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Estou em direção à névoa da cidade. O cheiro de fritura dá a noção da chegada. E sobre a ponte vejo o rio gotejar, lá embaixo. Libertação dos sentidos!!!!

Tuesday, June 17, 2008

Custo-benefício

Tem que ter paciência. Bom, não é de graça que as operadoras de telefonia são as campeãs de reclamações nos Procons. Eu desafio alguém a solicitar algum tipo de serviço à empresa Brasil Telecom e não se estressar. Há um mês, aproximadamente, pedimos os préstimos da companhia para instalação de banda larga, após insistentes telefonemas da BrT oferecendo a tecnologia. Pois bem, aceitamos. Era o início da peregrinação. Nos informaram que em 48 horas iriam liberar o sinal. OK, faz parte do processo. Compramos o modem, felizes, esperando com otimismo usufruir do benefício. Chamamos o parceiro Richard, Kid em computadores. Tri na boa vontade, foi lá em casa e fez toda a mão. Um porém. Cadê o sinal? Será problema no modem? O irmão da Clau testou o aparelho na casa dele. Funcionou, sem problemas. Bom, só tem um jeito, ligar para a assistência da empresa. Advinha? 48 horas para a visita dos técnicos. Passaram os dois dias. Tudo bem, teve o final de semana no meio. Voltamos a fazer contato. Nada. Seguinte, vamos cancelar, então. Feito. Entretanto, no final da semana passada, o telefone ficou mudo. Opção? Ligar para a Brasil Telecom. Depois de ouvir repetidamente toda aquela cantilena – para isso, tecle 1; para aquilo, tecle 2 ... – descobrimos, quase um mês depois, que ainda não tinham fechado a ordem de serviço para instalação da banda larga e, por isso, não poderiam abrir outra para verificar o problema na linha. Dá-lhe ligar novamente para fechar a primeira ordem de serviço. No meio do estresse, um técnico da empresa liga para o celular. Pensei, nossos problemas acabaram. Surpresa. Disse o representante da BrT: “E a banda larga, tudo ok, funcionando?” Não é possível, não pode ser sério. Aí, contamos toda a história para o cidadão. Perguntou nosso endereço e disse: “Pois é. Nessa região realmente estamos com problema no sinal”. Foi só então quando conseguimos fechar a ordem de serviço inicial. Agora sim, paciência tem limite. Não queremos mais ser clientes. Ainda no sábado, voltamos a ligar para nos livrar da empresa. A atendente: “para esse procedimento, somente em horário comercial, de segunda a sexta”. Enfim. Na segunda, os caras arrumaram o telefone. Entretanto, a conta da banda larga que nem chegamos a usar também veio junto.

Monday, June 16, 2008

Reflexões sobre a cidade

Avançando nas leituras, é inevitável lincar aos aforismos do mestre Chico, o Science. Neste caso, refiro-me a um "pensar-olhar-sentir" a cidade, esse elemento vivo, pulsante e reconfigurado (r) no âmbito da contemporaneidade. "A cidade se apresenta centro das ambições para mendigos ou ricos e outras armações. Coletivos, automóveis, motos e metrôs, trabalhadores, patrões, policiais, camelôs". São esses fluxos que potencializam a diversidade cultural, através de hibridismos envolvendo costumes, comportamento, ideologias, linguagens, enfim. É uma espécie de caos, que nega a etimologia da palavra e vê-se ligada a um tipo de organização específica. A cidade sugere o urbano. O urbano apresenta suas tribos, estabelecidas pelo sentimento de pertença e repulsa. A cidade se movimenta. O tensionamento entre as classes é outra característica, embora o espaço urbano não faça distinções. Todos estão representados. Até os monumentos esquecidos pelo tempo são reintegrados. As pichações se encarregam disso. Não quero fazer juízo de valores, certo ou errado. É apenas constatação, advinda do exercício de observar, observação participativa, afinal, aqui vivemos. Reitero os versos de Chico: “A cidade não pára, a cidade só cresce. O de cima sobe e o de baixo desce”. Acrescento: “O objeto cidade é uma sucessão de territórios onde as pessoas, de maneira mais ou menos efêmera, se enraízam, se retraem, buscam abrigo e segurança” (MAFFESOLI, 2006, p.224).

Thursday, June 12, 2008

É justus?

Pauta do bate-papo, dias atrás: processos utilizados pelas empresas para contratação. Tudo bem, a concorrência é grande. Há que se refinar cada vez mais os métodos de escolha? Concordo. Agora, elencar como primordial a avaliação psicológica dentre os critérios, acho questionável, absolutamente duvidoso. Penso ser esta uma ferramenta extremamente subjetiva. Como forma de auto-conhecimento ou de indicativo relacionado a pontos que precisam ser melhorados pelo candidato, ok. Entretanto, não creio ser a forma mais justa para seleção, principalmente quando o processo não vem acompanhado de testes práticos relevantes à função pretendida. Se não for assim, de que vale a experiência? Que venham as dinâmicas de grupo, os malabarismos, a grafologia, análise do Orkut, jogos psicológicos, sei lá, enfim, mas que nunca deixem de lado o “saber fazer” e que atribuam a este o peso devido. Não sou especialista no assunto, pode ser, de minha parte, uma análise bastante superficial, mas não me furto a sugerir o debate, tendo em vista os atravessamentos do mercado no nosso dia-a-dia. Preparemo-nos. Acho que vou me inscrever no Aprendiz. Roberto Justus é o cara. Até CD o cidadão está lançando. Maravilha, Alberto!*

* Expressão cunhada pelo Rock Gol.

Wednesday, June 11, 2008

Leitura do momento

Depois de algum tempo, volto, trazendo o tópico “Leitura do momento”. E ele também retornou, um dos meus autores preferidos: Pedro Juan Gutiérrez. “Nosso GG em Havana” retrata a passagem do escritor britânico Graham Greene pela ilha, nos anos 50, período pré-Fidel. A trama envolve o submundo hard core cubano, agentes do FBI, KGB, caçadores de nazistas e a máfia italiana de Nova York. Porém, tudo mais light em relação a suas obras anteriores. Acho que faltou aquele tom sarcástico característico. Por outro lado, ilustra um outro momento no cenário político do país, antes da revolução, com várias correntes ideológicas em movimento, todas prospectando, mesmo que nas entrelinhas, o quanto prósperos poderiam ser seus projetos de futuro para Cuba. Boa leitura, recomendo, embora eu seja suspeito em se tratando de Pedro Juan. É que o texto do cara é tão envolvente que os finais sempre deixam um sentimento de: “já acabou?”.

Salve Coletivo

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