Sempre fui louco por rádio. Tudo bem, confesso ter uma paixão pelas emissoras AM. Sou daqueles que leva o aparelho para o banheiro. Vício mesmo. Ossos do ofício, talvez. Enfim, mas o lance é o seguinte: pesquisando, encontrei um site bem interessante em que é possível ouvir AMs e FMs de todo Brasil e também do mundo. O link - Rádios - está ali no espaço Imprensa. Vale dar uma conferida. Bons sons.
- TOM FORTUNATO
- Estou em direção à névoa da cidade. O cheiro de fritura dá a noção da chegada. E sobre a ponte vejo o rio gotejar, lá embaixo. Libertação dos sentidos!!!!
Thursday, March 23, 2006
Rádios
Sempre fui louco por rádio. Tudo bem, confesso ter uma paixão pelas emissoras AM. Sou daqueles que leva o aparelho para o banheiro. Vício mesmo. Ossos do ofício, talvez. Enfim, mas o lance é o seguinte: pesquisando, encontrei um site bem interessante em que é possível ouvir AMs e FMs de todo Brasil e também do mundo. O link - Rádios - está ali no espaço Imprensa. Vale dar uma conferida. Bons sons.
Wednesday, March 22, 2006
A percussão é tudo
Tem uma comunidade no Orkut chamada "Se não tem no Google, não existe". Pois é. Há tempos vinha procurando mais informações sobre um músico que curti muito na minha passagem pelo extremo norte do país, fronteira com a Colômbia. Pra quem gosta de percussão, esse é um cara que recomendo. Pra quem é chegado num som caribenho, nem se fala. Vão aí alguns dados do cidadão. Grande sonoridade.Nome
Chichi Peralta
Origen
Santo Domingo - República Dominicana (1966)
Discografía
(1999) Pa' Otro La'o, (2000) De Veuelta Al Barrio
Los arreglos musicales estuvieron a cargo de él, al igual que la percusión. En De vuelta al barrio se fusiona el son con el jazz, el merengue con el guaguancó, el pop con ritmos africanos y la bachata con los brasileños y árabes, por mencionar algunos. En la grabación participaron la Orquesta Sinfónica de Londres y los coros de Luz Africa, sesiones grabadas en París, Francia. El primer corte es el que le da título al CD. La presentación de la segunda producción de Chichí Peralta y Son Familia será en el barrio que vio nacer al percusionista, en Ciudad Nueva en la capital dominicana.
Biografía
Chichi nació en 1966 en Santo Domingo, capital de República Dominicana. Durante 8 años trabajó como percusionista del famoso grupo "4-40", liderado por Juan Luis Guerra. En 1997, realizó el lanzamiento internacional de su primer disco en su país natal. Su carrera como músico se inicia a los 4 años cuando construyó su primer instrumento percusivo, una tambora. El primer álbum de su carrera, después de la exitosa participación al lado de Juan Luis Guerra, es ``Pa' Otro La'o", el cual produjo, arregló y coordinó. Algunos temas los compartió con la voz principal del grupo Son Familia, Jandy Felíz, quien en 1999 abandona la agrupación para iniciar su carrera solista.En 2000 se edita su nuevo trabajo, De Vuelta Al Barrio en el que participan los nuevos vocalistas, César Olarte y René Geraldino.
Tuesday, March 21, 2006
Singles
No final de semana tive a oportunidade de rever "Singles - Vida de Solteiro". Grande filme. Não sou crítico de cinema, nem sou dado a comentários sobre o assunto, mas recomendo o título. Para mim, se trata de um verdadeiro registro desta geração que curtiu boa parte da adolescência nos anos 90. Seguem algumas informações sobre o filme:Sinopse: Seattle, início dos anos 90. Várias histórias paralelas sobre jovens no começo da vida adulta, que estão preocupados em se firmar em suas carreiras e, principalmente, em encontrar o amor. O filme mostra diversos moradores de um mesmo prédio, que freqüentam a mesma cafeteria. Um deles é Steve Dunne (Campbell Scott), que conhece Linda Powell (Kyra Sedgwick) em um show de rock e aos poucos se apaixonam. Também é focado o relacionamento deles e a de amizade de Steve com Janet Livermore (Bridget Fonda), outra moradora do prédio, que quer conquistar um vizinho, Cliff Poncier (Matt Dillon), um roqueiro. Na verdade ela tem um envolvimento com ele, mas Cliff insiste que seja uma "relação aberta" e isto não agrada muito Janet, que está obcecada por Cliff e pensa em fazer um implante para aumentar os seios, pois acredita que isto agradará Cliff. Paralelamente Debbie Hunt (Sheila Kelley) anseia tanto por achar alguém que produziu um vídeo com alguns efeitos que lhe sirva como apresentação para futuros pretendentes.
Fonte: http://www.adorocinema.com/
Elenco:
Bridget Fonda (Janet Livermore)
Campbell Scott (Steve Dunne)
Kyra Sedgwick (Linda Powell)
Sheila Kelley (Debbie Hunt)
Jim True-Frost (David Bailey)
Matt Dillon (Cliff Poncier)
Bill Pullman (Dr. Jamison)
James LeGros (Andy)
Devon Raymond (Ruth)
Camilo Gallardo (Luiz)
Ally Walker (Pam)
Eric Stoltz (Mime)
Jeremy Piven (Doug Hughley)
Tom Skerrit (Prefeito Weber)
Tim Burton (Brian)
Paul Giamatti
Cameron Crowe
Ficha Técnica:
Título Original: Singles
Gênero: Comédia Dramática
Tempo de Duração: 99 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1992
Estúdio: Warner Bros. / Atkinson/Knickerbocker Productions
Distribuição: Warner Bros.Direção: Cameron Crowe
Roteiro: Cameron Crowe
Produção: Cameron Crowe e Richard Hashimoto
Música: Paul Westerberg
Fotografia: Tak Fujimoto e Ueli Steiger
Desenho de Produção: Stephen J. Lineweaver
Direção de Arte: Mark Haack
Figurino: Jane Ruhm
Edição: Richard Chew
Premiações: Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards, na categoria de Melhor Canção Original ("Would?")
Curiosidades:
- Vida de Solteiro foi inspirado na morte do cantor Andrew T. Wood.
- O diretor Tim Burton aparece em uma pequena ponta, como um diretor de vídeos
- O filme conta com a participação dos integrantes do Pearl Jam - Gossard, Vedder e Ament, que fizeram o papel de integrantes da banda Citizen Dick, encabeçada pelo ator Matt Dilon
- Singles mostra ainda parte de shows do Alice In Chains e Soundgarden
Quem te viu, quem tv
Há alguns dias me detive a acompanhar com mais atenção a programação da MTV. Numa destas noites acompanhei o jornal da emissora. Notei que mudou o cenário e os antigos apresentadores foram sacados. Com o Rafa e a Sarah já era complicado de se manter ligado no programa durante 30 minutos. Entretanto, nada é tão ruim que não possa ser varzeado mais um pouco. No atual Jornal da MTV, creio que a intenção era deixar o ambiente mais despojado, mas os caras erram a mão. Ficou tosco na mais pura concepção da palavra. Sem falar no conteúdo. Ou melhor, a falta dele. A Carla Lamarca não dá, né? Vamos combinar. Bonitinha, mas ordinária. E o Léo Madeira? Não é dos piores, mas botaram o rapaz numa fria. E aí o magrão não rende o que pode render, como no Top Top. O jornal foi somente a ponta do iceberg. Agora, alguém pode me dizer o que é essa onda teen? Caralho, quem são essas gêmeas que apareceram do nada e estão na programação? Ah, vão pra puta que pariu. Li uma matéria sobre as mudanças na emissora. Dizem os cabeças que a intenção destas trocas no time de VJs é deixar a MTV com a cara da audiência. Que absurdo. Mas pensando bem, esquecendo o calor da discussão, é isso mesmo. É a indústria da modinha, da padronização. As novas bandas cheiram a Strokes, os hard cores são medíocres e as adolescentes amam as bundudas da hora e suas musiquinhas pestilentas. A criatividade foi pro ovo. Dizia o Raulzito: falta cultura pra cuspir na estrutura. Que gente! Saudades do Fábio Massari.
Wednesday, March 15, 2006
De volta aos escritos e à musicalidade
Recentemente fomos ver os shows da Bleff e da Deus e o Diabo, no Casarão, em São Leopoldo. A festa foi muito legal. É sempre bom reencontrar velhos amigos e bater um papo amistoso, desabafar, curtir. Ainda não tinha visto as duas bandas – não ao vivo, apenas ouvido na internet. Estava curioso. E mais na expectativa ainda por saber que o baterista da Bleff é um dos caras mais parceiros de todos os tempos: grande Saraivada de Bala. Eles abriram a noite. Mandaram bem. Recomendo. E eu fiquei mais feliz por ver o quanto o Milton está espancando. Batendo firme, concentrado, dedicado, bumbo forte, pesado. Muito bom, meu bruxo. Na seqüência, DEOD. Uma apresentação conceitual, teatral, interessante. Depois teve a sonorização do Gramolix, que dispensa comentários. Está bonito esse cenário em São Léo. Diversidade musical e uma gurizada de fé na ativa. E novidades estão por chegar – Tu-pá, tu-pá, tu-pá.
Saturday, February 25, 2006
Uma homenagem para Layne Staley
Essa cara aí na foto é o guitarrista do Alice in Chains. E a notícia do momento, segundo o próprio Jerry Cantrell, é que a banda realmente vai voltar à atividade. Claro, com um novo vocalista. Só pra lembrar, Layne Staley morreu em 2002. Ele faleceu em casa, vítima de uma overdose, e seu corpo só foi encontrado dias depois. O substituto de Staley, no entanto, ainda não foi escolhido. De acordo com Cantrell, o retorno do Alice in Chains, será uma forma de homenagear a memória do ex-companheiro de grupo. Em 2005, a banda fez algumas apresentações beneficentes com vocalistas convidados. Além de Cantrell, seguem na barca os originais do Alice, Mike Inez, baixista, e Sean Kinney, na batera."Into the flood again
same old trip it was back then
so i made a big mistake
try to see it once my way"
Bons tempos da grungera.
Thursday, February 23, 2006
A volta
Olha só essa figura. Estilo Mumm-ha, renascido das cinzas, saindo da tumba, o ser eterno. Pois o Guns N´Roses, do senhor Axl Rose – sim porque a banda é dele, sem dúvida – é atração confirmada no festival inglês Download 2006, entre os dias nove e 11 de junho. O papo que rola é que finalmente serão conhecidas algumas das canções do tão esperado e quase lendário Chinese Democracy. O disco está pra ser lançado há pelo menos dez anos. Parece que agora vai. Neste mesmo festival, também sobem ao palco Metallica, Korn e Deftones.
Wednesday, February 22, 2006
1, 2, 3, 14...
Pois é. Não consegui me abster de falar alguma coisa sobre a passagem do U2 pelo Brasil. Os caras realmente surpreendem nas suas performances ao vivo. Isso sem contar o carisma e o engajamento em causas sociais. A parafernália sonora e televisiva que compõe o palco também ajuda a levar o público a uma espécie de catarse em multimídia. O Set List contemplou todas as épocas da banda – embora não tenham tocado Angel of Harlem nem Bad. É, mas não dá pra reclamar. Foi realmente uma apresentação de luxo. Me emocionei no final quando deixaram o palco, um a um, ao som de 40, ao velho estilo Under a Blood Red Sky. E com o Edge tocando baixo e o Adam, guitarra. Durante o show, no entanto, fiquei agoniado lá pelo meio do espetáculo. A voz do Bono ecoava rouca e cansada. Chegou a mudar algumas melodias para alcançar os tons mais altos. Não sei se ele foi arrebatado pelo calor – o cara suava como louco e nada de sacar a jaqueta, preta – ou estava guardando energias para a segunda noite. O certo é que o Edge salvou a pátria por várias vezes. Aliás, o homem tá cantando muito. Enfim, foi uma segunda-feira que entrou para a história. Pena que só rolou em São Paulo, pra variar.Foto: Flávio Florido/Folha Imagem
Thursday, February 16, 2006
Anger is a gift
Tudo bem, sei que a banda acabou. Mas sou um fã saudoso. Nos últimos dias, pra matar essa saudade, tenho escutado o Live at the Grand Olympic Auditorium. Caralho, pancadaria pura, sem cuspe e com areia, do início ao fim - segue o Set List no final. Não quero entrar no mérito sobre o que teria motivado o final do grupo. Audioslave é bom, mas acho que falta pegada. Quero dizer, não que eles não tenham, mas não igual ao RATM. O lance é que o Rage Against the Machine vertia uma química muito foda. O som era extremamente visceral, raivoso, com propósito. No entanto, por curiosidade, no Orkut, em comunidades dedicadas à banda, é possível encontrar uma gama de teorias sobre a separação dos caras. Algumas plausíveis e outras completamente estapafúrdias. E como a gente sempre tem aquela história de fases, atualmente, Bulls on Parade tem combinado mais comigo. Sem essa de Stones e U2. Eu quero mais é RAGE, RAGE, RAGE... – risos.SET LIST - Live at the Grand Olympic Auditorium – Novembro de 2003
Bulls on Parade
Bullet in the Head
Born of a Broken Man
Killing in the Name
Calm Like a Bomb
Testify
Bombtrack
War Within a Breath
I'm Housin'
Sleep Now in the Fire
People of the Sun
Guerrilla Radio
Kick Out the Jams
Know Your Enemy
No Shelter
Freedom
Bom, né?
Monday, February 13, 2006
As bandas no final de semana
O Black Nê chamou a atenção entre uma e outra cerveja: da Hermano, só falta o Cristiano – assim como nesta foto. E no final da noite de sábado, estávamos os quatro – os remanescentes - falando sobre a banda. É legal saber que a Hermano Chiapas deixou saudades, pelo menos entre nós. Por isso, no momento, estudamos uma maneira de reativarmos o grupo. De qualquer forma, seja lá o que for acontecer, já me sinto feliz de ter participado de algo que foi tão marcante. Não me arrependo de nada, pois tudo foi feito com o coração e com ideologia. Pra mim, foi a mais sincera forma de expressão que tive contato até hoje. De minha parte, estarei sempre pronto para encarar novos desafios, ainda mais estando ao lado dessa rapaziada verdadeiramente de fé.Na foto da esq. p/ dir: Ricardo, Carolos, yo e Black Nê.
Florbela
Fomos ver a Florbela Espanca na Feira Popular Zona Norte, em São Léo, no sábado. Bom, quanto à banda, sou suspeito. Os caras mandam tri bem. Só tem gente boa. Além de parceiros, ótimos músicos, profissionais. Recomendo. Eles tocam no próximo dia 4 no Casarão, em São Léo, no Gramo Rock Fest.
Friday, February 10, 2006
Fotojornalismo

AMSTERDÃ (Reuters) - Uma fotografia da Reuters mostrando uma mãe e seu filho em um centro de alimentação de emergência no Níger durante a recente crise de fome no local ganhou o prêmio de Foto do Ano do World Press 2005, disseram os organizadores na sexta-feira.
A fotografia, tirada pelo canadense Finbarr O'Reilly em Tahoua, noroeste de Níger, em 1 de agosto de 2005, mostra os dedos magros de um bebê de um ano pressionados contra os lábios de sua mãe.
Um enxame de gafanhotos e a pior seca em décadas deixaram milhões de pessoas sem comida no país do oeste africano.
"A fotografia vem me assombrando desde que a vi pela primeira vez, há duas semanas", disse James Colton, presidente do júri do World Press. "Ela permaneceu na minha cabeça, mesmo depois de ter visto outras milhares durante a competição."
"Essa imagem tem tudo: beleza, horror e desespero."
A fotografia foi escolhida entre 83.044 imagens feitas por 4.448 fotógrafos profissionais -- 182 a mais do que em 2004 -- de 122 países.
Wednesday, February 08, 2006
A cultura dos opressores esmaga minha mente
Vem aí, então, mais um Planeta Atlântida. E as atrações para este ano? Nem precisa estar com a lista na mão para citar a maioria das bandas. São praticamente sempre as mesmas. Pra piorar, é quase certo que na próxima edição não deveremos ter maiores novidades. Pelo menos, os últimos anos de Planeta têm provado isso. E olha que essa safrinha que está por aí é de doer, salvo, algumas raras exceções. Será que, ao menos, a organização não poderia reduzir pela metade o grupo do seis por meia-dúzia e pagar uma atração verdadeiramente de peso? Acho que o festival ganharia muito em maturidade, qualidade sonora e visibilidade. Já que shows de grande porte dificilmente chegam até o sul do país, a estrutura do evento poderia dar este apoio. Sem mais para o momento, vale o exercício da imaginação ou da futurologia: vamos projetar que duas ou três dessas atrações – as sócias, para agradar os devotos – abririam a noite. E pra fim de festa, em grande estilo, teríamos no palco System of a Down. Bah! e mais toda gama de interjeições. É, eu sei, viajei, né? Enfim, perdão, foram cinco minutos de bobeira. Acontece.
Tuesday, February 07, 2006
Gramolix
Hoje recebi – não só eu, mas um povo - o e-mail de uma figuraça. É um parceiro da antiga, bem da antiga, dos tempos do Vira e tudo mais. Pois o recado, intitulado como Gramo Rock Fest, trazia o seguinte conteúdo: COMEMORANDO 31 INVERNOS ANTECIPADAMENTE EM 04/03 CONVIDO A TODOS OS AMIGOS PARA ESSA FESTANÇA LÁ NO CASARÃO.SERÃO 4 BANDAS :
* MAJJORS
* FLORBELA ESPANCA
* ALICE FUZZ
* KHARENKHORE
DISCOTECAGEM DOS MEUS AMIGOS DUDU, PAULO E TAMBÉM PITACOS MEUS E DE OUTROS. A TÔNICA DO SOM SERÁ ROCK CLÁSSICO, ALGUMAS MAIS PESADINHAS, ROCK E POP OITENTISTA E TAMBÉM ALGUM ELETRÔNICO. A BRINCADEIRA COMEÇA PELAS 23:00 SEM HORA PRA TERMINAR. OS INGRESSOS SÃO A BAGATELA DE 5,00 MANGOS. ESPERO VÊ-LOS TODOS, PELO MENOS OS QUE ESTÃO MAIS PERTO. ABRAÇO E ATÉ LÁ!
Achei que deveria reproduzir na íntegra, afinal, o Gramo é um entusiasta incansável desta cultura rock. No final de semana, lá mesmo, no Casarão, trocamos uma idéia - eu, ele e o mexicano - sobre música e iniciativas que possam promover a valorização das bandas locais. O cara está cheio de planos, faceiro, e otimista que 2006 seja um ano de grandes novidades e realizações diversas. E no que precisar, pode contar com a gente. Vamo que vamo.
* MAJJORS
* FLORBELA ESPANCA
* ALICE FUZZ
* KHARENKHORE
DISCOTECAGEM DOS MEUS AMIGOS DUDU, PAULO E TAMBÉM PITACOS MEUS E DE OUTROS. A TÔNICA DO SOM SERÁ ROCK CLÁSSICO, ALGUMAS MAIS PESADINHAS, ROCK E POP OITENTISTA E TAMBÉM ALGUM ELETRÔNICO. A BRINCADEIRA COMEÇA PELAS 23:00 SEM HORA PRA TERMINAR. OS INGRESSOS SÃO A BAGATELA DE 5,00 MANGOS. ESPERO VÊ-LOS TODOS, PELO MENOS OS QUE ESTÃO MAIS PERTO. ABRAÇO E ATÉ LÁ!
Achei que deveria reproduzir na íntegra, afinal, o Gramo é um entusiasta incansável desta cultura rock. No final de semana, lá mesmo, no Casarão, trocamos uma idéia - eu, ele e o mexicano - sobre música e iniciativas que possam promover a valorização das bandas locais. O cara está cheio de planos, faceiro, e otimista que 2006 seja um ano de grandes novidades e realizações diversas. E no que precisar, pode contar com a gente. Vamo que vamo.
Saturday, February 04, 2006
Como um pássaro o tempo voa

No último dia 2 de fevereiro completou nove anos da morte de um dos maiores gênios da música brasileira. O nome Francisco de Assis França constava no seu registro de nascimento, mas popularmente era conhecido como Chico Science. Esse cara surgiu para sacudir a pasmaceira do cenário rock nacional. Depois dos enfadonhos anos 80, a pobreza sonora e a falta de criatividade eram uma constante por aqui. Misturando embolada, hip hop, maracatu, rifs criativos e letras contundentes, o malungo sangue-bom, ao lado da Nação Zumbi, fez muita gente se perguntar: o que é isso que está tocando? Realmente, o som era complexo, pesado e acima de tudo, com muita qualidade. Como dizia Chico, tinha que “deixar tudo soando bem aos ouvidos”. Foi o lance mais inovador dos últimos tempos. Além disso, Chico era um poeta, um cara de sensibilidade extremamente apurada. Falava, com conhecimento de causa e sem clichês, de respeito, desigualdade sócio-racial, revolução e da globalização versus o local. Citava personagens marginalizados pela sociedade através dos tempos como Zumbi dos Palmares, Zapata, Sandino, Lampião e os Panteras Negras. Chico Science foi um dos idealizadores do movimento Mangue e trouxe a cultura de sua terra natal para o resto do país. “...trago as luzes dos postes nos olhos, rios e pontes no coração, Pernambuco embaixo dos pés e minha mente na imensidão”. Chico morreu em 1997, aos 33 anos, num acidente de carro na fronteira entre o Recife e Olinda. Definitivamente, a trajetória sonora do Brasil divide-se em A.C e D.C. Salve Chico.
Etnia
Chico Science
Somos todos juntos uma miscigenação
E não podemos fugir da nossa etnia
Índios, brancos, negros e mestiços
Nada de errado em seus princípios
O seu e o meu são iguais
Corre nas veias sem parar
Costumes, é folclore é tradição
Capoeira que rasga o chão
Samba que sai da favela acabada
É hip hop na minha embolada
É o povo na arte
É arte no povo
E não o povo na arte
De quem faz arte com o povo
Por de trás de algo que se esconde
Há sempre uma grande mina de conhecimentos e sentimentos
Não há mistérios em descobrir
O que você tem e o que gosta
Não há mistérios em descobrir
O que você é e o que você faz
Maracatu psicodélico
Capoeira da Pesada
Bumba meu rádio
Berimbau elétrico
Frevo, samba e cores
Cores unidas e alegria
Nada de errado em nossa etnia.
Wednesday, February 01, 2006
Leitura do momento
No livro O Dia em que Getúlio Matou Allende você embarca num passeio pela história do Brasil. O jornalista Flávio Tavares lembra os principais acontecimentos que marcaram a trajetória política do país: a morte de Getúlio, JK e a construção de Brasília, Jânio Quadros e suas manias – ou loucuras, Jango, Brizola e o episódio da Legalidade, a ditadura militar. Os fatos são contados de forma esclarecedora, como num grandioso exercício de reportagem. A riqueza de detalhes em algumas situações proporciona a sensação de estarmos presenciando o fato e seus desdobramentos. Além disso, é aquele tipo de texto que merece ser verdadeiramente degustado. E em se tratando de “novelas do poder”, Tavares destaca ainda as influências de figuras estrangeiras como Che Guevara, Perón, De Gaulle, Stalin e Frida Kahlo. Por falar em poder, o autor mostra o quanto são frágeis estas relações, e que na época, a iminência de golpe rondava quase que diariamente as sedes do governo, primeiro no Rio de Janeiro e depois em Brasília. As maracutaias na cúpula, a trairagem e o superfaturamento de obras também aparecem – é a falcatrua e a farra com o dinheiro público através dos tempos fazendo discípulos. O Dia em que Getúlio Matou Allende tem 330 páginas. O custo é de R$ 42,90 – um tanto salgado, mas vale a pena. Recomendo.
Monday, January 30, 2006
Nelson Motta deu a nota...
Sempre tive uma preferência pelas biografias e uma que vou esperar com todo carinho é de Tim Maia, por Nelson Motta. Não há informações precisas sobre datas até o momento. Desde 2000, Motta tenta escrever sobre a vida desta figura, uma das mais polêmicas da música brasileira. Os processos trabalhistas herdados pelo cantor vinham barrando a realização do projeto. A novidade é que agora parece que o lance vai tomar forma. O escritor e jornalista, em conjunto com a Editora Objetiva, tomou todas as precauções para que a obra não seja embargada. Mas, enfim...nunca se sabe. Segundo Nelson Motta, em se tratando de Tim Maia, os riscos são válidos. Ele espera começar em breve, assim que o contrato for assinado. O que se pode adiantar, é que o livro deve ter um capítulo dedicado à passagem de Tim Maia pelos Estados Unidos, entre 1959 e 1964. Putz, histórias - e das boas - não deverão faltar. Já estou louco de curiosidade.
Monday, January 23, 2006
Clau e as letras
As formaturas são realmente emocionantes. Minha amiga Cláudia Costa passou neste final de semana pela cerimônia de Colação de Grau. É muito gratificante vermos nossas parcerias rompendo barreiras, alcançando seus objetivos. Só quem está na correria sabe os sacrifícios que exigem uma jornada como esta. Por isso, parabéns mesmo aos que chegaram lá. É um importante passo, é a qualificação da carreira e a realização pessoal. Eventos como este também quase sempre guardam manifestações, situações marcantes. Um dos formandos era deficiente visual. Auxiliado pelos colegas, deslocou-se até a mesa e recebeu do reitor a graduação. Foi um momento extremamente significativo. Na hora dos agradecimentos, lembrou das pessoas que o ajudaram ao longo de sua trajetória. Finalizou: “nunca, nunca, nunca desista”. Sem dúvida, uma lição de vida para todos nós. Sabe aquelas situações em que paramos para pensar e reavaliar nossos valores e atitudes? Pois é. À parte, também tivemos músicas para todos os gostos à medida que cada um ia sendo chamado. Assim é a diversidade. Saudações a todos estes que venceram mais uma batalha. Concedo-lhe o grau.
Friday, January 20, 2006
Um bom tema para discussão
Saiu na Agência Reuters
O Parlamento de Portugal aprovou uma medida que visa incentivar a música portuguesa, estabelecendo cotas para talentos locais no rádio, disse um porta-voz do governo na sexta-feira.
Emissoras que desprezarem a lei, que estabelece um mínimo de 25 por cento do tempo de transmissão para a música portuguesa, podem ser multadas em até 50.000 euros (60.000 dólares).
Os deputados aprovaram a medida do governo socialista na quinta-feira, disse um porta-voz do Ministério das Questões Parlamentares.
O rock e o pop internacional dominam as ondas de rádio em Portugal, país com 10 milhões de habitantes. A música local é mais conhecida por seus tradicionais fados, mas também tem um número crescente de bandas pop.
A medida ganhou apoio como uma forma de defender a indústria musical nacional, assim como a identidade de Portugal, em uma União Européia que já conta com 25 países.
É similar a uma lei da França, que exige que 40 por cento das músicas tocadas nas rádios sejam francesas.
Em 2005, apenas 7 por cento das músicas que tocaram nas rádios portuguesas eram de bandas nacionais, enquanto a música local representou um quarto das vendas de discos.
A indústria musical portuguesa fez lobby em favor da lei, mas alguns críticos a descreveram como uma medida nacionalista.
O Parlamento de Portugal aprovou uma medida que visa incentivar a música portuguesa, estabelecendo cotas para talentos locais no rádio, disse um porta-voz do governo na sexta-feira.
Emissoras que desprezarem a lei, que estabelece um mínimo de 25 por cento do tempo de transmissão para a música portuguesa, podem ser multadas em até 50.000 euros (60.000 dólares).
Os deputados aprovaram a medida do governo socialista na quinta-feira, disse um porta-voz do Ministério das Questões Parlamentares.
O rock e o pop internacional dominam as ondas de rádio em Portugal, país com 10 milhões de habitantes. A música local é mais conhecida por seus tradicionais fados, mas também tem um número crescente de bandas pop.
A medida ganhou apoio como uma forma de defender a indústria musical nacional, assim como a identidade de Portugal, em uma União Européia que já conta com 25 países.
É similar a uma lei da França, que exige que 40 por cento das músicas tocadas nas rádios sejam francesas.
Em 2005, apenas 7 por cento das músicas que tocaram nas rádios portuguesas eram de bandas nacionais, enquanto a música local representou um quarto das vendas de discos.
A indústria musical portuguesa fez lobby em favor da lei, mas alguns críticos a descreveram como uma medida nacionalista.
Thursday, January 19, 2006
Eu passarinho
Geralmente neste espaço abordo assuntos ligados à música. Desta vez, no entanto, vou mudar um pouco o foco. Creio que o registro é super válido por se tratar de uma figura fascinante. Quero falar de um dos maiores poetas brasileiros. Nesta semana, produzi um programa de TV com o diretor da CCMQ, Sérgio Napp. 2006 é o ano do centenário de Mario Quintana - ele nasceu em 30 de julho de 1906. E para os próximos 12 meses estão sendo organizadas uma série de atividades culturais comemorativas. O gancho da pauta foi por aí. Pelo menos nos primeiros cinco minutos de entrevista. Na seqüência, falou mais alto a curiosidade sobre a vida deste verdadeiro gênio das letras. Napp lembrou de seu convívio mais intenso com Mario, entre 87 e 94. E o apresentador, o jornalista Antonio Czamanski, teve a sensibilidade de abandonar o roteiro e deixar o papo fluir. Liberou seu lado fã. Afinal, por ter sido um homem muito reservado, toda informação atribuída a Mario Quintana é bem vinda. Contribui para povoar o nosso imaginário em relação ao mito. Durante a conversa, Sérgio Napp destacou que as atividades relativas ao centenário têm também o objetivo de oportunizar o contato com a obra do poeta. De acordo com o diretor da CCMQ, a produção de Mario Quintana até hoje ainda não recebeu o devido reconhecimento. Na avaliação de Napp, talvez a intelectualidade não tenha entendido o talento de Mario Quintana. Considera que a grandiosidade do poeta gaúcho estava no seu texto limpo e aparentemente simples. Acredita, porém, que o suposto fácil entendimento da obra acabou não chamando a atenção da crítica. “Mario Quintana era um poeta do cotidiano, mas era um poeta denso”, definiu. Conforme Napp, a obra de Mario Quinta oculta caminhos recheados de hipertextos e de uma sensibilidade surpreendente. O diretor da CCMQ contou ainda que Mario Quintana era obcecado em melhorar seu texto, nunca estava satisfeito com o que escrevia. “Alguns poemas têm várias versões. Ele (Mario Quintana) acabava mudando algumas coisas à medida que novas edições iam sendo publicadas. Era uma dor de cabeça para os editores”.Informações sobre o Centenário de Mario Quintana: www.ccmq.rs.gov.br e www.estado.rs.gov.br/marioquintana
Foto: Dulce Helfer
"Eu queria trazer-te uns versos muito lindos...
Trago-te estas mãos vazias
Que vão tomando a forma do teu seio. "
Mario Quintana
Wednesday, January 18, 2006
The Classic
No último final de semana, depois do show, conversei muito rapidamente com Dayana Rows. Ela tinha acabado de sair do palco. Queria ter dito mais coisas, ter perguntado mais sobre a banda – ensaios, repertório, outras datas, etc. Na empolgação do momento, porém, apenas trocamos algumas palavras. “Cada vez melhor”, foi o que consegui dizer na ânsia de classificar a apresentação da The Classic Rock Band. Cara, é uma banda que recomendo. É diversão garantida, e além disso, sempre vale a pena ver bons músicos em cena. Vale para o aprendizado. O set list da The Classic é composto de covers. Mas isso não desmerece a atuação do grupo. Pelo contrário, mostra a versatilidade, o potencial e o entrosamento dos integrantes. Possibilita também que cada um possa explorar ainda mais seu talento e sensibilidade. É o que eles se propõem a fazer e fazem muito bem feito. Isso denota profissionalismo, o que neste caso, se converte em qualidade musical. O público agradece. No site da banda tem mais informações sobre os membros, fotos, agenda e mp3: www.theclassicrockband.com.br/. Grande abraço à Dayana e parabéns pelo vocal, carisma e presença de palco.Na foto: Eu em primeiro plano, Dayana (The Classic), Carolos, o mexicano, e Viktor (Florbela Espanca - outra grande banda)
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