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Estou em direção à névoa da cidade. O cheiro de fritura dá a noção da chegada. E sobre a ponte vejo o rio gotejar, lá embaixo. Libertação dos sentidos!!!!

Friday, September 19, 2008

Legal

Por força do trabalho, acabei visitando o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, na quinta-feira, à noite. Confesso que não tenho essa prática entre minhas prioridades nas horas de folga. E por isso, não tinha idéia do volume de pessoas que dedicam seu tempo a apreciar as obras em exposição. Confesso minha ignorância no assunto. E confesso que muita coisa por lá não entendi. Mas o clima é legal. Literalmente dá para respirar cultura. Acho que deveria freqüentar mais. Arte é uma coisa bem ampla e penso que, além do treino, é preciso uma certa sensibilidade mais aguçada para ver além. Ouvi muitos comentários sobre traços precisos, técnicas apuradas, cores, sombras, enfim. Algumas coisas consegui sacar, mas meu poder de classificação, até o momento, não tem nada de complexo. Apenas posso dizer: legal, gostei. Gostei da exposição de Pedro Weingärtner, “Obra Gráfica”. Gostei da exposição de Antonio Caringi, “50 anos do Laçador”. Gostei muito, também, do acervo permanente, em especial, de uma pintura de Emiliano Di Cavalcanti, “Cristo Morto” (foto), utilizando óleo sobre tela. Me impressionou mesmo. A partir de agora, vou reservar sempre um tempinho para dar uma passada no Margs. Agora, como aproximar toda essa maravilha da população, desmistificar um pouco esse conceito de arte? Fica já a sugestão para o debate e para um próximo post.

Wednesday, September 17, 2008

Churrasquinho no domingo?

Liguei para o Mano, ontem. Este é seu apelido: Mano. Ele é meu primo. Há tempos não falava com a figura. Temos várias histórias de festas, coisas hilárias, entre outras passagens bíblicas. Crescemos juntos, praticamente. Parceria pura. Só não lembro a última vez que conversamos. Ou melhor, lembro, sim. Foi num velório. Que coisa! No nosso papo mais recente prometemos mais uma vez: “vamos marcar alguma coisa. Vamos nos reunir”. Depois fiquei pensando. Como acabamos nos tornando escravos do tempo. É impressionante. A correria do dia-a-dia é implacável mesmo. A necessidade nos impõe limitações. Precisamos trabalhar de forma enlouquecida. Não é necessariamente uma reclamação. Ter emprego, atualmente, é tão complicado que todas as manhãs devemos agradecer ao Velhinho por nossa atividade remunerada. Por outro lado, os quesitos lazer, entretenimento, família, acima de tudo, são também fundamentais para nossa formação e sobrevivência. Claro, nem sempre conseguimos cumprir o que planejamos, magoamos pessoas, por ser essa uma missão complicadamente difícil, ou seja, achar o equilíbrio entre os dois extremos. Agora, é necessário que seja um exercício contínuo, buscar é imperativo, eu diria. Prossigamos na missão. Vamos tentar um churrasquinho no próximo domingo. Ou outra atividade que o valha. Amigos, manifestem-se. Não vamos deixar o tempo se esvair de uma forma tão apática.

Thursday, September 11, 2008

Eu vim com a Nação Zumbi

Por falar em música, vi o show da Nação Zumbi no Canal Brasil, um domingo desses. Fiquei espantado, emocionado, na verdade. Depois que o Chico levou sua poesia para a outra dimensão, deixei de acompanhar um pouco a banda, embora sempre ouvindo uma coisa e outra. Agora, a apresentação dos caras despertou novamente meu entusiasmo. Eles estão maduros, seguros e firmaram a identidade "Nação Zumbi". Quando a banda surgiu, no início dos anos 90, tendo à frente o mestre Science, musicalmente falando, foi, para mim, o troço mais inovador que já existiu por aqui nos últimos 30 anos, pelo menos. A perda prematura, deixou a banda meio desorientada, com uma sonoridade quase sem personalidade. Entretanto, "como um pássaro o tempo voa" e os pernambucanos souberam ter esse tempo como aliado. Evidente que os clássicos da época não podem faltar, até como um sinal de respeito ao fundador do grupo, mas a banda foi além. Os tambores que nunca silenciaram, agora, estão cada vez mais encorpados, Du Peixe está cantando, Pupilo está mais visceral, Lúcio arranca riffs gordurosos, sem falar nas letras. Arrisco, sem medo de errar: a Nação é a melhor banda do Brasil. Por favor, não me venham com essas melodias ridículas que estão por aí, sem conteúdo, e todas parecidas, produção em série, fruto da modinha do momento. Não, por favor, isso não. Estamos falando de música de verdade, não de palhaçada ou arremedos. Aliás, os anos dois mil estão se caracterizando por essa pulverização musical. Assim é.

Salve Coletivo

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