- TOM FORTUNATO
- Estou em direção à névoa da cidade. O cheiro de fritura dá a noção da chegada. E sobre a ponte vejo o rio gotejar, lá embaixo. Libertação dos sentidos!!!!
Tuesday, May 09, 2006
Degenerativo
Terminou a criatividade, por isso, estou largando de mão este espaço. Vou deixá-lo no ar por mais alguns dias e fim. Não sei mais sobre o que escrever, não tenho mais disposição nem incentivo. Esgotei de vez o processo de composição. Daqui não sai mais nada. Tento, mas a inspiração tirou férias e abriu precedente para a crise no processo descritivo. A falta de talento é uma realidade.
Thursday, May 04, 2006
Tim beleza
MATÉRIA PUBLICADA NA REVISTA ISTO É DESTA SEMANA.
Chega às lojas o CD Tim Maia racional,o cultuado disco que o cantor gravou comofiel da seita Universo em Desencanto eque lançou o hit Que beleza
Os fãs de Tim Maia sempre peregrinarampelos sebos musicais em busca de seu discomais raro: Tim Maia racional, de 1975. Agora a peregrinação acabou. Está nas lojas a versão remasterizada desse álbum, cujas cançõesforam feitas sob a forte influência da seitaUniverso em Desencanto, da qual o cantor foi naquela época um fiel seguidor. A expectativa de que o disco fosse relançado é explicável: mais do que divulgar os fundamentos da crença criada pelo líder espiritual Manoel Jacinto Coelho, o “grão-mestre varonil”, Tim Maia racional é composto por excelentes músicas e influenciou toda uma geração de artistas ao injetar na MPB elementos do funk, do soul e do gospel. Com o passar do tempo, o disco virou uma raridade porque o próprio Tim mandou retirá-lo do mercado quando se desencantou com a Universo em Desencanto – uma mixórdia mística que pregava a opção pela pindaíba, mas ganhava dinheiro com seus crentes. Tim Maia rompeu com ela quando percebeu que, graças às suas canções, a venda dos livros sobre a seita aumentava e engordava a conta bancária de seus líderes. “Como era louco, mas não era burro, Tim saiu, ao seu estilo, quebrando tudo e esculhambando o ex-guru”, diz o produtor musical e compositor Nelson Motta, que está escrevendo a biografia do cantor. Essa fase teve, no entanto, um saldo em sua vida. “Ele estava fumando, cheirando, bebendo e picando todas. Brigava com meio mundo e estava sem gravadora e sem dinheiro. Ao abraçar a Universo em Desencanto, produziu dois discos sensacionais”, diz Motta.
Não foi somente o “síndico” (apelido que Tim ganhou de Jorge Benjor) queentrou de cabeça na seita – uma mistura de umbanda com gente que se achava extraterrestre e prometia a salvação através da “imunização racional”. Todosos integrantes de sua banda, vestidos de branco nos shows, embarcaram nessa viagem. “Paramos com as drogas e todos os dias fazíamos reuniões para lero orelhudo, que era como Tim chamava o livro de ensinamentos”, diz o músico Serginho Trombone. O músico acompanhou o dia em que Tim decidiu se livrardos bens materiais, doando todos os objetos de seu apartamento no bairrocarioca de Copacabana. Na leva de doações foram até os brinquedos dos filhos.“A única coisa que o papai deixou foi o meu violãozinho. Quando olho minhasfotos de bebê, sempre estou com roupinhas brancas”, diz o cantor Léo Maia, um dos três filhos do artista.
Se as músicas de Tim Maia racional foram compostas para ser hinos religiosos,é certo que se prestam também ao mundo profano. De todas elas, a mais difundida é Imunização racional (Que beleza): “Que beleza é sentir a natureza/ ter certezapra onde vai e de onde vem.” Marisa Monte, Gal Costa, Sandra de Sá e ToniGarrido já a incluíram em seus shows. A canção O caminho do bem fez parteda trilha do premiadíssimo filme Cidade de Deus. E em festinhas de faculdade que se preze não pode faltar o hit Guiné Bissau Moçambique e Angola racional, em que Tim brada com seu vozeirão: Numa relax/numa tranqüila/numa boa. “Na verdade, as bases de Tim Maia racional eram parte de outro disco que estava para ser lançado. Mas, no meio do caminho, ele entrou para a seita, mandou tirar todas as vozes das canções originais e colocou as letras louvando a Universo em Desencanto”, diz João Marcello Bôscoli, presidente da Trama, selo responsável pelo relançamento do disco. Ele faz parte do time de fãs que percorreram os sebos em busca do vinil: “Encontrei, comprei, mas pesou no bolso. Cobram de R$ 500 a R$ 800.” Uma das provas da raridade do álbum é que, até recentemente, nem Léo Maia, herdeiro de Tim, possuía um exemplar legítimo em sua discoteca. “Eu ouvia um piratinha, até que uma fã do meu pai me presenteou com o vinil num show em Brasília”, diz ele. “Desde então, sempre que canto Imunização racional agradeço a essa senhora. Grande dona Vera!”
Chega às lojas o CD Tim Maia racional,o cultuado disco que o cantor gravou comofiel da seita Universo em Desencanto eque lançou o hit Que belezaOs fãs de Tim Maia sempre peregrinarampelos sebos musicais em busca de seu discomais raro: Tim Maia racional, de 1975. Agora a peregrinação acabou. Está nas lojas a versão remasterizada desse álbum, cujas cançõesforam feitas sob a forte influência da seitaUniverso em Desencanto, da qual o cantor foi naquela época um fiel seguidor. A expectativa de que o disco fosse relançado é explicável: mais do que divulgar os fundamentos da crença criada pelo líder espiritual Manoel Jacinto Coelho, o “grão-mestre varonil”, Tim Maia racional é composto por excelentes músicas e influenciou toda uma geração de artistas ao injetar na MPB elementos do funk, do soul e do gospel. Com o passar do tempo, o disco virou uma raridade porque o próprio Tim mandou retirá-lo do mercado quando se desencantou com a Universo em Desencanto – uma mixórdia mística que pregava a opção pela pindaíba, mas ganhava dinheiro com seus crentes. Tim Maia rompeu com ela quando percebeu que, graças às suas canções, a venda dos livros sobre a seita aumentava e engordava a conta bancária de seus líderes. “Como era louco, mas não era burro, Tim saiu, ao seu estilo, quebrando tudo e esculhambando o ex-guru”, diz o produtor musical e compositor Nelson Motta, que está escrevendo a biografia do cantor. Essa fase teve, no entanto, um saldo em sua vida. “Ele estava fumando, cheirando, bebendo e picando todas. Brigava com meio mundo e estava sem gravadora e sem dinheiro. Ao abraçar a Universo em Desencanto, produziu dois discos sensacionais”, diz Motta.
Não foi somente o “síndico” (apelido que Tim ganhou de Jorge Benjor) queentrou de cabeça na seita – uma mistura de umbanda com gente que se achava extraterrestre e prometia a salvação através da “imunização racional”. Todosos integrantes de sua banda, vestidos de branco nos shows, embarcaram nessa viagem. “Paramos com as drogas e todos os dias fazíamos reuniões para lero orelhudo, que era como Tim chamava o livro de ensinamentos”, diz o músico Serginho Trombone. O músico acompanhou o dia em que Tim decidiu se livrardos bens materiais, doando todos os objetos de seu apartamento no bairrocarioca de Copacabana. Na leva de doações foram até os brinquedos dos filhos.“A única coisa que o papai deixou foi o meu violãozinho. Quando olho minhasfotos de bebê, sempre estou com roupinhas brancas”, diz o cantor Léo Maia, um dos três filhos do artista.
Se as músicas de Tim Maia racional foram compostas para ser hinos religiosos,é certo que se prestam também ao mundo profano. De todas elas, a mais difundida é Imunização racional (Que beleza): “Que beleza é sentir a natureza/ ter certezapra onde vai e de onde vem.” Marisa Monte, Gal Costa, Sandra de Sá e ToniGarrido já a incluíram em seus shows. A canção O caminho do bem fez parteda trilha do premiadíssimo filme Cidade de Deus. E em festinhas de faculdade que se preze não pode faltar o hit Guiné Bissau Moçambique e Angola racional, em que Tim brada com seu vozeirão: Numa relax/numa tranqüila/numa boa. “Na verdade, as bases de Tim Maia racional eram parte de outro disco que estava para ser lançado. Mas, no meio do caminho, ele entrou para a seita, mandou tirar todas as vozes das canções originais e colocou as letras louvando a Universo em Desencanto”, diz João Marcello Bôscoli, presidente da Trama, selo responsável pelo relançamento do disco. Ele faz parte do time de fãs que percorreram os sebos em busca do vinil: “Encontrei, comprei, mas pesou no bolso. Cobram de R$ 500 a R$ 800.” Uma das provas da raridade do álbum é que, até recentemente, nem Léo Maia, herdeiro de Tim, possuía um exemplar legítimo em sua discoteca. “Eu ouvia um piratinha, até que uma fã do meu pai me presenteou com o vinil num show em Brasília”, diz ele. “Desde então, sempre que canto Imunização racional agradeço a essa senhora. Grande dona Vera!”
Friday, April 28, 2006
Que dupla!
Olha que a fu. O Quentin Tarantino vai rodar a história de Jimi Hendrix. O maluco, diretor de Cães de Aluguel e Pulp Fiction, acaba de assinar o contrato pra filmar a cinebiografia do guitarrista. O roteiro até já teria sido aprovado por Tarantino e a produção segue a todo vapor. As filmagens em si começam no final do ano, em Seattle. O projeto, inclusive, vai ter a colaboração de Leon, irmão de Hendrix.
Na estrada
Bah, bons tempos da Unidade Móvel da Unisinos FM. Trampo massa, circulando pelas ruas do Vale. Muita sonzera, parcerias e diversas histórias. Foi uma escola bem legal. Pena que as coisas vão se perdendo. Enfim. Ah, e o motora do Kombão era um figuraça. Bruxaria total e irrestrita: Rogério Mittman. Ainda ficamos na deva de um segundo churras.
Monday, April 17, 2006
Sons para alma
Aos poucos a Hermano Chiapas vai tomando forma e se reestruturando. Os ensaios retornaram. O entusiasmo de voltarmos a discutir música - estrutura, peso, harmonia, letra, etc - revigora o cidadão. Estar cercado de ótimos músicos também é uma forma de aprendizagem constante. Neste domingo, passamos mais uma vez as próprias. Novas opiniões deram mais consistência à sonoridade. A banda vai ganhando em maturidade e espontaneidade com o empenho da moçada. Tudo isso sem deixar de lado o engajamento social nas composições. Me deixou feliz também o fato de o Viktor V. ter acompanhado o ensaio. É um cara que respeito por tudo que representa no cenário musical da região. É uma figura que tem história. E partiu dele o comentário de que o som está “agressivo”. A força dos amigos nesta jornada é tudo. De maneira rápida ainda conversamos sobre um projeto a la Temple of the Dog. Na seqüência mais informações. Arriba HC e FB.
Thursday, April 13, 2006
Quando Alice não é bem vindo
Pois é. Sabe quando você trabalha mais que cavalo de madeireira? Sabe quando este esforço todo parece não estar lhe rendendo grande coisa do ponto de vista profissional-financeiro-intelectual? Sabe quando se estuda, lê, e ao mesmo tempo parece que a cada dia você está mais ignorante? Sabe quando você começa a perder a confiança na justiça do destino? Sabe quando você está extremamente cansado? Sabe quando você está totalmente sem paciência? Sabe quando você não consegue escrever nada que preste? Sabe quando você percebe os FDPs se dando bem? Sabe quando você está quase jogando a toalha? Sabe quando você se arrepende de ter escolhido fazer o que gosta? Sabe quando você começa a pensar em vender picolé, churrasquinho, rapadura, meias? Sabe quando você não sabe mais porque ter um blog? Sabe quando os feriados não fazem mais diferença? Sabe quando você acha que precisa fazer alguma coisa bem radical? Sabe quando você começa a ter certeza de que vai passar por aqui e não vai deixar um legado produtivo para as novas gerações? Pois é. Qual seria a música salvadora para situações como esta? Vou tentar me distrair nesta busca. Uma certeza: pelo menos por enquanto descarto Love, hate, love. E assim é.
Wednesday, April 12, 2006
E o hey ho let's go ficou na história
Na última quarta-feira encontrei no centro de Porto Alegre um grande amigo do passado. Paramos para bater um papo entre os gritos de “aleluia, aleluia". O coro era produzido por uma moçada que a plenos pulmões divulgava a palavra do Senhor. Então, fazia pelo menos uns dez anos que não topava com este parceiro. Trocamos perguntas sobre os demais conhecidos da época de colégio, o velho segundo grau – hoje ensino médio. Lembro que a figura era tri festeira. E dos mais fervorosos fãs de Ramones. De carteirinha mesmo. Sempre de Walkman, agitado, estilo punk e nem aí. Um camarada pra todas as horas. Enfim, seguimos trovando. Ele me pareceu mais desgastado, com uma fala pausada, mais centrado no que dizia. Estranhei, mas até aí, tudo bem. Recordamos de alguns momentos engraçados e percebi que até pra sorrir o cara estava mais contido. Me contou que seguia estudando e ainda morando na mesma cidade. Passei meu telefone para um contato posterior. Nas despedidas, tomei a liberdade em nome dos idos tempos e questionei se ele estava legal, se estava tudo bem. Foi quando olhou fundo nos meus olhos e proferiu sem rodeios e com uma convicção surpreendente: - Hoje estou bem. Muito bem. Bem mesmo. Renovou o fôlego e mandou sem respeitar qualquer limite de decibéis: - ALELUIA. Hoje ajudo na pregação. ALELUIA. Juro. Me assustei com a berraçada. Fiquei sem ação até entender o que estava acontecendo. E na seqüência veio a ladainha característica dos irmãos. Nos cumprimentamos e apurei o passo em direção ao Mercado Público. One, two, three, four....
Thursday, March 23, 2006
Rádios
Sempre fui louco por rádio. Tudo bem, confesso ter uma paixão pelas emissoras AM. Sou daqueles que leva o aparelho para o banheiro. Vício mesmo. Ossos do ofício, talvez. Enfim, mas o lance é o seguinte: pesquisando, encontrei um site bem interessante em que é possível ouvir AMs e FMs de todo Brasil e também do mundo. O link - Rádios - está ali no espaço Imprensa. Vale dar uma conferida. Bons sons.
Wednesday, March 22, 2006
A percussão é tudo
Tem uma comunidade no Orkut chamada "Se não tem no Google, não existe". Pois é. Há tempos vinha procurando mais informações sobre um músico que curti muito na minha passagem pelo extremo norte do país, fronteira com a Colômbia. Pra quem gosta de percussão, esse é um cara que recomendo. Pra quem é chegado num som caribenho, nem se fala. Vão aí alguns dados do cidadão. Grande sonoridade.Nome
Chichi Peralta
Origen
Santo Domingo - República Dominicana (1966)
Discografía
(1999) Pa' Otro La'o, (2000) De Veuelta Al Barrio
Los arreglos musicales estuvieron a cargo de él, al igual que la percusión. En De vuelta al barrio se fusiona el son con el jazz, el merengue con el guaguancó, el pop con ritmos africanos y la bachata con los brasileños y árabes, por mencionar algunos. En la grabación participaron la Orquesta Sinfónica de Londres y los coros de Luz Africa, sesiones grabadas en París, Francia. El primer corte es el que le da título al CD. La presentación de la segunda producción de Chichí Peralta y Son Familia será en el barrio que vio nacer al percusionista, en Ciudad Nueva en la capital dominicana.
Biografía
Chichi nació en 1966 en Santo Domingo, capital de República Dominicana. Durante 8 años trabajó como percusionista del famoso grupo "4-40", liderado por Juan Luis Guerra. En 1997, realizó el lanzamiento internacional de su primer disco en su país natal. Su carrera como músico se inicia a los 4 años cuando construyó su primer instrumento percusivo, una tambora. El primer álbum de su carrera, después de la exitosa participación al lado de Juan Luis Guerra, es ``Pa' Otro La'o", el cual produjo, arregló y coordinó. Algunos temas los compartió con la voz principal del grupo Son Familia, Jandy Felíz, quien en 1999 abandona la agrupación para iniciar su carrera solista.En 2000 se edita su nuevo trabajo, De Vuelta Al Barrio en el que participan los nuevos vocalistas, César Olarte y René Geraldino.
Tuesday, March 21, 2006
Singles
No final de semana tive a oportunidade de rever "Singles - Vida de Solteiro". Grande filme. Não sou crítico de cinema, nem sou dado a comentários sobre o assunto, mas recomendo o título. Para mim, se trata de um verdadeiro registro desta geração que curtiu boa parte da adolescência nos anos 90. Seguem algumas informações sobre o filme:Sinopse: Seattle, início dos anos 90. Várias histórias paralelas sobre jovens no começo da vida adulta, que estão preocupados em se firmar em suas carreiras e, principalmente, em encontrar o amor. O filme mostra diversos moradores de um mesmo prédio, que freqüentam a mesma cafeteria. Um deles é Steve Dunne (Campbell Scott), que conhece Linda Powell (Kyra Sedgwick) em um show de rock e aos poucos se apaixonam. Também é focado o relacionamento deles e a de amizade de Steve com Janet Livermore (Bridget Fonda), outra moradora do prédio, que quer conquistar um vizinho, Cliff Poncier (Matt Dillon), um roqueiro. Na verdade ela tem um envolvimento com ele, mas Cliff insiste que seja uma "relação aberta" e isto não agrada muito Janet, que está obcecada por Cliff e pensa em fazer um implante para aumentar os seios, pois acredita que isto agradará Cliff. Paralelamente Debbie Hunt (Sheila Kelley) anseia tanto por achar alguém que produziu um vídeo com alguns efeitos que lhe sirva como apresentação para futuros pretendentes.
Fonte: http://www.adorocinema.com/
Elenco:
Bridget Fonda (Janet Livermore)
Campbell Scott (Steve Dunne)
Kyra Sedgwick (Linda Powell)
Sheila Kelley (Debbie Hunt)
Jim True-Frost (David Bailey)
Matt Dillon (Cliff Poncier)
Bill Pullman (Dr. Jamison)
James LeGros (Andy)
Devon Raymond (Ruth)
Camilo Gallardo (Luiz)
Ally Walker (Pam)
Eric Stoltz (Mime)
Jeremy Piven (Doug Hughley)
Tom Skerrit (Prefeito Weber)
Tim Burton (Brian)
Paul Giamatti
Cameron Crowe
Ficha Técnica:
Título Original: Singles
Gênero: Comédia Dramática
Tempo de Duração: 99 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1992
Estúdio: Warner Bros. / Atkinson/Knickerbocker Productions
Distribuição: Warner Bros.Direção: Cameron Crowe
Roteiro: Cameron Crowe
Produção: Cameron Crowe e Richard Hashimoto
Música: Paul Westerberg
Fotografia: Tak Fujimoto e Ueli Steiger
Desenho de Produção: Stephen J. Lineweaver
Direção de Arte: Mark Haack
Figurino: Jane Ruhm
Edição: Richard Chew
Premiações: Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards, na categoria de Melhor Canção Original ("Would?")
Curiosidades:
- Vida de Solteiro foi inspirado na morte do cantor Andrew T. Wood.
- O diretor Tim Burton aparece em uma pequena ponta, como um diretor de vídeos
- O filme conta com a participação dos integrantes do Pearl Jam - Gossard, Vedder e Ament, que fizeram o papel de integrantes da banda Citizen Dick, encabeçada pelo ator Matt Dilon
- Singles mostra ainda parte de shows do Alice In Chains e Soundgarden
Quem te viu, quem tv
Há alguns dias me detive a acompanhar com mais atenção a programação da MTV. Numa destas noites acompanhei o jornal da emissora. Notei que mudou o cenário e os antigos apresentadores foram sacados. Com o Rafa e a Sarah já era complicado de se manter ligado no programa durante 30 minutos. Entretanto, nada é tão ruim que não possa ser varzeado mais um pouco. No atual Jornal da MTV, creio que a intenção era deixar o ambiente mais despojado, mas os caras erram a mão. Ficou tosco na mais pura concepção da palavra. Sem falar no conteúdo. Ou melhor, a falta dele. A Carla Lamarca não dá, né? Vamos combinar. Bonitinha, mas ordinária. E o Léo Madeira? Não é dos piores, mas botaram o rapaz numa fria. E aí o magrão não rende o que pode render, como no Top Top. O jornal foi somente a ponta do iceberg. Agora, alguém pode me dizer o que é essa onda teen? Caralho, quem são essas gêmeas que apareceram do nada e estão na programação? Ah, vão pra puta que pariu. Li uma matéria sobre as mudanças na emissora. Dizem os cabeças que a intenção destas trocas no time de VJs é deixar a MTV com a cara da audiência. Que absurdo. Mas pensando bem, esquecendo o calor da discussão, é isso mesmo. É a indústria da modinha, da padronização. As novas bandas cheiram a Strokes, os hard cores são medíocres e as adolescentes amam as bundudas da hora e suas musiquinhas pestilentas. A criatividade foi pro ovo. Dizia o Raulzito: falta cultura pra cuspir na estrutura. Que gente! Saudades do Fábio Massari.
Wednesday, March 15, 2006
De volta aos escritos e à musicalidade
Recentemente fomos ver os shows da Bleff e da Deus e o Diabo, no Casarão, em São Leopoldo. A festa foi muito legal. É sempre bom reencontrar velhos amigos e bater um papo amistoso, desabafar, curtir. Ainda não tinha visto as duas bandas – não ao vivo, apenas ouvido na internet. Estava curioso. E mais na expectativa ainda por saber que o baterista da Bleff é um dos caras mais parceiros de todos os tempos: grande Saraivada de Bala. Eles abriram a noite. Mandaram bem. Recomendo. E eu fiquei mais feliz por ver o quanto o Milton está espancando. Batendo firme, concentrado, dedicado, bumbo forte, pesado. Muito bom, meu bruxo. Na seqüência, DEOD. Uma apresentação conceitual, teatral, interessante. Depois teve a sonorização do Gramolix, que dispensa comentários. Está bonito esse cenário em São Léo. Diversidade musical e uma gurizada de fé na ativa. E novidades estão por chegar – Tu-pá, tu-pá, tu-pá.
Saturday, February 25, 2006
Uma homenagem para Layne Staley
Essa cara aí na foto é o guitarrista do Alice in Chains. E a notícia do momento, segundo o próprio Jerry Cantrell, é que a banda realmente vai voltar à atividade. Claro, com um novo vocalista. Só pra lembrar, Layne Staley morreu em 2002. Ele faleceu em casa, vítima de uma overdose, e seu corpo só foi encontrado dias depois. O substituto de Staley, no entanto, ainda não foi escolhido. De acordo com Cantrell, o retorno do Alice in Chains, será uma forma de homenagear a memória do ex-companheiro de grupo. Em 2005, a banda fez algumas apresentações beneficentes com vocalistas convidados. Além de Cantrell, seguem na barca os originais do Alice, Mike Inez, baixista, e Sean Kinney, na batera."Into the flood again
same old trip it was back then
so i made a big mistake
try to see it once my way"
Bons tempos da grungera.
Thursday, February 23, 2006
A volta
Olha só essa figura. Estilo Mumm-ha, renascido das cinzas, saindo da tumba, o ser eterno. Pois o Guns N´Roses, do senhor Axl Rose – sim porque a banda é dele, sem dúvida – é atração confirmada no festival inglês Download 2006, entre os dias nove e 11 de junho. O papo que rola é que finalmente serão conhecidas algumas das canções do tão esperado e quase lendário Chinese Democracy. O disco está pra ser lançado há pelo menos dez anos. Parece que agora vai. Neste mesmo festival, também sobem ao palco Metallica, Korn e Deftones.
Wednesday, February 22, 2006
1, 2, 3, 14...
Pois é. Não consegui me abster de falar alguma coisa sobre a passagem do U2 pelo Brasil. Os caras realmente surpreendem nas suas performances ao vivo. Isso sem contar o carisma e o engajamento em causas sociais. A parafernália sonora e televisiva que compõe o palco também ajuda a levar o público a uma espécie de catarse em multimídia. O Set List contemplou todas as épocas da banda – embora não tenham tocado Angel of Harlem nem Bad. É, mas não dá pra reclamar. Foi realmente uma apresentação de luxo. Me emocionei no final quando deixaram o palco, um a um, ao som de 40, ao velho estilo Under a Blood Red Sky. E com o Edge tocando baixo e o Adam, guitarra. Durante o show, no entanto, fiquei agoniado lá pelo meio do espetáculo. A voz do Bono ecoava rouca e cansada. Chegou a mudar algumas melodias para alcançar os tons mais altos. Não sei se ele foi arrebatado pelo calor – o cara suava como louco e nada de sacar a jaqueta, preta – ou estava guardando energias para a segunda noite. O certo é que o Edge salvou a pátria por várias vezes. Aliás, o homem tá cantando muito. Enfim, foi uma segunda-feira que entrou para a história. Pena que só rolou em São Paulo, pra variar.Foto: Flávio Florido/Folha Imagem
Thursday, February 16, 2006
Anger is a gift
Tudo bem, sei que a banda acabou. Mas sou um fã saudoso. Nos últimos dias, pra matar essa saudade, tenho escutado o Live at the Grand Olympic Auditorium. Caralho, pancadaria pura, sem cuspe e com areia, do início ao fim - segue o Set List no final. Não quero entrar no mérito sobre o que teria motivado o final do grupo. Audioslave é bom, mas acho que falta pegada. Quero dizer, não que eles não tenham, mas não igual ao RATM. O lance é que o Rage Against the Machine vertia uma química muito foda. O som era extremamente visceral, raivoso, com propósito. No entanto, por curiosidade, no Orkut, em comunidades dedicadas à banda, é possível encontrar uma gama de teorias sobre a separação dos caras. Algumas plausíveis e outras completamente estapafúrdias. E como a gente sempre tem aquela história de fases, atualmente, Bulls on Parade tem combinado mais comigo. Sem essa de Stones e U2. Eu quero mais é RAGE, RAGE, RAGE... – risos.SET LIST - Live at the Grand Olympic Auditorium – Novembro de 2003
Bulls on Parade
Bullet in the Head
Born of a Broken Man
Killing in the Name
Calm Like a Bomb
Testify
Bombtrack
War Within a Breath
I'm Housin'
Sleep Now in the Fire
People of the Sun
Guerrilla Radio
Kick Out the Jams
Know Your Enemy
No Shelter
Freedom
Bom, né?
Monday, February 13, 2006
As bandas no final de semana
O Black Nê chamou a atenção entre uma e outra cerveja: da Hermano, só falta o Cristiano – assim como nesta foto. E no final da noite de sábado, estávamos os quatro – os remanescentes - falando sobre a banda. É legal saber que a Hermano Chiapas deixou saudades, pelo menos entre nós. Por isso, no momento, estudamos uma maneira de reativarmos o grupo. De qualquer forma, seja lá o que for acontecer, já me sinto feliz de ter participado de algo que foi tão marcante. Não me arrependo de nada, pois tudo foi feito com o coração e com ideologia. Pra mim, foi a mais sincera forma de expressão que tive contato até hoje. De minha parte, estarei sempre pronto para encarar novos desafios, ainda mais estando ao lado dessa rapaziada verdadeiramente de fé.Na foto da esq. p/ dir: Ricardo, Carolos, yo e Black Nê.
Florbela
Fomos ver a Florbela Espanca na Feira Popular Zona Norte, em São Léo, no sábado. Bom, quanto à banda, sou suspeito. Os caras mandam tri bem. Só tem gente boa. Além de parceiros, ótimos músicos, profissionais. Recomendo. Eles tocam no próximo dia 4 no Casarão, em São Léo, no Gramo Rock Fest.
Friday, February 10, 2006
Fotojornalismo

AMSTERDÃ (Reuters) - Uma fotografia da Reuters mostrando uma mãe e seu filho em um centro de alimentação de emergência no Níger durante a recente crise de fome no local ganhou o prêmio de Foto do Ano do World Press 2005, disseram os organizadores na sexta-feira.
A fotografia, tirada pelo canadense Finbarr O'Reilly em Tahoua, noroeste de Níger, em 1 de agosto de 2005, mostra os dedos magros de um bebê de um ano pressionados contra os lábios de sua mãe.
Um enxame de gafanhotos e a pior seca em décadas deixaram milhões de pessoas sem comida no país do oeste africano.
"A fotografia vem me assombrando desde que a vi pela primeira vez, há duas semanas", disse James Colton, presidente do júri do World Press. "Ela permaneceu na minha cabeça, mesmo depois de ter visto outras milhares durante a competição."
"Essa imagem tem tudo: beleza, horror e desespero."
A fotografia foi escolhida entre 83.044 imagens feitas por 4.448 fotógrafos profissionais -- 182 a mais do que em 2004 -- de 122 países.
Wednesday, February 08, 2006
A cultura dos opressores esmaga minha mente
Vem aí, então, mais um Planeta Atlântida. E as atrações para este ano? Nem precisa estar com a lista na mão para citar a maioria das bandas. São praticamente sempre as mesmas. Pra piorar, é quase certo que na próxima edição não deveremos ter maiores novidades. Pelo menos, os últimos anos de Planeta têm provado isso. E olha que essa safrinha que está por aí é de doer, salvo, algumas raras exceções. Será que, ao menos, a organização não poderia reduzir pela metade o grupo do seis por meia-dúzia e pagar uma atração verdadeiramente de peso? Acho que o festival ganharia muito em maturidade, qualidade sonora e visibilidade. Já que shows de grande porte dificilmente chegam até o sul do país, a estrutura do evento poderia dar este apoio. Sem mais para o momento, vale o exercício da imaginação ou da futurologia: vamos projetar que duas ou três dessas atrações – as sócias, para agradar os devotos – abririam a noite. E pra fim de festa, em grande estilo, teríamos no palco System of a Down. Bah! e mais toda gama de interjeições. É, eu sei, viajei, né? Enfim, perdão, foram cinco minutos de bobeira. Acontece.
Tuesday, February 07, 2006
Gramolix
Hoje recebi – não só eu, mas um povo - o e-mail de uma figuraça. É um parceiro da antiga, bem da antiga, dos tempos do Vira e tudo mais. Pois o recado, intitulado como Gramo Rock Fest, trazia o seguinte conteúdo: COMEMORANDO 31 INVERNOS ANTECIPADAMENTE EM 04/03 CONVIDO A TODOS OS AMIGOS PARA ESSA FESTANÇA LÁ NO CASARÃO.SERÃO 4 BANDAS :
* MAJJORS
* FLORBELA ESPANCA
* ALICE FUZZ
* KHARENKHORE
DISCOTECAGEM DOS MEUS AMIGOS DUDU, PAULO E TAMBÉM PITACOS MEUS E DE OUTROS. A TÔNICA DO SOM SERÁ ROCK CLÁSSICO, ALGUMAS MAIS PESADINHAS, ROCK E POP OITENTISTA E TAMBÉM ALGUM ELETRÔNICO. A BRINCADEIRA COMEÇA PELAS 23:00 SEM HORA PRA TERMINAR. OS INGRESSOS SÃO A BAGATELA DE 5,00 MANGOS. ESPERO VÊ-LOS TODOS, PELO MENOS OS QUE ESTÃO MAIS PERTO. ABRAÇO E ATÉ LÁ!
Achei que deveria reproduzir na íntegra, afinal, o Gramo é um entusiasta incansável desta cultura rock. No final de semana, lá mesmo, no Casarão, trocamos uma idéia - eu, ele e o mexicano - sobre música e iniciativas que possam promover a valorização das bandas locais. O cara está cheio de planos, faceiro, e otimista que 2006 seja um ano de grandes novidades e realizações diversas. E no que precisar, pode contar com a gente. Vamo que vamo.
* MAJJORS
* FLORBELA ESPANCA
* ALICE FUZZ
* KHARENKHORE
DISCOTECAGEM DOS MEUS AMIGOS DUDU, PAULO E TAMBÉM PITACOS MEUS E DE OUTROS. A TÔNICA DO SOM SERÁ ROCK CLÁSSICO, ALGUMAS MAIS PESADINHAS, ROCK E POP OITENTISTA E TAMBÉM ALGUM ELETRÔNICO. A BRINCADEIRA COMEÇA PELAS 23:00 SEM HORA PRA TERMINAR. OS INGRESSOS SÃO A BAGATELA DE 5,00 MANGOS. ESPERO VÊ-LOS TODOS, PELO MENOS OS QUE ESTÃO MAIS PERTO. ABRAÇO E ATÉ LÁ!
Achei que deveria reproduzir na íntegra, afinal, o Gramo é um entusiasta incansável desta cultura rock. No final de semana, lá mesmo, no Casarão, trocamos uma idéia - eu, ele e o mexicano - sobre música e iniciativas que possam promover a valorização das bandas locais. O cara está cheio de planos, faceiro, e otimista que 2006 seja um ano de grandes novidades e realizações diversas. E no que precisar, pode contar com a gente. Vamo que vamo.
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