Em 1994 li “Daqui ninguém sai vivo”, de Jerry Hopkins, biografia de Jim Morrison. Fiquei muito impressionado, emocionado. Denso, esclarecedor, quase místico e com algumas teorias no final. Potencializou o meu caráter de fã. Logo depois veio o filme. Olhei umas dez vezes. Doors virou trilha sonora permanente no meu “walkman”. Constantemente bebíamos vinho e entoávamos os clássicos e também as obscuras. Montamos até uma banda cover – tentamos, por assim dizer. Aqui mesmo no blog, em vários posts toquei no assunto. Agora, volto ao tema. É que hoje, caminhando despretensiosamente pela Feira do Livro encontrei The Doors por The Doors, de Ben Fong-Torres. Na obra, os remanescentes é que contam a história do grupo. É a volta do Rei Lagarto, ao menos pra mim.
- TOM FORTUNATO
- Estou em direção à névoa da cidade. O cheiro de fritura dá a noção da chegada. E sobre a ponte vejo o rio gotejar, lá embaixo. Libertação dos sentidos!!!!
Wednesday, November 03, 2010
No to touch the earth
Em 1994 li “Daqui ninguém sai vivo”, de Jerry Hopkins, biografia de Jim Morrison. Fiquei muito impressionado, emocionado. Denso, esclarecedor, quase místico e com algumas teorias no final. Potencializou o meu caráter de fã. Logo depois veio o filme. Olhei umas dez vezes. Doors virou trilha sonora permanente no meu “walkman”. Constantemente bebíamos vinho e entoávamos os clássicos e também as obscuras. Montamos até uma banda cover – tentamos, por assim dizer. Aqui mesmo no blog, em vários posts toquei no assunto. Agora, volto ao tema. É que hoje, caminhando despretensiosamente pela Feira do Livro encontrei The Doors por The Doors, de Ben Fong-Torres. Na obra, os remanescentes é que contam a história do grupo. É a volta do Rei Lagarto, ao menos pra mim.
Friday, October 29, 2010
Gente boa
Pessoas que sabem muito bem o significado da palavra superação. Aliás, para trabalhar com atletismo no Brasil é necessário mais do que talento, resistência e perseverança. O preconceito, a falta de estrutura, de patrocínio, são só algumas das barreiras. E mesmo frente a todas essas dificuldades, estar entre os principais nomes do planeta em suas modalidades, não é pra qualquer um. Além de atletas olímpicos, recordistas, campeões mundiais, Jadel e Daiane trazem a esperança no olhar. De origem humilde, os dois são exemplos de cidadania e buscam através do esporte, com programas sociais, oportunizar a crianças e adolescentes um futuro longe do crime, da violência e das drogas. Moçada de fé. Foto: Paula Fiori
Wednesday, October 20, 2010
Ouvindo Helter Skelter
É interessante observar como um fato de grande repercussão mobiliza e influencia as pessoas. Pelas ruas, nunca tinha visto tanta gente circulando com camisa dos Beatles. E o que mais me chamou atenção é que muitos jovens na idade emo também aderiram à vestimenta. Isso é bacana porque incentiva o resgate de uma sonzera de qualidade, o rock na sua essência. Propõe um mergulho no passado, o retorno a uma época que transformou o mundo. Em tempos de pulverização musical, de franjas, calças e tênis coloridos, nada como um alento aos nossos ouvidos e mentes. McCartney está chegando.
Thursday, October 14, 2010
A fu
Com violão e voz não tem mentira. Não tem distorção, não tem bateria, não tem fumaceira, pirotecnia, nada. É muito difícil ludibriar. Sem a parafernália tradicional, mesmo quando reduzido, o palco fica gigante. É no peito e na raça, no talento, sem disfarces, sem curvas, de frente para o público. No final de semana, conheci uma rapaziada que sabe fazer, que saca da parada. Binho Ribeiro, Camila Régio e Velto Corrêa. Diferenciados, carismáticos, ótimos músicos, empreendedores, compositores, cheios de ideias e projetos. Fui só pra tomar uma, molhei a serpentina, curti o som, enxuguei legal e ainda comprei o livro do Velto – o cara também é escritor: Nubá – Liberdades Possíveis. Comecei a leitura ontem. Salve, moçada! Parabéns! Assim é.
Monday, October 04, 2010
Peso
Friday, July 09, 2010
Bob
Parceiro de várias quebradas, irmandade pura. Guerreiro, poeta urbano, rimador. Nego Bob, grande sonzera! Sou fã dessa figura. Estava escutando suas composições dias atrás, sempre um aprendizado, direto ao ponto. Ele me deu um cd no meu aniversário, agora também o acompanho no youtube. Parabéns, meu velho! Avante!!! A correria é medonha, mas com seu talento e sagacidade, tô pra te dizer o seguinte: tu é o cara!!!!
Thursday, July 01, 2010
Doors
Fico na esperança de que "When You're Strange" chegue por aqui. Esse é o novo documentário sobre o The Doors. Com imagens inéditas, cenas de shows, ele conta a verdadeira história da banda e de seu lendário vocalista, segundo Ray Manzarek. O filme é de Tom DiCillo com narração de Johnny Depp. Entre conteúdos de outras fontes, o documentário também revela registros da câmera que Morrison sempre carregava para filmar seus momentos. Por falar nisso, hoje vou escutar The Soft Parade, minha preferida. “When I was back there in seminary school...”
Tuesday, June 15, 2010
Volna
Eu conheço essa figura! Parceria da antiga, gente boa a fu. Há muito tempo não cruzava com o cara - se mudou, trampando, tocando, correndo, sei lá. Enfim, olhava o Jornal do Almoço dia desses e lá estava a banda Brilha Som. Volnei Bianchini num dos vocais. Músico nato, desde sempre, talento diferenciado. Lembrei dos tempos de Tack Ups, das noites de jam e da voz de Billie Joe Armstrong. Bom te ver, bruxo! Sucesso! Forte abraço!Foto: www.bandabrilhasom.com.br
Monday, June 14, 2010
Ela
Dessas que estão por aí, ela é a melhor, sem dúvida. Supera as demais, de longe, em tudo – canta muito, dança, toca diversos instrumentos, sabe falar, tem carisma, consciência social, conteúdo, tem história, é sensual sem apelar ou ser vulgar, é sul-americana. Sou fã dessa mina, embora gostasse mais dela no início da carreira, quando era morena com estilo roqueiro. Enfim, não tem comparação.
Monday, June 07, 2010
Assim é
Boa música, velhos amigos, novos projetos, verve, corações, rostos jovens, roda punk, tribos, performances, ceva gelada, surto criativo, gritaria, euforia, contatos, esperanças, promessas, microfonia, cigarros, covers, som próprio, saudades, penumbra, decibéis, loucos, letras, ideologias, cifras, melodias... Tem coisas que não mudam, graças a Deus. É sempre revigorante uma noite de rock.
Thursday, June 03, 2010
Bill
Esse outro retrato rolou há bem mais tempo, na época do TCC, quando avaliava a relação do Hip Hop com as mídias. Grande aprendizado, muitas entrevistas, correrias a fu, teoria e prática do movimento. O bate-papo com MV Bill proporcionou um brilho diferenciado na pesquisa. Cordial, consciente de sua função social, articulado e de opiniões firmes, deu outro foco no modo de encarar os meios de comunicação, ocupando e aproveitando os espaços para divulgar a cultura de rua, de raiz. Fez muita gente pensar e respeitar tais iniciativas. Percorreu caminhos antes não imaginados pelo rap nacional e sua ideologia. Foi criticado por muitos, mas, considero que conseguiu utilizar o sistema a favor da causa.Tuesday, June 01, 2010
Homem na Estrada
Firmeza! Foi o que disse Mano Brown, quando pedimos pra tirar a foto, depois de nos identificarmos como fãs do cara. Apesar de rápido, o momento foi emocionante. Afinal, estávamos diante de um dos maiores poetas urbanos do país, guerreiro, um ícone do Rap, precursor, com os Racionais, do Hip Hop no Brasil. Um cara que tem o que dizer, contestador, sagaz, e influência pras rimas de muita gurizada por aí. Juntamente com Ice Blue, Edy Rock e KL Jay, Brown deu voz à periferia, expondo a realidade da favela e cutucando a sociedade sobre temas polêmicos. Aliás, os Racionais conseguiram um feito impressionante: vender 1,5 milhão de discos (Sobrevivendo no Inferno, de 1997), sem o amparo de nenhuma grande corporação, no peito e na raça, marca inédita entre os grupos de Rap por aqui. Valeu, Mano!Dica de Leitura: Eminência Parda – Matéria da Rolling Stone (dezembro, 2009)
Thursday, May 20, 2010
Rebobinar
Não sei se devido aos meus 11, 12 anos, mas o Freddy Krueger dos anos 80 parecia mais assustador e perverso. Lembro que, entre a gurizada, naquela época, juntávamos uns trocados para locar os filmes do monstrengo, que atormentava os sonhos com sua luva de navalha e uniforme do Flamengo. Ele povoava os medos na hora de dormir. Marcou como um dos principais personagens do terror na nossa pré-adolescência. O Freddy de 2010 me fez voltar no tempo, estava curioso, até com saudades, achei bacana, embora na nova versão, o maldito perdeu um pouco do mistério e do sarcasmo. Sair no soco com o Jason deve ter consumido boa parte das energias do tinhoso.
Tuesday, May 18, 2010
Fim de tarde
Esse vinho tem gosto de liberdade. É o que meu dinheiro pode comprar. Barato, muito barato. Eu gosto. Tenho que sair daqui, deixar a mente flutuar. Adquiri o bilhete, anilina abençoada. Torno-me passageiro. O custo é baixo e a música é boa. É a sexta da fita, W.M.A. Entra em meus ouvidos, não há fronteiras. Deleite. É a minha experiência terapêutica de abandonar o corpo por breves momentos. É o que preciso enquanto espero meus amigos. Cheguei cedo. Sinto que estou em ebulição. Sou uma profusão de sentimentos. O sol começa a sair de cena. Ainda está quente, verão. A melhor coisa do walkman é saber que você pode pensar com trilha sonora. Mais do que isso: é quase um gozo saber que aquele pequeno mundo é só seu. “É o que me diferencia desses filhos da puta”, resumiu dias antes um dos parceiros, Javier.Parte de umas composições...
Thursday, May 06, 2010
É do U2
O Baum chegou empolgado com uma pá de músicas que baixou da internet. “Pensei que esse som fosse do U2”, disse convicto ao mostrar One na voz grave de Jonnhy Cash. Também sempre tive a certeza da autoria dos irlandeses. Escutei novamente. Será? Fiquei na dúvida. “É do Jonnhy Cash”, reforçou o parceiro. Bom, vai saber, tem tantas versões e releituras rolando por aí. Fui pesquisar. Para esclarecer: Cash deu outra roupagem para One em 2000, mas a balada já estava gravada entre os maiores clássicos da história do Pop/Rock mundial. One é a terceira faixa do álbum Achtung Baby, de 1991.
Monday, May 03, 2010
Contatos
Foge do clichê quando o papo é sobre alienígenas. Não tem aqueles monstros horrendos. Não aparecem armas espaciais, raio laser, e tal. O heroísmo norte-americano que salva o mundo da invasão extraterrestre também fica de fora. As naves gigantescas e brilhantes não entram no roteiro. Não é um blockbuster. E mesmo sem todos esses recursos, tão tradicionais, Contatos de 4º Grau, é instigante, assustador, provocativo, dá medo, o melhor que já vi nesse gênero. Aborda o mistério das abduções. É baseado em fatos reais, nos relatos da Dra. Abigail Tyler, ao tentar desvendar o que ocorreu com ela, sua família, e os habitantes de uma pequena cidade do Alasca. Montagem ou não, farsa ou não, eu gostei. Faz pensar.Ainda sobre filmes: no domingo vi Nome Próprio. Grande interpretação de Leandra Leal.
Sobre futebol: parabéns ao Grêmio pelo Campeonato Gaúcho 2010.
Segunda-feira, 3 de maio: Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
Tuesday, April 27, 2010
Bass
Baixoterapia. A ideia é do mano Vidal. Músico da antiga, ele está amadurecendo o projeto que surgiu há algum tempo, quando conversávamos sobre sons e autoajuda. O esquema é o seguinte: reunir num DVD as melhores linhas/solos de baixo e comercializar como elemento místico-espiritualista-religioso-psicológico-salvador do tipo: “chegou a grande solução para as agruras da sua vida!”. Elimina estresse, traumas, depressão, entre outros males de naturezas diversas. O kit completo do tratamento incluiria manual de instruções, cifras comentadas, cordas novas, vídeos com os melhores do ramo e suas técnicas maravilhosas. Uma audição de meia hora, três vezes por semana, já seria o suficiente para os primeiros resultados. O ponto alto da campanha ficaria por parte dos depoimentos, extremamente emocionados, sobre o antes e o depois da conversão. Nos casos agudos, o recomendável seria a slapterapia, um recurso mais intenso, com preço acima do pacote normal, verdade, mas com elevado índice de redenção. Putz, o tempo ocioso, às vezes, é um perigo.
Friday, April 23, 2010
23 de abril
Wednesday, April 14, 2010
Apelo
É como no dito popular: as imagens falam por si. Fiz essas fotos em março. Aqui, apenas dois registros significativos de um conjunto de flagrantes que captei - no decorrer vou postando as demais. Foi na praia da Pinheira, Palhoça, Santa Catarina. É um pequeno paraíso, rico em belezas naturais e exemplar na hospitalidade de seus moradores. Agora, quem frequenta sazonalmente precisa ter um pouco mais de cuidado, vamos dizer assim. Os que lá habitam também têm papel fundamental na preservação. Nosso planeta padece com a insensibilidade humana. Os resultados, na forma de notícias, em grande parte, vêm com a palavra tragédia grifada na descrição dos eventos climáticos. Pequenos cuidados podem fazer a diferença, não custa, não dói, é fácil. Se sujar, limpe! O exemplo vem de casa. A natureza, nossos filhos e netos agradecem.
Leitura do momento
Antes de tudo, comovente. Muita coisa mudou hoje na Colômbia, pelo menos não se tem aquela violência latente do final dos anos 80 e início dos 90. O livro, porém, vale como documento de uma época de caos e medo. Trata-se de uma grande reportagem, ao abordar a guerra do narcotráfico, o terrorismo, Pablo Escobar, as Farc, o trabalho da imprensa, a angústia dos sequestrados e suas famílias, e a busca da pacificação no país. Traz os bastidores das negociações pela libertação dos reféns, na maioria jornalistas, que eram levados como forma de pressionar o governo pela não extradição dos traficantes. Pulsante!Obra: Notícia de um sequestro
Autor: Gabriel García Márquez
Páginas: 318
Preço: R$ 44,90
Editora: Record
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