constrangedor, mas se não for dessa forma, infelizmente a gente não entra no processo de inclusão. Gostaria muito que fosse uma forma diferente do ingresso desses jovens nas faculdades, mas eu não consigo ver uma forma melhor. Então, as cotas acabam sendo uma coisa necessária, mas acho que elas não precisam ser perpétuas. Acho que ao mesmo tempo que criam as política de cotas, podem também melhorar o ensino básico, público, fazer a educação virar prioridade no Brasil. Acho que com isso, as cotas vão acabar muito rápido".

Wednesday, August 23, 2006

Vamo que vamo

Como diria o Rappin Hood, passei pra deixar um salve pras parceiras e pros parceiros. A correria tá grande, mas na seqüência vou postar por aqui coisas bem legais que ocorreram em Porto Alegre nos últimos dias, como a Seletiva Estadual de Basquete de Rua, realizada pela Cufa-RS. Vai ter fotinho e tudo mais. Deixo também uma sugestão de som, que achei massa: Zumbira e os Palmares. Os caras tem pegada e mesclam tri bem samba, rock e outros ritmos. Abraços. Voltaremos.

Friday, July 28, 2006

Previsão completa

Coloquei ali no espaço dos serviços o link da MetSul Meteorologia. O site dos caras está muito bom. Além da previsão completa e dos mapas prognósticos, é possível conferir diversas matérias e curiosidades relacionadas aos fenômenos da natureza. E mais: tem a chancela de nomes como Eugenio Hackbart e Luiz Fernando Nachtigall, os principais meteorologistas do RS - esses acertam mesmo. Vale dar uma olhada.

Confraria Castro Alves

Num dos posts anteriores falei sobre o Programa Confraria Castro Alves, veiculado na TV Assembléia. Então, volto a convidá-los a prestigiar este espaço. No domingo agora, dia 30, os convidados são os seguintes:

Rita da Silva – Vice-presidente do Quilombo da Família Silva
Onir Araújo – Movimento Negro Unificado – Advogado do Quilombo Silva
Pauta: Situação dos Quilombolas – Situação do Quilombo do Silva, primeiro Quilombo Urbano reconhecido no Brasil

Malu Viana – Central Única das Favelas RS – Cufa RS
Pauta: União da Juventude Negra na América Latina

Lúcia Brito – ONG Maria Mulher
Pauta: Trabalho da entidade – suas experiências no Movimento Negro

O Confraria Castro Alves vai ao ar todos os domingos, às 16h, no canal 16 da net. Também pode ser conferido na Internet, no site da Assembléia Legislativa, no link da TV Assembléia.

Apresentação: Professor Pernambuco
Produção: Claiton Fortunato

Tuesday, July 18, 2006

Cultura Negra Part.2

No domingo acompanhei na TVE o documentário "Brasil Eterno Quilombo". Trata-se de uma produção que, além de denunciar o racismo no país, baseado em estatísticas oficiais, também exaltou a valorização do negro nos diversos aspectos. Trouxe depoimentos de militantes do movimento, expoentes como Oliveira Silveira. Muito bem produzido, roteiro e fotografia maravilhosos. E ainda, emocionantes os ritos, as rezas referentes às religiões de matriz africana, interpretadas entre poesias e o som do atabaque. O vídeo também foi exibido sábado, no Memorial do Rio Grande do Sul. Além disso, concorre em dois festivais: Gramado Cine Vídeo Nacional e Regional, no Festival de Gramado, e no EXPOCOM de Minas Gerais, na categoria melhor documentário universitário. No mais, estou muito feliz porque este filme foi idealizado e editado por um grande irmão: Júlio Ferreira, mais conhecido como Julinho. Figuraça. Um cara tri do bem, grande aliado. Detonou, meu bruxo. Suerte, mano.

Monday, July 17, 2006

Cultura Negra

Há quase um ano venho trabalhando na produção de um programa voltado para a cultura negra. Chama-se Confraria Castro Alves. Vai ao ar todos os domingos, às 16h , na TV Assembléia, canal 16 da Net. O espaço congrega debates sobre igualdade racial, cotas, educação, juventude, saúde, religiosidade, violência e artes. É um programa pioneiro nas emissoras legislativas em relação à esta temática. No Programa que vai ao ar no próximo dia 23, o apresentador, professor Pernambuco, conversará com a advogada Letícia Lemos da Silva, com o professor de História, Arilson Gomes, e com o Babalorixá, Baba Diba de Yemonja. Um dos pontos da pauta irá tratar sobre a Lei 10.639/03, que dispõe sobre a inclusão da cultura negra no currículo escolar. Vale a pena acompanhar. Os depoimentos são bastante significativos e merecem que fiquemos atentos a questões como estas para a construção de uma sociedade mais justa. O Programa pode ser acompanhado também pela Internet, no site da Assembléia Legislativa.

Dica de leitura do professor Arilson:
Educando pela Diversidade Afrobrasileira e Africana – Jorge Arruda
OBS: O livro pode ser encontrado no Museu Antropológico do Rio Grande do Sul

Thursday, July 13, 2006

O marketing furado e a pseudo-intelectualidade

Dias atrás encontrei um amigo que agora trabalha em Brasília. Falamos dos ossos do ofício e sobre o quase sacerdócio relativo à nossa atividade. Diversos assuntos, enfim. Mas a parte que mais rendeu foi quando entramos no quesito música – bandas, underground sonoro, ideologia dos grupos, etc. Ele me contou de um cenário bem legal que rola por lá. Lamentou, porém, a falta de criatividade que poderia separar o joio do trigo. A produção em série acaba fazendo tudo soar como punheta em cabo de vassoura. E pra piorar, acrescentei, poucos, muito poucos, são os que conseguem estabelecer um simples diálogo com o público. Além disso, divagamos, é um certo egoísmo montar uma banda apenas por diversão. Creio, disse, se faz necessário ter consciência social sobre o verdadeiro papel que um grupo pode exercer no ambiente onde está inserido. Como isto pode acontecer? Resposta: através, basicamente, da produção de conhecimento. Sempre haverá público. E uma banda medíocre, atrai um público medíocre, numa relação de ação e conseqüência. O amigo de Brasília foi mais longe, avaliou: a superficialidade dos nossos tempos produz os pseudo-intelectuais. São aqueles que fazem alarde dos milhões de livros que acabaram de ler, mas que quando questionados sobre a influência dessas obras no contexto da sua produção, acabam patinando nas decorebas, nas frases prontas, no clichê. Nomes de bandas também, ressaltou, muitas vezes, têm o efeito contrário, o marketing furado. Em algumas ocasiões, nem os próprios integrantes sabem ao certo o que significa. Ou sabem superficialmente, perdendo, assim, a oportunidade de passar uma mensagem consistente e repleta de significados para, quem sabe, um posterior debate sobre a questão. Seguimos a cagação de tese até o final da última garrafa de vinho. Aí o leitor pode questionar: quem vocês pensam que são? Prestem atenção nas alternativas:
a) dois cuzões
b) dois pseudo-intelectuais falando de seus páreas
c) dois abobados sem talento que foram refugados por suas bandas
d) dois desocupados e rançosos
e) todas alternativas estão corretas

Wednesday, June 28, 2006

Da série letras ótimas e versões maravilhosas nº1













Todos Estão Surdos
Autoria: Roberto Carlos
Versão: Chico Science e Nação Zumbi
Desde o começo do mundo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo
Tanta gente se esqueceu
Que a verdade não mudou
Quando a paz foi ensinada
Pouca gente escutou
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Outro dia, um cabeludo falou: Não importam os motivos da guerra A paz ainda é mais importante que eles.
Esta frase vive nos cabelos encaracolados
Das cucas maravilhosasMas se perdeu no labirinto
Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos!
Tanta gente se esqueceu
Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu Amigo volte logo
Vem olhar pelo meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Um dia o ar se encheu de amor
E em todo o seu esplendor as vozes cantaram.
Seu canto ecoou pelos campos
Subiu as montanhas e chegou ao universo
E uma estrela brilhou mostrando o caminho
Glória a Deus nas alturas
E paz na Terra aos homens de boa vontade
Tanta gente se afastou
Do caminho que é de luz
Pouca gente se lembrou
Da mensagem que há na cruz
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
Que o amor é importante
Vem dizer tudo de novo

Tuesday, June 27, 2006

Ray

Gosto de cinema, mas como um mero expectador. Não sou dado a cagação de teses, até porque nem tenho conhecimento para isso. O fato é que recentemente vi o filme Ray. Tudo bem, confesso ainda que nesta área estou completamente defasado. A película estreou por aqui há horas, mas só agora consegui degustá-la. E falo em saborear porque foi como me senti vendo esta grande obra. É de uma sensibilidade incrível e mostra a trajetória de um dos maiores músicos que já passaram por esta existência. Mr. Charles reunia todas as qualidades sonoras em um só cidadão. Ouvido mais que absoluto, dom aguçado além da conta em função da cegueira como forma de compensar a falta de visão. Ah, e Jamie Foxx está perfeito no papel título. Para os atrasados como eu que ainda não assistiram, vale a pena conferir.

Monday, June 26, 2006

Zulu Nation


...Saca só todo mundo que eu não vou repetir
Intelecto da rua pronto prá se divertir
E aproveito cada instante como o ar que eu respiro
Saco a cidade sem precisar resolver no tiro
Da Central do Brasil a Plane Station
Os mandamentos que eu sigo são da Zulu Nation
E mesmo que não deixem
E ainda que se queixem
As portas que se abrem parceiro
Nunca mais fecham...

Neste trecho da letra de Vai Vendo, Marcelo D2 cita a Zulu Nation. Se trata de uma organização não-governamental, criada em 21 de novembro de 1973 por Kevin Donovan, conhecido mundialmente como Africa Bambaataa. Essa figura é considerada o pai do Hip Hop. Bambaataa nasceu e foi criado no Bronx, um dos bairros mais violentos e pobres de Nova York. Na juventude chegou a fazer parte de uma gangue chamada Black Spades. No decorrer, conscientizou-se da importância de pregar uma cultura de ressocialização. A Zulu Nation é isso. Preconiza paz, amor, união, trabalho, liberdade, fé em Deus e diversão. Mais: promove palestras enfocando temas como saúde, economia e ciências. Um exemplo de iniciativa que tirou da marginalidade muita gente boa e com potencial enorme a ser explorado nas diversas áreas culturais e artísticas. A ZN devolveu a muitos deles a auto-estima e a esperança de um futuro melhor.

Saturday, June 24, 2006

Insônia parte 1

É impressionante a capacidade que algumas pessoas têm de fazer barulho. Eu, particularmente, me incomodo com muito silêncio. A ausência de som me causa pânico. Preciso, por exemplo, constantemente de um rádio ligado na AM pra pensar melhor. Mas tudo tem limite. Hora de dormir é hora de dormir. Atualmente, em função da correria – trampo, etc, tenho me entregado aos sonhos por apenas seis horas diárias. Então, é imperativo que este pouco tempo de inércia seja aproveitado da melhor maneira possível para que as energias possam ser restabelecidas. Enfim, mas quando se é vizinho de Veronica Mars às avessas o seu descanso fatalmente estará comprometido. Pois bem, a própria protagonista da série já é um pé no saco, mas nada comparado com P. Chatista, a adolescente tapada. Não raro, por volta da uma da madrugada, somos abruptamente despertados por suas risadas desproporcionais que mais parecem um relincho. Ah, e ela nunca está sozinha. Sempre alguém da turma, que convencionei chamar de entulho, a acompanha na saga das palhaçadas noturnas. E aí você vai me perguntar: mas e os pais dessa menina? Eu respondo: bem...deixa pra lá. O que posso dizer? Enfim, QUE GENTE!!!!!!!!!!!!! (continua)

Thursday, June 22, 2006

"Homem na Estrada" - RMc's

Pois é, moçada. Precisei passar um tempo fora para recobrar a consciência. Sinceramente, pensei em terminar com este espaço. Porém, com a cabeça mais fria, pude avaliar melhor a idéia. Resolvi, então, continuar tocando o barco. Enfim. Foi um período para colocar a casa no lugar, reforçar algumas convicções e projetar os próximos passos. Agradeço às amigas Clau, Andrea e à Cíntia, minha Risoflora, pela grande força nesta entre-safra intelecto-social-psicológica. Na seqüência, vamos aos posts.

Ouvindo Ed Motta – Vamos Dançar – Meio Bom, hehehe.

Tuesday, May 09, 2006

Degenerativo

Terminou a criatividade, por isso, estou largando de mão este espaço. Vou deixá-lo no ar por mais alguns dias e fim. Não sei mais sobre o que escrever, não tenho mais disposição nem incentivo. Esgotei de vez o processo de composição. Daqui não sai mais nada. Tento, mas a inspiração tirou férias e abriu precedente para a crise no processo descritivo. A falta de talento é uma realidade.

Thursday, May 04, 2006

Tim beleza

MATÉRIA PUBLICADA NA REVISTA ISTO É DESTA SEMANA.

Chega às lojas o CD Tim Maia racional,o cultuado disco que o cantor gravou comofiel da seita Universo em Desencanto eque lançou o hit Que beleza

Os fãs de Tim Maia sempre peregrinarampelos sebos musicais em busca de seu discomais raro: Tim Maia racional, de 1975. Agora a peregrinação acabou. Está nas lojas a versão remasterizada desse álbum, cujas cançõesforam feitas sob a forte influência da seitaUniverso em Desencanto, da qual o cantor foi naquela época um fiel seguidor. A expectativa de que o disco fosse relançado é explicável: mais do que divulgar os fundamentos da crença criada pelo líder espiritual Manoel Jacinto Coelho, o “grão-mestre varonil”, Tim Maia racional é composto por excelentes músicas e influenciou toda uma geração de artistas ao injetar na MPB elementos do funk, do soul e do gospel. Com o passar do tempo, o disco virou uma raridade porque o próprio Tim mandou retirá-lo do mercado quando se desencantou com a Universo em Desencanto – uma mixórdia mística que pregava a opção pela pindaíba, mas ganhava dinheiro com seus crentes. Tim Maia rompeu com ela quando percebeu que, graças às suas canções, a venda dos livros sobre a seita aumentava e engordava a conta bancária de seus líderes. “Como era louco, mas não era burro, Tim saiu, ao seu estilo, quebrando tudo e esculhambando o ex-guru”, diz o produtor musical e compositor Nelson Motta, que está escrevendo a biografia do cantor. Essa fase teve, no entanto, um saldo em sua vida. “Ele estava fumando, cheirando, bebendo e picando todas. Brigava com meio mundo e estava sem gravadora e sem dinheiro. Ao abraçar a Universo em Desencanto, produziu dois discos sensacionais”, diz Motta.
Não foi somente o “síndico” (apelido que Tim ganhou de Jorge Benjor) queentrou de cabeça na seita – uma mistura de umbanda com gente que se achava extraterrestre e prometia a salvação através da “imunização racional”. Todosos integrantes de sua banda, vestidos de branco nos shows, embarcaram nessa viagem. “Paramos com as drogas e todos os dias fazíamos reuniões para lero orelhudo, que era como Tim chamava o livro de ensinamentos”, diz o músico Serginho Trombone. O músico acompanhou o dia em que Tim decidiu se livrardos bens materiais, doando todos os objetos de seu apartamento no bairrocarioca de Copacabana. Na leva de doações foram até os brinquedos dos filhos.“A única coisa que o papai deixou foi o meu violãozinho. Quando olho minhasfotos de bebê, sempre estou com roupinhas brancas”, diz o cantor Léo Maia, um dos três filhos do artista.
Se as músicas de Tim Maia racional foram compostas para ser hinos religiosos,é certo que se prestam também ao mundo profano. De todas elas, a mais difundida é Imunização racional (Que beleza): “Que beleza é sentir a natureza/ ter certezapra onde vai e de onde vem.” Marisa Monte, Gal Costa, Sandra de Sá e ToniGarrido já a incluíram em seus shows. A canção O caminho do bem fez parteda trilha do premiadíssimo filme Cidade de Deus. E em festinhas de faculdade que se preze não pode faltar o hit Guiné Bissau Moçambique e Angola racional, em que Tim brada com seu vozeirão: Numa relax/numa tranqüila/numa boa. “Na verdade, as bases de Tim Maia racional eram parte de outro disco que estava para ser lançado. Mas, no meio do caminho, ele entrou para a seita, mandou tirar todas as vozes das canções originais e colocou as letras louvando a Universo em Desencanto”, diz João Marcello Bôscoli, presidente da Trama, selo responsável pelo relançamento do disco. Ele faz parte do time de fãs que percorreram os sebos em busca do vinil: “Encontrei, comprei, mas pesou no bolso. Cobram de R$ 500 a R$ 800.” Uma das provas da raridade do álbum é que, até recentemente, nem Léo Maia, herdeiro de Tim, possuía um exemplar legítimo em sua discoteca. “Eu ouvia um piratinha, até que uma fã do meu pai me presenteou com o vinil num show em Brasília”, diz ele. “Desde então, sempre que canto Imunização racional agradeço a essa senhora. Grande dona Vera!”

Friday, April 28, 2006

Que dupla!

Olha que a fu. O Quentin Tarantino vai rodar a história de Jimi Hendrix. O maluco, diretor de Cães de Aluguel e Pulp Fiction, acaba de assinar o contrato pra filmar a cinebiografia do guitarrista. O roteiro até já teria sido aprovado por Tarantino e a produção segue a todo vapor. As filmagens em si começam no final do ano, em Seattle. O projeto, inclusive, vai ter a colaboração de Leon, irmão de Hendrix.

Na estrada

Bah, bons tempos da Unidade Móvel da Unisinos FM. Trampo massa, circulando pelas ruas do Vale. Muita sonzera, parcerias e diversas histórias. Foi uma escola bem legal. Pena que as coisas vão se perdendo. Enfim. Ah, e o motora do Kombão era um figuraça. Bruxaria total e irrestrita: Rogério Mittman. Ainda ficamos na deva de um segundo churras.

Monday, April 17, 2006

Sons para alma

Aos poucos a Hermano Chiapas vai tomando forma e se reestruturando. Os ensaios retornaram. O entusiasmo de voltarmos a discutir música - estrutura, peso, harmonia, letra, etc - revigora o cidadão. Estar cercado de ótimos músicos também é uma forma de aprendizagem constante. Neste domingo, passamos mais uma vez as próprias. Novas opiniões deram mais consistência à sonoridade. A banda vai ganhando em maturidade e espontaneidade com o empenho da moçada. Tudo isso sem deixar de lado o engajamento social nas composições. Me deixou feliz também o fato de o Viktor V. ter acompanhado o ensaio. É um cara que respeito por tudo que representa no cenário musical da região. É uma figura que tem história. E partiu dele o comentário de que o som está “agressivo”. A força dos amigos nesta jornada é tudo. De maneira rápida ainda conversamos sobre um projeto a la Temple of the Dog. Na seqüência mais informações. Arriba HC e FB.

Thursday, April 13, 2006

Quando Alice não é bem vindo

Pois é. Sabe quando você trabalha mais que cavalo de madeireira? Sabe quando este esforço todo parece não estar lhe rendendo grande coisa do ponto de vista profissional-financeiro-intelectual? Sabe quando se estuda, lê, e ao mesmo tempo parece que a cada dia você está mais ignorante? Sabe quando você começa a perder a confiança na justiça do destino? Sabe quando você está extremamente cansado? Sabe quando você está totalmente sem paciência? Sabe quando você não consegue escrever nada que preste? Sabe quando você percebe os FDPs se dando bem? Sabe quando você está quase jogando a toalha? Sabe quando você se arrepende de ter escolhido fazer o que gosta? Sabe quando você começa a pensar em vender picolé, churrasquinho, rapadura, meias? Sabe quando você não sabe mais porque ter um blog? Sabe quando os feriados não fazem mais diferença? Sabe quando você acha que precisa fazer alguma coisa bem radical? Sabe quando você começa a ter certeza de que vai passar por aqui e não vai deixar um legado produtivo para as novas gerações? Pois é. Qual seria a música salvadora para situações como esta? Vou tentar me distrair nesta busca. Uma certeza: pelo menos por enquanto descarto Love, hate, love. E assim é.

Wednesday, April 12, 2006

E o hey ho let's go ficou na história

Na última quarta-feira encontrei no centro de Porto Alegre um grande amigo do passado. Paramos para bater um papo entre os gritos de “aleluia, aleluia". O coro era produzido por uma moçada que a plenos pulmões divulgava a palavra do Senhor. Então, fazia pelo menos uns dez anos que não topava com este parceiro. Trocamos perguntas sobre os demais conhecidos da época de colégio, o velho segundo grau – hoje ensino médio. Lembro que a figura era tri festeira. E dos mais fervorosos fãs de Ramones. De carteirinha mesmo. Sempre de Walkman, agitado, estilo punk e nem aí. Um camarada pra todas as horas. Enfim, seguimos trovando. Ele me pareceu mais desgastado, com uma fala pausada, mais centrado no que dizia. Estranhei, mas até aí, tudo bem. Recordamos de alguns momentos engraçados e percebi que até pra sorrir o cara estava mais contido. Me contou que seguia estudando e ainda morando na mesma cidade. Passei meu telefone para um contato posterior. Nas despedidas, tomei a liberdade em nome dos idos tempos e questionei se ele estava legal, se estava tudo bem. Foi quando olhou fundo nos meus olhos e proferiu sem rodeios e com uma convicção surpreendente: - Hoje estou bem. Muito bem. Bem mesmo. Renovou o fôlego e mandou sem respeitar qualquer limite de decibéis: - ALELUIA. Hoje ajudo na pregação. ALELUIA. Juro. Me assustei com a berraçada. Fiquei sem ação até entender o que estava acontecendo. E na seqüência veio a ladainha característica dos irmãos. Nos cumprimentamos e apurei o passo em direção ao Mercado Público. One, two, three, four....

Thursday, March 23, 2006

Rádios

Sempre fui louco por rádio. Tudo bem, confesso ter uma paixão pelas emissoras AM. Sou daqueles que leva o aparelho para o banheiro. Vício mesmo. Ossos do ofício, talvez. Enfim, mas o lance é o seguinte: pesquisando, encontrei um site bem interessante em que é possível ouvir AMs e FMs de todo Brasil e também do mundo. O link - Rádios - está ali no espaço Imprensa. Vale dar uma conferida. Bons sons.

Wednesday, March 22, 2006

A percussão é tudo

Tem uma comunidade no Orkut chamada "Se não tem no Google, não existe". Pois é. Há tempos vinha procurando mais informações sobre um músico que curti muito na minha passagem pelo extremo norte do país, fronteira com a Colômbia. Pra quem gosta de percussão, esse é um cara que recomendo. Pra quem é chegado num som caribenho, nem se fala. Vão aí alguns dados do cidadão. Grande sonoridade.

Nome
Chichi Peralta
Origen
Santo Domingo - República Dominicana (1966)

Discografía
(1999) Pa' Otro La'o, (2000) De Veuelta Al Barrio
Los arreglos musicales estuvieron a cargo de él, al igual que la percusión. En De vuelta al barrio se fusiona el son con el jazz, el merengue con el guaguancó, el pop con ritmos africanos y la bachata con los brasileños y árabes, por mencionar algunos. En la grabación participaron la Orquesta Sinfónica de Londres y los coros de Luz Africa, sesiones grabadas en París, Francia. El primer corte es el que le da título al CD. La presentación de la segunda producción de Chichí Peralta y Son Familia será en el barrio que vio nacer al percusionista, en Ciudad Nueva en la capital dominicana.

Biografía
Chichi nació en 1966 en Santo Domingo, capital de República Dominicana. Durante 8 años trabajó como percusionista del famoso grupo "4-40", liderado por Juan Luis Guerra. En 1997, realizó el lanzamiento internacional de su primer disco en su país natal. Su carrera como músico se inicia a los 4 años cuando construyó su primer instrumento percusivo, una tambora. El primer álbum de su carrera, después de la exitosa participación al lado de Juan Luis Guerra, es ``Pa' Otro La'o", el cual produjo, arregló y coordinó. Algunos temas los compartió con la voz principal del grupo Son Familia, Jandy Felíz, quien en 1999 abandona la agrupación para iniciar su carrera solista.En 2000 se edita su nuevo trabajo, De Vuelta Al Barrio en el que participan los nuevos vocalistas, César Olarte y René Geraldino.

Tuesday, March 21, 2006

Singles

No final de semana tive a oportunidade de rever "Singles - Vida de Solteiro". Grande filme. Não sou crítico de cinema, nem sou dado a comentários sobre o assunto, mas recomendo o título. Para mim, se trata de um verdadeiro registro desta geração que curtiu boa parte da adolescência nos anos 90. Seguem algumas informações sobre o filme:

Sinopse: Seattle, início dos anos 90. Várias histórias paralelas sobre jovens no começo da vida adulta, que estão preocupados em se firmar em suas carreiras e, principalmente, em encontrar o amor. O filme mostra diversos moradores de um mesmo prédio, que freqüentam a mesma cafeteria. Um deles é Steve Dunne (Campbell Scott), que conhece Linda Powell (Kyra Sedgwick) em um show de rock e aos poucos se apaixonam. Também é focado o relacionamento deles e a de amizade de Steve com Janet Livermore (Bridget Fonda), outra moradora do prédio, que quer conquistar um vizinho, Cliff Poncier (Matt Dillon), um roqueiro. Na verdade ela tem um envolvimento com ele, mas Cliff insiste que seja uma "relação aberta" e isto não agrada muito Janet, que está obcecada por Cliff e pensa em fazer um implante para aumentar os seios, pois acredita que isto agradará Cliff. Paralelamente Debbie Hunt (Sheila Kelley) anseia tanto por achar alguém que produziu um vídeo com alguns efeitos que lhe sirva como apresentação para futuros pretendentes.

Fonte: http://www.adorocinema.com/

Elenco:
Bridget Fonda (Janet Livermore)
Campbell Scott (Steve Dunne)
Kyra Sedgwick (Linda Powell)
Sheila Kelley (Debbie Hunt)
Jim True-Frost (David Bailey)
Matt Dillon (Cliff Poncier)
Bill Pullman (Dr. Jamison)
James LeGros (Andy)
Devon Raymond (Ruth)
Camilo Gallardo (Luiz)
Ally Walker (Pam)
Eric Stoltz (Mime)
Jeremy Piven (Doug Hughley)
Tom Skerrit (Prefeito Weber)
Tim Burton (Brian)
Paul Giamatti
Cameron Crowe

Ficha Técnica:
Título Original: Singles
Gênero: Comédia Dramática
Tempo de Duração: 99 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1992
Estúdio: Warner Bros. / Atkinson/Knickerbocker Productions
Distribuição: Warner Bros.Direção: Cameron Crowe
Roteiro: Cameron Crowe
Produção: Cameron Crowe e Richard Hashimoto
Música: Paul Westerberg
Fotografia: Tak Fujimoto e Ueli Steiger
Desenho de Produção: Stephen J. Lineweaver
Direção de Arte: Mark Haack
Figurino: Jane Ruhm
Edição: Richard Chew

Premiações: Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards, na categoria de Melhor Canção Original ("Would?")

Curiosidades:
- Vida de Solteiro foi inspirado na morte do cantor Andrew T. Wood.
- O diretor Tim Burton aparece em uma pequena ponta, como um diretor de vídeos
- O filme conta com a participação dos integrantes do Pearl Jam - Gossard, Vedder e Ament, que fizeram o papel de integrantes da banda Citizen Dick, encabeçada pelo ator Matt Dilon
- Singles mostra ainda parte de shows do Alice In Chains e Soundgarden

Quem te viu, quem tv

Há alguns dias me detive a acompanhar com mais atenção a programação da MTV. Numa destas noites acompanhei o jornal da emissora. Notei que mudou o cenário e os antigos apresentadores foram sacados. Com o Rafa e a Sarah já era complicado de se manter ligado no programa durante 30 minutos. Entretanto, nada é tão ruim que não possa ser varzeado mais um pouco. No atual Jornal da MTV, creio que a intenção era deixar o ambiente mais despojado, mas os caras erram a mão. Ficou tosco na mais pura concepção da palavra. Sem falar no conteúdo. Ou melhor, a falta dele. A Carla Lamarca não dá, né? Vamos combinar. Bonitinha, mas ordinária. E o Léo Madeira? Não é dos piores, mas botaram o rapaz numa fria. E aí o magrão não rende o que pode render, como no Top Top. O jornal foi somente a ponta do iceberg. Agora, alguém pode me dizer o que é essa onda teen? Caralho, quem são essas gêmeas que apareceram do nada e estão na programação? Ah, vão pra puta que pariu. Li uma matéria sobre as mudanças na emissora. Dizem os cabeças que a intenção destas trocas no time de VJs é deixar a MTV com a cara da audiência. Que absurdo. Mas pensando bem, esquecendo o calor da discussão, é isso mesmo. É a indústria da modinha, da padronização. As novas bandas cheiram a Strokes, os hard cores são medíocres e as adolescentes amam as bundudas da hora e suas musiquinhas pestilentas. A criatividade foi pro ovo. Dizia o Raulzito: falta cultura pra cuspir na estrutura. Que gente! Saudades do Fábio Massari.

Wednesday, March 15, 2006

De volta aos escritos e à musicalidade

Recentemente fomos ver os shows da Bleff e da Deus e o Diabo, no Casarão, em São Leopoldo. A festa foi muito legal. É sempre bom reencontrar velhos amigos e bater um papo amistoso, desabafar, curtir. Ainda não tinha visto as duas bandas – não ao vivo, apenas ouvido na internet. Estava curioso. E mais na expectativa ainda por saber que o baterista da Bleff é um dos caras mais parceiros de todos os tempos: grande Saraivada de Bala. Eles abriram a noite. Mandaram bem. Recomendo. E eu fiquei mais feliz por ver o quanto o Milton está espancando. Batendo firme, concentrado, dedicado, bumbo forte, pesado. Muito bom, meu bruxo. Na seqüência, DEOD. Uma apresentação conceitual, teatral, interessante. Depois teve a sonorização do Gramolix, que dispensa comentários. Está bonito esse cenário em São Léo. Diversidade musical e uma gurizada de fé na ativa. E novidades estão por chegar – Tu-pá, tu-pá, tu-pá.

Saturday, February 25, 2006

Uma homenagem para Layne Staley

Essa cara aí na foto é o guitarrista do Alice in Chains. E a notícia do momento, segundo o próprio Jerry Cantrell, é que a banda realmente vai voltar à atividade. Claro, com um novo vocalista. Só pra lembrar, Layne Staley morreu em 2002. Ele faleceu em casa, vítima de uma overdose, e seu corpo só foi encontrado dias depois. O substituto de Staley, no entanto, ainda não foi escolhido. De acordo com Cantrell, o retorno do Alice in Chains, será uma forma de homenagear a memória do ex-companheiro de grupo. Em 2005, a banda fez algumas apresentações beneficentes com vocalistas convidados. Além de Cantrell, seguem na barca os originais do Alice, Mike Inez, baixista, e Sean Kinney, na batera.


"Into the flood again
same old trip it was back then
so i made a big mistake
try to see it once my way"

Bons tempos da grungera.

Thursday, February 23, 2006

A volta

Olha só essa figura. Estilo Mumm-ha, renascido das cinzas, saindo da tumba, o ser eterno. Pois o Guns N´Roses, do senhor Axl Rose – sim porque a banda é dele, sem dúvida – é atração confirmada no festival inglês Download 2006, entre os dias nove e 11 de junho. O papo que rola é que finalmente serão conhecidas algumas das canções do tão esperado e quase lendário Chinese Democracy. O disco está pra ser lançado há pelo menos dez anos. Parece que agora vai. Neste mesmo festival, também sobem ao palco Metallica, Korn e Deftones.

Wednesday, February 22, 2006

1, 2, 3, 14...

Pois é. Não consegui me abster de falar alguma coisa sobre a passagem do U2 pelo Brasil. Os caras realmente surpreendem nas suas performances ao vivo. Isso sem contar o carisma e o engajamento em causas sociais. A parafernália sonora e televisiva que compõe o palco também ajuda a levar o público a uma espécie de catarse em multimídia. O Set List contemplou todas as épocas da banda – embora não tenham tocado Angel of Harlem nem Bad. É, mas não dá pra reclamar. Foi realmente uma apresentação de luxo. Me emocionei no final quando deixaram o palco, um a um, ao som de 40, ao velho estilo Under a Blood Red Sky. E com o Edge tocando baixo e o Adam, guitarra. Durante o show, no entanto, fiquei agoniado lá pelo meio do espetáculo. A voz do Bono ecoava rouca e cansada. Chegou a mudar algumas melodias para alcançar os tons mais altos. Não sei se ele foi arrebatado pelo calor – o cara suava como louco e nada de sacar a jaqueta, preta – ou estava guardando energias para a segunda noite. O certo é que o Edge salvou a pátria por várias vezes. Aliás, o homem tá cantando muito. Enfim, foi uma segunda-feira que entrou para a história. Pena que só rolou em São Paulo, pra variar.

Foto: Flávio Florido/Folha Imagem

Thursday, February 16, 2006

Anger is a gift

Tudo bem, sei que a banda acabou. Mas sou um fã saudoso. Nos últimos dias, pra matar essa saudade, tenho escutado o Live at the Grand Olympic Auditorium. Caralho, pancadaria pura, sem cuspe e com areia, do início ao fim - segue o Set List no final. Não quero entrar no mérito sobre o que teria motivado o final do grupo. Audioslave é bom, mas acho que falta pegada. Quero dizer, não que eles não tenham, mas não igual ao RATM. O lance é que o Rage Against the Machine vertia uma química muito foda. O som era extremamente visceral, raivoso, com propósito. No entanto, por curiosidade, no Orkut, em comunidades dedicadas à banda, é possível encontrar uma gama de teorias sobre a separação dos caras. Algumas plausíveis e outras completamente estapafúrdias. E como a gente sempre tem aquela história de fases, atualmente, Bulls on Parade tem combinado mais comigo. Sem essa de Stones e U2. Eu quero mais é RAGE, RAGE, RAGE... – risos.

SET LIST - Live at the Grand Olympic Auditorium – Novembro de 2003
Bulls on Parade
Bullet in the Head
Born of a Broken Man
Killing in the Name
Calm Like a Bomb
Testify
Bombtrack
War Within a Breath
I'm Housin'
Sleep Now in the Fire
People of the Sun
Guerrilla Radio
Kick Out the Jams
Know Your Enemy
No Shelter
Freedom

Bom, né?

Monday, February 13, 2006

As bandas no final de semana

O Black Nê chamou a atenção entre uma e outra cerveja: da Hermano, só falta o Cristiano – assim como nesta foto. E no final da noite de sábado, estávamos os quatro – os remanescentes - falando sobre a banda. É legal saber que a Hermano Chiapas deixou saudades, pelo menos entre nós. Por isso, no momento, estudamos uma maneira de reativarmos o grupo. De qualquer forma, seja lá o que for acontecer, já me sinto feliz de ter participado de algo que foi tão marcante. Não me arrependo de nada, pois tudo foi feito com o coração e com ideologia. Pra mim, foi a mais sincera forma de expressão que tive contato até hoje. De minha parte, estarei sempre pronto para encarar novos desafios, ainda mais estando ao lado dessa rapaziada verdadeiramente de fé.

Na foto da esq. p/ dir: Ricardo, Carolos, yo e Black Nê.

Florbela
Fomos ver a Florbela Espanca na Feira Popular Zona Norte, em São Léo, no sábado. Bom, quanto à banda, sou suspeito. Os caras mandam tri bem. Só tem gente boa. Além de parceiros, ótimos músicos, profissionais. Recomendo. Eles tocam no próximo dia 4 no Casarão, em São Léo, no Gramo Rock Fest.

Friday, February 10, 2006

Fotojornalismo


AMSTERDÃ (Reuters) - Uma fotografia da Reuters mostrando uma mãe e seu filho em um centro de alimentação de emergência no Níger durante a recente crise de fome no local ganhou o prêmio de Foto do Ano do World Press 2005, disseram os organizadores na sexta-feira.
A fotografia, tirada pelo canadense Finbarr O'Reilly em Tahoua, noroeste de Níger, em 1 de agosto de 2005, mostra os dedos magros de um bebê de um ano pressionados contra os lábios de sua mãe.
Um enxame de gafanhotos e a pior seca em décadas deixaram milhões de pessoas sem comida no país do oeste africano.
"A fotografia vem me assombrando desde que a vi pela primeira vez, há duas semanas", disse James Colton, presidente do júri do World Press. "Ela permaneceu na minha cabeça, mesmo depois de ter visto outras milhares durante a competição."
"Essa imagem tem tudo: beleza, horror e desespero."
A fotografia foi escolhida entre 83.044 imagens feitas por 4.448 fotógrafos profissionais -- 182 a mais do que em 2004 -- de 122 países.

Wednesday, February 08, 2006

A cultura dos opressores esmaga minha mente

Vem aí, então, mais um Planeta Atlântida. E as atrações para este ano? Nem precisa estar com a lista na mão para citar a maioria das bandas. São praticamente sempre as mesmas. Pra piorar, é quase certo que na próxima edição não deveremos ter maiores novidades. Pelo menos, os últimos anos de Planeta têm provado isso. E olha que essa safrinha que está por aí é de doer, salvo, algumas raras exceções. Será que, ao menos, a organização não poderia reduzir pela metade o grupo do seis por meia-dúzia e pagar uma atração verdadeiramente de peso? Acho que o festival ganharia muito em maturidade, qualidade sonora e visibilidade. Já que shows de grande porte dificilmente chegam até o sul do país, a estrutura do evento poderia dar este apoio. Sem mais para o momento, vale o exercício da imaginação ou da futurologia: vamos projetar que duas ou três dessas atrações – as sócias, para agradar os devotos – abririam a noite. E pra fim de festa, em grande estilo, teríamos no palco System of a Down. Bah! e mais toda gama de interjeições. É, eu sei, viajei, né? Enfim, perdão, foram cinco minutos de bobeira. Acontece.

Tuesday, February 07, 2006

Gramolix

Hoje recebi – não só eu, mas um povo - o e-mail de uma figuraça. É um parceiro da antiga, bem da antiga, dos tempos do Vira e tudo mais. Pois o recado, intitulado como Gramo Rock Fest, trazia o seguinte conteúdo: COMEMORANDO 31 INVERNOS ANTECIPADAMENTE EM 04/03 CONVIDO A TODOS OS AMIGOS PARA ESSA FESTANÇA LÁ NO CASARÃO.SERÃO 4 BANDAS :
* MAJJORS
* FLORBELA ESPANCA
* ALICE FUZZ
* KHARENKHORE
DISCOTECAGEM DOS MEUS AMIGOS DUDU, PAULO E TAMBÉM PITACOS MEUS E DE OUTROS. A TÔNICA DO SOM SERÁ ROCK CLÁSSICO, ALGUMAS MAIS PESADINHAS, ROCK E POP OITENTISTA E TAMBÉM ALGUM ELETRÔNICO. A BRINCADEIRA COMEÇA PELAS 23:00 SEM HORA PRA TERMINAR. OS INGRESSOS SÃO A BAGATELA DE 5,00 MANGOS. ESPERO VÊ-LOS TODOS, PELO MENOS OS QUE ESTÃO MAIS PERTO. ABRAÇO E ATÉ LÁ!
Achei que deveria reproduzir na íntegra, afinal, o Gramo é um entusiasta incansável desta cultura rock. No final de semana, lá mesmo, no Casarão, trocamos uma idéia - eu, ele e o mexicano - sobre música e iniciativas que possam promover a valorização das bandas locais. O cara está cheio de planos, faceiro, e otimista que 2006 seja um ano de grandes novidades e realizações diversas. E no que precisar, pode contar com a gente. Vamo que vamo.

Saturday, February 04, 2006

Como um pássaro o tempo voa


No último dia 2 de fevereiro completou nove anos da morte de um dos maiores gênios da música brasileira. O nome Francisco de Assis França constava no seu registro de nascimento, mas popularmente era conhecido como Chico Science. Esse cara surgiu para sacudir a pasmaceira do cenário rock nacional. Depois dos enfadonhos anos 80, a pobreza sonora e a falta de criatividade eram uma constante por aqui. Misturando embolada, hip hop, maracatu, rifs criativos e letras contundentes, o malungo sangue-bom, ao lado da Nação Zumbi, fez muita gente se perguntar: o que é isso que está tocando? Realmente, o som era complexo, pesado e acima de tudo, com muita qualidade. Como dizia Chico, tinha que “deixar tudo soando bem aos ouvidos”. Foi o lance mais inovador dos últimos tempos. Além disso, Chico era um poeta, um cara de sensibilidade extremamente apurada. Falava, com conhecimento de causa e sem clichês, de respeito, desigualdade sócio-racial, revolução e da globalização versus o local. Citava personagens marginalizados pela sociedade através dos tempos como Zumbi dos Palmares, Zapata, Sandino, Lampião e os Panteras Negras. Chico Science foi um dos idealizadores do movimento Mangue e trouxe a cultura de sua terra natal para o resto do país. “...trago as luzes dos postes nos olhos, rios e pontes no coração, Pernambuco embaixo dos pés e minha mente na imensidão”. Chico morreu em 1997, aos 33 anos, num acidente de carro na fronteira entre o Recife e Olinda. Definitivamente, a trajetória sonora do Brasil divide-se em A.C e D.C. Salve Chico.

Etnia
Chico Science

Somos todos juntos uma miscigenação
E não podemos fugir da nossa etnia
Índios, brancos, negros e mestiços
Nada de errado em seus princípios
O seu e o meu são iguais
Corre nas veias sem parar
Costumes, é folclore é tradição
Capoeira que rasga o chão
Samba que sai da favela acabada
É hip hop na minha embolada
É o povo na arte
É arte no povo
E não o povo na arte
De quem faz arte com o povo
Por de trás de algo que se esconde
Há sempre uma grande mina de conhecimentos e sentimentos
Não há mistérios em descobrir
O que você tem e o que gosta
Não há mistérios em descobrir
O que você é e o que você faz
Maracatu psicodélico
Capoeira da Pesada
Bumba meu rádio
Berimbau elétrico
Frevo, samba e cores
Cores unidas e alegria
Nada de errado em nossa etnia.

Wednesday, February 01, 2006

Leitura do momento

No livro O Dia em que Getúlio Matou Allende você embarca num passeio pela história do Brasil. O jornalista Flávio Tavares lembra os principais acontecimentos que marcaram a trajetória política do país: a morte de Getúlio, JK e a construção de Brasília, Jânio Quadros e suas manias – ou loucuras, Jango, Brizola e o episódio da Legalidade, a ditadura militar. Os fatos são contados de forma esclarecedora, como num grandioso exercício de reportagem. A riqueza de detalhes em algumas situações proporciona a sensação de estarmos presenciando o fato e seus desdobramentos. Além disso, é aquele tipo de texto que merece ser verdadeiramente degustado. E em se tratando de “novelas do poder”, Tavares destaca ainda as influências de figuras estrangeiras como Che Guevara, Perón, De Gaulle, Stalin e Frida Kahlo. Por falar em poder, o autor mostra o quanto são frágeis estas relações, e que na época, a iminência de golpe rondava quase que diariamente as sedes do governo, primeiro no Rio de Janeiro e depois em Brasília. As maracutaias na cúpula, a trairagem e o superfaturamento de obras também aparecem – é a falcatrua e a farra com o dinheiro público através dos tempos fazendo discípulos. O Dia em que Getúlio Matou Allende tem 330 páginas. O custo é de R$ 42,90 – um tanto salgado, mas vale a pena. Recomendo.

Monday, January 30, 2006

Nelson Motta deu a nota...

Sempre tive uma preferência pelas biografias e uma que vou esperar com todo carinho é de Tim Maia, por Nelson Motta. Não há informações precisas sobre datas até o momento. Desde 2000, Motta tenta escrever sobre a vida desta figura, uma das mais polêmicas da música brasileira. Os processos trabalhistas herdados pelo cantor vinham barrando a realização do projeto. A novidade é que agora parece que o lance vai tomar forma. O escritor e jornalista, em conjunto com a Editora Objetiva, tomou todas as precauções para que a obra não seja embargada. Mas, enfim...nunca se sabe. Segundo Nelson Motta, em se tratando de Tim Maia, os riscos são válidos. Ele espera começar em breve, assim que o contrato for assinado. O que se pode adiantar, é que o livro deve ter um capítulo dedicado à passagem de Tim Maia pelos Estados Unidos, entre 1959 e 1964. Putz, histórias - e das boas - não deverão faltar. Já estou louco de curiosidade.

Monday, January 23, 2006

Clau e as letras

As formaturas são realmente emocionantes. Minha amiga Cláudia Costa passou neste final de semana pela cerimônia de Colação de Grau. É muito gratificante vermos nossas parcerias rompendo barreiras, alcançando seus objetivos. Só quem está na correria sabe os sacrifícios que exigem uma jornada como esta. Por isso, parabéns mesmo aos que chegaram lá. É um importante passo, é a qualificação da carreira e a realização pessoal. Eventos como este também quase sempre guardam manifestações, situações marcantes. Um dos formandos era deficiente visual. Auxiliado pelos colegas, deslocou-se até a mesa e recebeu do reitor a graduação. Foi um momento extremamente significativo. Na hora dos agradecimentos, lembrou das pessoas que o ajudaram ao longo de sua trajetória. Finalizou: “nunca, nunca, nunca desista”. Sem dúvida, uma lição de vida para todos nós. Sabe aquelas situações em que paramos para pensar e reavaliar nossos valores e atitudes? Pois é. À parte, também tivemos músicas para todos os gostos à medida que cada um ia sendo chamado. Assim é a diversidade. Saudações a todos estes que venceram mais uma batalha. Concedo-lhe o grau.

Friday, January 20, 2006

Um bom tema para discussão

Saiu na Agência Reuters

O Parlamento de Portugal aprovou uma medida que visa incentivar a música portuguesa, estabelecendo cotas para talentos locais no rádio, disse um porta-voz do governo na sexta-feira.
Emissoras que desprezarem a lei, que estabelece um mínimo de 25 por cento do tempo de transmissão para a música portuguesa, podem ser multadas em até 50.000 euros (60.000 dólares).
Os deputados aprovaram a medida do governo socialista na quinta-feira, disse um porta-voz do Ministério das Questões Parlamentares.
O rock e o pop internacional dominam as ondas de rádio em Portugal, país com 10 milhões de habitantes. A música local é mais conhecida por seus tradicionais fados, mas também tem um número crescente de bandas pop.
A medida ganhou apoio como uma forma de defender a indústria musical nacional, assim como a identidade de Portugal, em uma União Européia que já conta com 25 países.
É similar a uma lei da França, que exige que 40 por cento das músicas tocadas nas rádios sejam francesas.
Em 2005, apenas 7 por cento das músicas que tocaram nas rádios portuguesas eram de bandas nacionais, enquanto a música local representou um quarto das vendas de discos.
A indústria musical portuguesa fez lobby em favor da lei, mas alguns críticos a descreveram como uma medida nacionalista.

Thursday, January 19, 2006

Eu passarinho

Geralmente neste espaço abordo assuntos ligados à música. Desta vez, no entanto, vou mudar um pouco o foco. Creio que o registro é super válido por se tratar de uma figura fascinante. Quero falar de um dos maiores poetas brasileiros. Nesta semana, produzi um programa de TV com o diretor da CCMQ, Sérgio Napp. 2006 é o ano do centenário de Mario Quintana - ele nasceu em 30 de julho de 1906. E para os próximos 12 meses estão sendo organizadas uma série de atividades culturais comemorativas. O gancho da pauta foi por aí. Pelo menos nos primeiros cinco minutos de entrevista. Na seqüência, falou mais alto a curiosidade sobre a vida deste verdadeiro gênio das letras. Napp lembrou de seu convívio mais intenso com Mario, entre 87 e 94. E o apresentador, o jornalista Antonio Czamanski, teve a sensibilidade de abandonar o roteiro e deixar o papo fluir. Liberou seu lado fã. Afinal, por ter sido um homem muito reservado, toda informação atribuída a Mario Quintana é bem vinda. Contribui para povoar o nosso imaginário em relação ao mito. Durante a conversa, Sérgio Napp destacou que as atividades relativas ao centenário têm também o objetivo de oportunizar o contato com a obra do poeta. De acordo com o diretor da CCMQ, a produção de Mario Quintana até hoje ainda não recebeu o devido reconhecimento. Na avaliação de Napp, talvez a intelectualidade não tenha entendido o talento de Mario Quintana. Considera que a grandiosidade do poeta gaúcho estava no seu texto limpo e aparentemente simples. Acredita, porém, que o suposto fácil entendimento da obra acabou não chamando a atenção da crítica. “Mario Quintana era um poeta do cotidiano, mas era um poeta denso”, definiu. Conforme Napp, a obra de Mario Quinta oculta caminhos recheados de hipertextos e de uma sensibilidade surpreendente. O diretor da CCMQ contou ainda que Mario Quintana era obcecado em melhorar seu texto, nunca estava satisfeito com o que escrevia. “Alguns poemas têm várias versões. Ele (Mario Quintana) acabava mudando algumas coisas à medida que novas edições iam sendo publicadas. Era uma dor de cabeça para os editores”.

Informações sobre o Centenário de Mario Quintana: www.ccmq.rs.gov.br e www.estado.rs.gov.br/marioquintana

Foto: Dulce Helfer

"Eu queria trazer-te uns versos muito lindos...
Trago-te estas mãos vazias
Que vão tomando a forma do teu seio. "
Mario Quintana

Wednesday, January 18, 2006

The Classic

No último final de semana, depois do show, conversei muito rapidamente com Dayana Rows. Ela tinha acabado de sair do palco. Queria ter dito mais coisas, ter perguntado mais sobre a banda – ensaios, repertório, outras datas, etc. Na empolgação do momento, porém, apenas trocamos algumas palavras. “Cada vez melhor”, foi o que consegui dizer na ânsia de classificar a apresentação da The Classic Rock Band. Cara, é uma banda que recomendo. É diversão garantida, e além disso, sempre vale a pena ver bons músicos em cena. Vale para o aprendizado. O set list da The Classic é composto de covers. Mas isso não desmerece a atuação do grupo. Pelo contrário, mostra a versatilidade, o potencial e o entrosamento dos integrantes. Possibilita também que cada um possa explorar ainda mais seu talento e sensibilidade. É o que eles se propõem a fazer e fazem muito bem feito. Isso denota profissionalismo, o que neste caso, se converte em qualidade musical. O público agradece. No site da banda tem mais informações sobre os membros, fotos, agenda e mp3: www.theclassicrockband.com.br/. Grande abraço à Dayana e parabéns pelo vocal, carisma e presença de palco.

Na foto: Eu em primeiro plano, Dayana (The Classic), Carolos, o mexicano, e Viktor (Florbela Espanca - outra grande banda)

Tuesday, January 03, 2006

Libertação dos sentidos

Está começando o efeito implacável
Amanhecer, anoitecer
Segurem as mãos ou não
Cinzas
Estamos suspensos num pequeno sonho
Ônibus fora do asfalto
Poucos sobreviventes
Libertação dos sentidos
Libertação dos sentidos
Acordei alguns instantes atrás
Já estou em direção à névoa da cidade
O cheiro de fritura dá a noção da chegada
E sobre a ponte vejo o rio gotejar
Lá em baixo

Aos amigos: Carolos, o mexicano, e Milton Saraivada de Bala

Monday, January 02, 2006

A cara dura não tem limites

Saiu na Folha On Line (com agências internacionais)

A banda Pearl Jam, que esteve recentemente no Brasil em curta temporada, venceu um processo nos Estados Unidos contra um site que usava o nome da banda para vender uma série de produtos.Para a Justiça de Mineápolis, o fato de o site se intitular "pearljams" causa confusões com o nome patenteado pela banda de Seatle (EUA), que surgiu nos anos 90. Representantes do site, que pertence a Vertical Axis, não se pronunciaram sobre o assunto.
O Pearl Jam lançou seu primeiro álbum, "Ten", em agosto de 1991, emplacando vários hits (como "Even Flow", "Alive", and "Jeremy") e entrando para o "Top Ten" (dez mais vendidos) da indústria fonográfica norte-americana.

Salve Coletivo

Da Antiga

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