My photo
Estou em direção à névoa da cidade. O cheiro de fritura dá a noção da chegada. E sobre a ponte vejo o rio gotejar, lá embaixo. Libertação dos sentidos!!!!

Saturday, February 25, 2006

Uma homenagem para Layne Staley

Essa cara aí na foto é o guitarrista do Alice in Chains. E a notícia do momento, segundo o próprio Jerry Cantrell, é que a banda realmente vai voltar à atividade. Claro, com um novo vocalista. Só pra lembrar, Layne Staley morreu em 2002. Ele faleceu em casa, vítima de uma overdose, e seu corpo só foi encontrado dias depois. O substituto de Staley, no entanto, ainda não foi escolhido. De acordo com Cantrell, o retorno do Alice in Chains, será uma forma de homenagear a memória do ex-companheiro de grupo. Em 2005, a banda fez algumas apresentações beneficentes com vocalistas convidados. Além de Cantrell, seguem na barca os originais do Alice, Mike Inez, baixista, e Sean Kinney, na batera.


"Into the flood again
same old trip it was back then
so i made a big mistake
try to see it once my way"

Bons tempos da grungera.

Thursday, February 23, 2006

A volta

Olha só essa figura. Estilo Mumm-ha, renascido das cinzas, saindo da tumba, o ser eterno. Pois o Guns N´Roses, do senhor Axl Rose – sim porque a banda é dele, sem dúvida – é atração confirmada no festival inglês Download 2006, entre os dias nove e 11 de junho. O papo que rola é que finalmente serão conhecidas algumas das canções do tão esperado e quase lendário Chinese Democracy. O disco está pra ser lançado há pelo menos dez anos. Parece que agora vai. Neste mesmo festival, também sobem ao palco Metallica, Korn e Deftones.

Wednesday, February 22, 2006

1, 2, 3, 14...

Pois é. Não consegui me abster de falar alguma coisa sobre a passagem do U2 pelo Brasil. Os caras realmente surpreendem nas suas performances ao vivo. Isso sem contar o carisma e o engajamento em causas sociais. A parafernália sonora e televisiva que compõe o palco também ajuda a levar o público a uma espécie de catarse em multimídia. O Set List contemplou todas as épocas da banda – embora não tenham tocado Angel of Harlem nem Bad. É, mas não dá pra reclamar. Foi realmente uma apresentação de luxo. Me emocionei no final quando deixaram o palco, um a um, ao som de 40, ao velho estilo Under a Blood Red Sky. E com o Edge tocando baixo e o Adam, guitarra. Durante o show, no entanto, fiquei agoniado lá pelo meio do espetáculo. A voz do Bono ecoava rouca e cansada. Chegou a mudar algumas melodias para alcançar os tons mais altos. Não sei se ele foi arrebatado pelo calor – o cara suava como louco e nada de sacar a jaqueta, preta – ou estava guardando energias para a segunda noite. O certo é que o Edge salvou a pátria por várias vezes. Aliás, o homem tá cantando muito. Enfim, foi uma segunda-feira que entrou para a história. Pena que só rolou em São Paulo, pra variar.

Foto: Flávio Florido/Folha Imagem

Thursday, February 16, 2006

Anger is a gift

Tudo bem, sei que a banda acabou. Mas sou um fã saudoso. Nos últimos dias, pra matar essa saudade, tenho escutado o Live at the Grand Olympic Auditorium. Caralho, pancadaria pura, sem cuspe e com areia, do início ao fim - segue o Set List no final. Não quero entrar no mérito sobre o que teria motivado o final do grupo. Audioslave é bom, mas acho que falta pegada. Quero dizer, não que eles não tenham, mas não igual ao RATM. O lance é que o Rage Against the Machine vertia uma química muito foda. O som era extremamente visceral, raivoso, com propósito. No entanto, por curiosidade, no Orkut, em comunidades dedicadas à banda, é possível encontrar uma gama de teorias sobre a separação dos caras. Algumas plausíveis e outras completamente estapafúrdias. E como a gente sempre tem aquela história de fases, atualmente, Bulls on Parade tem combinado mais comigo. Sem essa de Stones e U2. Eu quero mais é RAGE, RAGE, RAGE... – risos.

SET LIST - Live at the Grand Olympic Auditorium – Novembro de 2003
Bulls on Parade
Bullet in the Head
Born of a Broken Man
Killing in the Name
Calm Like a Bomb
Testify
Bombtrack
War Within a Breath
I'm Housin'
Sleep Now in the Fire
People of the Sun
Guerrilla Radio
Kick Out the Jams
Know Your Enemy
No Shelter
Freedom

Bom, né?

Monday, February 13, 2006

As bandas no final de semana

O Black Nê chamou a atenção entre uma e outra cerveja: da Hermano, só falta o Cristiano – assim como nesta foto. E no final da noite de sábado, estávamos os quatro – os remanescentes - falando sobre a banda. É legal saber que a Hermano Chiapas deixou saudades, pelo menos entre nós. Por isso, no momento, estudamos uma maneira de reativarmos o grupo. De qualquer forma, seja lá o que for acontecer, já me sinto feliz de ter participado de algo que foi tão marcante. Não me arrependo de nada, pois tudo foi feito com o coração e com ideologia. Pra mim, foi a mais sincera forma de expressão que tive contato até hoje. De minha parte, estarei sempre pronto para encarar novos desafios, ainda mais estando ao lado dessa rapaziada verdadeiramente de fé.

Na foto da esq. p/ dir: Ricardo, Carolos, yo e Black Nê.

Florbela
Fomos ver a Florbela Espanca na Feira Popular Zona Norte, em São Léo, no sábado. Bom, quanto à banda, sou suspeito. Os caras mandam tri bem. Só tem gente boa. Além de parceiros, ótimos músicos, profissionais. Recomendo. Eles tocam no próximo dia 4 no Casarão, em São Léo, no Gramo Rock Fest.

Friday, February 10, 2006

Fotojornalismo


AMSTERDÃ (Reuters) - Uma fotografia da Reuters mostrando uma mãe e seu filho em um centro de alimentação de emergência no Níger durante a recente crise de fome no local ganhou o prêmio de Foto do Ano do World Press 2005, disseram os organizadores na sexta-feira.
A fotografia, tirada pelo canadense Finbarr O'Reilly em Tahoua, noroeste de Níger, em 1 de agosto de 2005, mostra os dedos magros de um bebê de um ano pressionados contra os lábios de sua mãe.
Um enxame de gafanhotos e a pior seca em décadas deixaram milhões de pessoas sem comida no país do oeste africano.
"A fotografia vem me assombrando desde que a vi pela primeira vez, há duas semanas", disse James Colton, presidente do júri do World Press. "Ela permaneceu na minha cabeça, mesmo depois de ter visto outras milhares durante a competição."
"Essa imagem tem tudo: beleza, horror e desespero."
A fotografia foi escolhida entre 83.044 imagens feitas por 4.448 fotógrafos profissionais -- 182 a mais do que em 2004 -- de 122 países.

Wednesday, February 08, 2006

A cultura dos opressores esmaga minha mente

Vem aí, então, mais um Planeta Atlântida. E as atrações para este ano? Nem precisa estar com a lista na mão para citar a maioria das bandas. São praticamente sempre as mesmas. Pra piorar, é quase certo que na próxima edição não deveremos ter maiores novidades. Pelo menos, os últimos anos de Planeta têm provado isso. E olha que essa safrinha que está por aí é de doer, salvo, algumas raras exceções. Será que, ao menos, a organização não poderia reduzir pela metade o grupo do seis por meia-dúzia e pagar uma atração verdadeiramente de peso? Acho que o festival ganharia muito em maturidade, qualidade sonora e visibilidade. Já que shows de grande porte dificilmente chegam até o sul do país, a estrutura do evento poderia dar este apoio. Sem mais para o momento, vale o exercício da imaginação ou da futurologia: vamos projetar que duas ou três dessas atrações – as sócias, para agradar os devotos – abririam a noite. E pra fim de festa, em grande estilo, teríamos no palco System of a Down. Bah! e mais toda gama de interjeições. É, eu sei, viajei, né? Enfim, perdão, foram cinco minutos de bobeira. Acontece.

Tuesday, February 07, 2006

Gramolix

Hoje recebi – não só eu, mas um povo - o e-mail de uma figuraça. É um parceiro da antiga, bem da antiga, dos tempos do Vira e tudo mais. Pois o recado, intitulado como Gramo Rock Fest, trazia o seguinte conteúdo: COMEMORANDO 31 INVERNOS ANTECIPADAMENTE EM 04/03 CONVIDO A TODOS OS AMIGOS PARA ESSA FESTANÇA LÁ NO CASARÃO.SERÃO 4 BANDAS :
* MAJJORS
* FLORBELA ESPANCA
* ALICE FUZZ
* KHARENKHORE
DISCOTECAGEM DOS MEUS AMIGOS DUDU, PAULO E TAMBÉM PITACOS MEUS E DE OUTROS. A TÔNICA DO SOM SERÁ ROCK CLÁSSICO, ALGUMAS MAIS PESADINHAS, ROCK E POP OITENTISTA E TAMBÉM ALGUM ELETRÔNICO. A BRINCADEIRA COMEÇA PELAS 23:00 SEM HORA PRA TERMINAR. OS INGRESSOS SÃO A BAGATELA DE 5,00 MANGOS. ESPERO VÊ-LOS TODOS, PELO MENOS OS QUE ESTÃO MAIS PERTO. ABRAÇO E ATÉ LÁ!
Achei que deveria reproduzir na íntegra, afinal, o Gramo é um entusiasta incansável desta cultura rock. No final de semana, lá mesmo, no Casarão, trocamos uma idéia - eu, ele e o mexicano - sobre música e iniciativas que possam promover a valorização das bandas locais. O cara está cheio de planos, faceiro, e otimista que 2006 seja um ano de grandes novidades e realizações diversas. E no que precisar, pode contar com a gente. Vamo que vamo.

Saturday, February 04, 2006

Como um pássaro o tempo voa


No último dia 2 de fevereiro completou nove anos da morte de um dos maiores gênios da música brasileira. O nome Francisco de Assis França constava no seu registro de nascimento, mas popularmente era conhecido como Chico Science. Esse cara surgiu para sacudir a pasmaceira do cenário rock nacional. Depois dos enfadonhos anos 80, a pobreza sonora e a falta de criatividade eram uma constante por aqui. Misturando embolada, hip hop, maracatu, rifs criativos e letras contundentes, o malungo sangue-bom, ao lado da Nação Zumbi, fez muita gente se perguntar: o que é isso que está tocando? Realmente, o som era complexo, pesado e acima de tudo, com muita qualidade. Como dizia Chico, tinha que “deixar tudo soando bem aos ouvidos”. Foi o lance mais inovador dos últimos tempos. Além disso, Chico era um poeta, um cara de sensibilidade extremamente apurada. Falava, com conhecimento de causa e sem clichês, de respeito, desigualdade sócio-racial, revolução e da globalização versus o local. Citava personagens marginalizados pela sociedade através dos tempos como Zumbi dos Palmares, Zapata, Sandino, Lampião e os Panteras Negras. Chico Science foi um dos idealizadores do movimento Mangue e trouxe a cultura de sua terra natal para o resto do país. “...trago as luzes dos postes nos olhos, rios e pontes no coração, Pernambuco embaixo dos pés e minha mente na imensidão”. Chico morreu em 1997, aos 33 anos, num acidente de carro na fronteira entre o Recife e Olinda. Definitivamente, a trajetória sonora do Brasil divide-se em A.C e D.C. Salve Chico.

Etnia
Chico Science

Somos todos juntos uma miscigenação
E não podemos fugir da nossa etnia
Índios, brancos, negros e mestiços
Nada de errado em seus princípios
O seu e o meu são iguais
Corre nas veias sem parar
Costumes, é folclore é tradição
Capoeira que rasga o chão
Samba que sai da favela acabada
É hip hop na minha embolada
É o povo na arte
É arte no povo
E não o povo na arte
De quem faz arte com o povo
Por de trás de algo que se esconde
Há sempre uma grande mina de conhecimentos e sentimentos
Não há mistérios em descobrir
O que você tem e o que gosta
Não há mistérios em descobrir
O que você é e o que você faz
Maracatu psicodélico
Capoeira da Pesada
Bumba meu rádio
Berimbau elétrico
Frevo, samba e cores
Cores unidas e alegria
Nada de errado em nossa etnia.

Wednesday, February 01, 2006

Leitura do momento

No livro O Dia em que Getúlio Matou Allende você embarca num passeio pela história do Brasil. O jornalista Flávio Tavares lembra os principais acontecimentos que marcaram a trajetória política do país: a morte de Getúlio, JK e a construção de Brasília, Jânio Quadros e suas manias – ou loucuras, Jango, Brizola e o episódio da Legalidade, a ditadura militar. Os fatos são contados de forma esclarecedora, como num grandioso exercício de reportagem. A riqueza de detalhes em algumas situações proporciona a sensação de estarmos presenciando o fato e seus desdobramentos. Além disso, é aquele tipo de texto que merece ser verdadeiramente degustado. E em se tratando de “novelas do poder”, Tavares destaca ainda as influências de figuras estrangeiras como Che Guevara, Perón, De Gaulle, Stalin e Frida Kahlo. Por falar em poder, o autor mostra o quanto são frágeis estas relações, e que na época, a iminência de golpe rondava quase que diariamente as sedes do governo, primeiro no Rio de Janeiro e depois em Brasília. As maracutaias na cúpula, a trairagem e o superfaturamento de obras também aparecem – é a falcatrua e a farra com o dinheiro público através dos tempos fazendo discípulos. O Dia em que Getúlio Matou Allende tem 330 páginas. O custo é de R$ 42,90 – um tanto salgado, mas vale a pena. Recomendo.

Monday, January 30, 2006

Nelson Motta deu a nota...

Sempre tive uma preferência pelas biografias e uma que vou esperar com todo carinho é de Tim Maia, por Nelson Motta. Não há informações precisas sobre datas até o momento. Desde 2000, Motta tenta escrever sobre a vida desta figura, uma das mais polêmicas da música brasileira. Os processos trabalhistas herdados pelo cantor vinham barrando a realização do projeto. A novidade é que agora parece que o lance vai tomar forma. O escritor e jornalista, em conjunto com a Editora Objetiva, tomou todas as precauções para que a obra não seja embargada. Mas, enfim...nunca se sabe. Segundo Nelson Motta, em se tratando de Tim Maia, os riscos são válidos. Ele espera começar em breve, assim que o contrato for assinado. O que se pode adiantar, é que o livro deve ter um capítulo dedicado à passagem de Tim Maia pelos Estados Unidos, entre 1959 e 1964. Putz, histórias - e das boas - não deverão faltar. Já estou louco de curiosidade.

Monday, January 23, 2006

Clau e as letras

As formaturas são realmente emocionantes. Minha amiga Cláudia Costa passou neste final de semana pela cerimônia de Colação de Grau. É muito gratificante vermos nossas parcerias rompendo barreiras, alcançando seus objetivos. Só quem está na correria sabe os sacrifícios que exigem uma jornada como esta. Por isso, parabéns mesmo aos que chegaram lá. É um importante passo, é a qualificação da carreira e a realização pessoal. Eventos como este também quase sempre guardam manifestações, situações marcantes. Um dos formandos era deficiente visual. Auxiliado pelos colegas, deslocou-se até a mesa e recebeu do reitor a graduação. Foi um momento extremamente significativo. Na hora dos agradecimentos, lembrou das pessoas que o ajudaram ao longo de sua trajetória. Finalizou: “nunca, nunca, nunca desista”. Sem dúvida, uma lição de vida para todos nós. Sabe aquelas situações em que paramos para pensar e reavaliar nossos valores e atitudes? Pois é. À parte, também tivemos músicas para todos os gostos à medida que cada um ia sendo chamado. Assim é a diversidade. Saudações a todos estes que venceram mais uma batalha. Concedo-lhe o grau.

Friday, January 20, 2006

Um bom tema para discussão

Saiu na Agência Reuters

O Parlamento de Portugal aprovou uma medida que visa incentivar a música portuguesa, estabelecendo cotas para talentos locais no rádio, disse um porta-voz do governo na sexta-feira.
Emissoras que desprezarem a lei, que estabelece um mínimo de 25 por cento do tempo de transmissão para a música portuguesa, podem ser multadas em até 50.000 euros (60.000 dólares).
Os deputados aprovaram a medida do governo socialista na quinta-feira, disse um porta-voz do Ministério das Questões Parlamentares.
O rock e o pop internacional dominam as ondas de rádio em Portugal, país com 10 milhões de habitantes. A música local é mais conhecida por seus tradicionais fados, mas também tem um número crescente de bandas pop.
A medida ganhou apoio como uma forma de defender a indústria musical nacional, assim como a identidade de Portugal, em uma União Européia que já conta com 25 países.
É similar a uma lei da França, que exige que 40 por cento das músicas tocadas nas rádios sejam francesas.
Em 2005, apenas 7 por cento das músicas que tocaram nas rádios portuguesas eram de bandas nacionais, enquanto a música local representou um quarto das vendas de discos.
A indústria musical portuguesa fez lobby em favor da lei, mas alguns críticos a descreveram como uma medida nacionalista.

Thursday, January 19, 2006

Eu passarinho

Geralmente neste espaço abordo assuntos ligados à música. Desta vez, no entanto, vou mudar um pouco o foco. Creio que o registro é super válido por se tratar de uma figura fascinante. Quero falar de um dos maiores poetas brasileiros. Nesta semana, produzi um programa de TV com o diretor da CCMQ, Sérgio Napp. 2006 é o ano do centenário de Mario Quintana - ele nasceu em 30 de julho de 1906. E para os próximos 12 meses estão sendo organizadas uma série de atividades culturais comemorativas. O gancho da pauta foi por aí. Pelo menos nos primeiros cinco minutos de entrevista. Na seqüência, falou mais alto a curiosidade sobre a vida deste verdadeiro gênio das letras. Napp lembrou de seu convívio mais intenso com Mario, entre 87 e 94. E o apresentador, o jornalista Antonio Czamanski, teve a sensibilidade de abandonar o roteiro e deixar o papo fluir. Liberou seu lado fã. Afinal, por ter sido um homem muito reservado, toda informação atribuída a Mario Quintana é bem vinda. Contribui para povoar o nosso imaginário em relação ao mito. Durante a conversa, Sérgio Napp destacou que as atividades relativas ao centenário têm também o objetivo de oportunizar o contato com a obra do poeta. De acordo com o diretor da CCMQ, a produção de Mario Quintana até hoje ainda não recebeu o devido reconhecimento. Na avaliação de Napp, talvez a intelectualidade não tenha entendido o talento de Mario Quintana. Considera que a grandiosidade do poeta gaúcho estava no seu texto limpo e aparentemente simples. Acredita, porém, que o suposto fácil entendimento da obra acabou não chamando a atenção da crítica. “Mario Quintana era um poeta do cotidiano, mas era um poeta denso”, definiu. Conforme Napp, a obra de Mario Quinta oculta caminhos recheados de hipertextos e de uma sensibilidade surpreendente. O diretor da CCMQ contou ainda que Mario Quintana era obcecado em melhorar seu texto, nunca estava satisfeito com o que escrevia. “Alguns poemas têm várias versões. Ele (Mario Quintana) acabava mudando algumas coisas à medida que novas edições iam sendo publicadas. Era uma dor de cabeça para os editores”.

Informações sobre o Centenário de Mario Quintana: www.ccmq.rs.gov.br e www.estado.rs.gov.br/marioquintana

Foto: Dulce Helfer

"Eu queria trazer-te uns versos muito lindos...
Trago-te estas mãos vazias
Que vão tomando a forma do teu seio. "
Mario Quintana

Wednesday, January 18, 2006

The Classic

No último final de semana, depois do show, conversei muito rapidamente com Dayana Rows. Ela tinha acabado de sair do palco. Queria ter dito mais coisas, ter perguntado mais sobre a banda – ensaios, repertório, outras datas, etc. Na empolgação do momento, porém, apenas trocamos algumas palavras. “Cada vez melhor”, foi o que consegui dizer na ânsia de classificar a apresentação da The Classic Rock Band. Cara, é uma banda que recomendo. É diversão garantida, e além disso, sempre vale a pena ver bons músicos em cena. Vale para o aprendizado. O set list da The Classic é composto de covers. Mas isso não desmerece a atuação do grupo. Pelo contrário, mostra a versatilidade, o potencial e o entrosamento dos integrantes. Possibilita também que cada um possa explorar ainda mais seu talento e sensibilidade. É o que eles se propõem a fazer e fazem muito bem feito. Isso denota profissionalismo, o que neste caso, se converte em qualidade musical. O público agradece. No site da banda tem mais informações sobre os membros, fotos, agenda e mp3: www.theclassicrockband.com.br/. Grande abraço à Dayana e parabéns pelo vocal, carisma e presença de palco.

Na foto: Eu em primeiro plano, Dayana (The Classic), Carolos, o mexicano, e Viktor (Florbela Espanca - outra grande banda)

Tuesday, January 03, 2006

Libertação dos sentidos

Está começando o efeito implacável
Amanhecer, anoitecer
Segurem as mãos ou não
Cinzas
Estamos suspensos num pequeno sonho
Ônibus fora do asfalto
Poucos sobreviventes
Libertação dos sentidos
Libertação dos sentidos
Acordei alguns instantes atrás
Já estou em direção à névoa da cidade
O cheiro de fritura dá a noção da chegada
E sobre a ponte vejo o rio gotejar
Lá em baixo

Aos amigos: Carolos, o mexicano, e Milton Saraivada de Bala

Monday, January 02, 2006

A cara dura não tem limites

Saiu na Folha On Line (com agências internacionais)

A banda Pearl Jam, que esteve recentemente no Brasil em curta temporada, venceu um processo nos Estados Unidos contra um site que usava o nome da banda para vender uma série de produtos.Para a Justiça de Mineápolis, o fato de o site se intitular "pearljams" causa confusões com o nome patenteado pela banda de Seatle (EUA), que surgiu nos anos 90. Representantes do site, que pertence a Vertical Axis, não se pronunciaram sobre o assunto.
O Pearl Jam lançou seu primeiro álbum, "Ten", em agosto de 1991, emplacando vários hits (como "Even Flow", "Alive", and "Jeremy") e entrando para o "Top Ten" (dez mais vendidos) da indústria fonográfica norte-americana.

Thursday, December 22, 2005

Algumas lembranças rápidas

Esta banda na foto é a extinta Old People. Na ocasião, verão de 95, tocamos num extinto bar, em Sapucaia do Sul, perto do Comercial. Dividimos o palco com a extinta Free Jack e a extinta Little Happy Sun. Lembro, porém, que as coisas começaram algum tempo antes. Meus ex-companheiros de grupo vieram da extinta Análise Soberana. Foi quando, então, surgiu a extinta Portas da Percepção. O ponto de partida foi uma apresentação no extinto Gallery. Abrimos para a extinta Stupid Incesticide, a futura extinta Pulse. Eram tempos bacanas. Tempos dos extintos circuitos de rock. Eu, particularmente, não perdia quando tocava a extinta The Junk. Muita zoeira regada a vinho do extinto Bar Castelo. E por lá, quase sempre encontrávamos o pessoal da extinta Código Penal. Na seqüência, vieram os shows na extinta Sorveteria. Tocamos ao lado da extinta Motor Mojo Junkie e da extinta Tack Ups. Depois vieram as apresentações no extinto Vira Verão. Em alguns momentos cruzamos com a extinta Causa Mortis. Ainda em Esteio, na passada, tomamos várias no extinto La Noche e no extinto Corujas. Indo a Canoas, o som rolava no extinto Gullys. E pra ensaio, no extinto estúdio do Veveto. Em São Leopoldo, o point era o extindo Dimadeli. E mais tarde, o extinto BR3.

*Texto sujeito a atualizações.

Wednesday, December 21, 2005

O velho batuta

Qual a música ideal para escutar no Natal? Toda vez que penso nisso, apenas um som me vem à mente. É aquele velho e por demais batido clássico punk. Não que eu seja um adepto do movimento, mas me parece que os Garotos Podres, nos idos de 85, acertaram a mão e estes versos, por mais toscos que possam parecer, ainda permanecerão atuais por muitos e muitos anos. Vai, então, uma homenagem ao nosso ímpeto consumista:
Papai Noel Velho Batuta - Garotos Podres
Papai filho da puta/Rejeita os miseráveis/Eu quero matá-lo/Aquele porco capitalista/Presenteia os ricos/E cospe nos pobres/Presenteia os ricos/E cospe nos pobres/Papai Noel filho da puta/Rejeita os miseráveis/Eu quero matá-lo/Aquele porco capitalista/Presenteia os ricos/E cospe nos pobres/Presenteia os ricos/E cospe nos pobrespobrespobres/Mas nos vamos seqüestrá-lo/E vamos matá-lo/Por que?/Aqui não existe natal/Aqui não existe natal/Aqui não existe natal/Aqui não existe natal/Por que?/Papai Noel filho da puta/Rejeita os miseráveis/Eu quero matá-lo/Aquele porco capitalista/Presenteia os ricos/E cospe nos pobres.

Tuesday, December 20, 2005

Ele tinha razão

Há algum tempo, observando, principalmente shows locais, uma questão tem me preocupado bastante. Pode ser neurose, mas acho que falta comunicação mais clara das bandas com o público. Em tempos de Orkut, blogs, fotologs e afins, a Internet, sem dúvida, é um meio imprescindível para divulgação do trabalho. Mas, nada supera o contato ao vivo. E neste ponto, me parece que muito ainda precisa ser afinado. O sucesso no palco depende do conjunto da obra. Em resumo: som, performance e diálogo. Acho que o grupo ganha em respeitabilidade quando consegue mandar uma idéia que tenha nexo, com início, meio e fim. Afinal, é a ideologia e o marketing da banda que estão em jogo. É preciso ter alguém que fale, que tenha conhecimento do que diz. Não culpo somente os vocalistas. Esta deve ser uma preocupação coletiva. A banda, quem sabe, pode eleger um “porta-voz”. É lógico que no contexto, temos as exceções. Mas na maioria, até o clichê tem saído de forma truncada. Lugar comum por lugar comum, na pior das hipóteses, se for bem feitinho já é um começo. Façamos um exercício de analisar este quesito em cada show que estivermos presentes. Por favor, chega de meias palavras. Chega de “aí galera....” Enquanto público tenho o direito de querer um show consistente, com conteúdo. Assim, ganhamos todos.

Salve Coletivo

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