- TOM FORTUNATO
- Estou em direção à névoa da cidade. O cheiro de fritura dá a noção da chegada. E sobre a ponte vejo o rio gotejar, lá embaixo. Libertação dos sentidos!!!!
Wednesday, August 23, 2006
Vamo que vamo
Como diria o Rappin Hood, passei pra deixar um salve pras parceiras e pros parceiros. A correria tá grande, mas na seqüência vou postar por aqui coisas bem legais que ocorreram em Porto Alegre nos últimos dias, como a Seletiva Estadual de Basquete de Rua, realizada pela Cufa-RS. Vai ter fotinho e tudo mais. Deixo também uma sugestão de som, que achei massa: Zumbira e os Palmares. Os caras tem pegada e mesclam tri bem samba, rock e outros ritmos. Abraços. Voltaremos.
Friday, July 28, 2006
Previsão completa
Coloquei ali no espaço dos serviços o link da MetSul Meteorologia. O site dos caras está muito bom. Além da previsão completa e dos mapas prognósticos, é possível conferir diversas matérias e curiosidades relacionadas aos fenômenos da natureza. E mais: tem a chancela de nomes como Eugenio Hackbart e Luiz Fernando Nachtigall, os principais meteorologistas do RS - esses acertam mesmo. Vale dar uma olhada.
Confraria Castro Alves
Num dos posts anteriores falei sobre o Programa Confraria Castro Alves, veiculado na TV Assembléia. Então, volto a convidá-los a prestigiar este espaço. No domingo agora, dia 30, os convidados são os seguintes:
Rita da Silva – Vice-presidente do Quilombo da Família Silva
Onir Araújo – Movimento Negro Unificado – Advogado do Quilombo Silva
Pauta: Situação dos Quilombolas – Situação do Quilombo do Silva, primeiro Quilombo Urbano reconhecido no Brasil
Malu Viana – Central Única das Favelas RS – Cufa RS
Pauta: União da Juventude Negra na América Latina
Lúcia Brito – ONG Maria Mulher
Pauta: Trabalho da entidade – suas experiências no Movimento Negro
O Confraria Castro Alves vai ao ar todos os domingos, às 16h, no canal 16 da net. Também pode ser conferido na Internet, no site da Assembléia Legislativa, no link da TV Assembléia.
Apresentação: Professor Pernambuco
Produção: Claiton Fortunato
Rita da Silva – Vice-presidente do Quilombo da Família Silva
Onir Araújo – Movimento Negro Unificado – Advogado do Quilombo Silva
Pauta: Situação dos Quilombolas – Situação do Quilombo do Silva, primeiro Quilombo Urbano reconhecido no Brasil
Malu Viana – Central Única das Favelas RS – Cufa RS
Pauta: União da Juventude Negra na América Latina
Lúcia Brito – ONG Maria Mulher
Pauta: Trabalho da entidade – suas experiências no Movimento Negro
O Confraria Castro Alves vai ao ar todos os domingos, às 16h, no canal 16 da net. Também pode ser conferido na Internet, no site da Assembléia Legislativa, no link da TV Assembléia.
Apresentação: Professor Pernambuco
Produção: Claiton Fortunato
Tuesday, July 18, 2006
Cultura Negra Part.2
No domingo acompanhei na TVE o documentário "Brasil Eterno Quilombo". Trata-se de uma produção que, além de denunciar o racismo no país, baseado em estatísticas oficiais, também exaltou a valorização do negro nos diversos aspectos. Trouxe depoimentos de militantes do movimento, expoentes como Oliveira Silveira. Muito bem produzido, roteiro e fotografia maravilhosos. E ainda, emocionantes os ritos, as rezas referentes às religiões de matriz africana, interpretadas entre poesias e o som do atabaque. O vídeo também foi exibido sábado, no Memorial do Rio Grande do Sul. Além disso, concorre em dois festivais: Gramado Cine Vídeo Nacional e Regional, no Festival de Gramado, e no EXPOCOM de Minas Gerais, na categoria melhor documentário universitário. No mais, estou muito feliz porque este filme foi idealizado e editado por um grande irmão: Júlio Ferreira, mais conhecido como Julinho. Figuraça. Um cara tri do bem, grande aliado. Detonou, meu bruxo. Suerte, mano.
Monday, July 17, 2006
Cultura Negra
Há quase um ano venho trabalhando na produção de um programa voltado para a cultura negra. Chama-se Confraria Castro Alves. Vai ao ar todos os domingos, às 16h , na TV Assembléia, canal 16 da Net. O espaço congrega debates sobre igualdade racial, cotas, educação, juventude, saúde, religiosidade, violência e artes. É um programa pioneiro nas emissoras legislativas em relação à esta temática. No Programa que vai ao ar no próximo dia 23, o apresentador, professor Pernambuco, conversará com a advogada Letícia Lemos da Silva, com o professor de História, Arilson Gomes, e com o Babalorixá, Baba Diba de Yemonja. Um dos pontos da pauta irá tratar sobre a Lei 10.639/03, que dispõe sobre a inclusão da cultura negra no currículo escolar. Vale a pena acompanhar. Os depoimentos são bastante significativos e merecem que fiquemos atentos a questões como estas para a construção de uma sociedade mais justa. O Programa pode ser acompanhado também pela Internet, no site da Assembléia Legislativa.
Dica de leitura do professor Arilson:
Educando pela Diversidade Afrobrasileira e Africana – Jorge Arruda
OBS: O livro pode ser encontrado no Museu Antropológico do Rio Grande do Sul
Dica de leitura do professor Arilson:
Educando pela Diversidade Afrobrasileira e Africana – Jorge Arruda
OBS: O livro pode ser encontrado no Museu Antropológico do Rio Grande do Sul
Thursday, July 13, 2006
O marketing furado e a pseudo-intelectualidade
Dias atrás encontrei um amigo que agora trabalha em Brasília. Falamos dos ossos do ofício e sobre o quase sacerdócio relativo à nossa atividade. Diversos assuntos, enfim. Mas a parte que mais rendeu foi quando entramos no quesito música – bandas, underground sonoro, ideologia dos grupos, etc. Ele me contou de um cenário bem legal que rola por lá. Lamentou, porém, a falta de criatividade que poderia separar o joio do trigo. A produção em série acaba fazendo tudo soar como punheta em cabo de vassoura. E pra piorar, acrescentei, poucos, muito poucos, são os que conseguem estabelecer um simples diálogo com o público. Além disso, divagamos, é um certo egoísmo montar uma banda apenas por diversão. Creio, disse, se faz necessário ter consciência social sobre o verdadeiro papel que um grupo pode exercer no ambiente onde está inserido. Como isto pode acontecer? Resposta: através, basicamente, da produção de conhecimento. Sempre haverá público. E uma banda medíocre, atrai um público medíocre, numa relação de ação e conseqüência. O amigo de Brasília foi mais longe, avaliou: a superficialidade dos nossos tempos produz os pseudo-intelectuais. São aqueles que fazem alarde dos milhões de livros que acabaram de ler, mas que quando questionados sobre a influência dessas obras no contexto da sua produção, acabam patinando nas decorebas, nas frases prontas, no clichê. Nomes de bandas também, ressaltou, muitas vezes, têm o efeito contrário, o marketing furado. Em algumas ocasiões, nem os próprios integrantes sabem ao certo o que significa. Ou sabem superficialmente, perdendo, assim, a oportunidade de passar uma mensagem consistente e repleta de significados para, quem sabe, um posterior debate sobre a questão. Seguimos a cagação de tese até o final da última garrafa de vinho. Aí o leitor pode questionar: quem vocês pensam que são? Prestem atenção nas alternativas:
a) dois cuzões
b) dois pseudo-intelectuais falando de seus páreas
c) dois abobados sem talento que foram refugados por suas bandas
d) dois desocupados e rançosos
e) todas alternativas estão corretas
a) dois cuzões
b) dois pseudo-intelectuais falando de seus páreas
c) dois abobados sem talento que foram refugados por suas bandas
d) dois desocupados e rançosos
e) todas alternativas estão corretas
Wednesday, June 28, 2006
Da série letras ótimas e versões maravilhosas nº1

Todos Estão Surdos
Autoria: Roberto Carlos
Versão: Chico Science e Nação Zumbi
Autoria: Roberto Carlos
Versão: Chico Science e Nação Zumbi
Desde o começo do mundo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo
Tanta gente se esqueceu
Que a verdade não mudou Quando a paz foi ensinada
Que a verdade não mudou Quando a paz foi ensinada
Pouca gente escutou
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Outro dia, um cabeludo falou: Não importam os motivos da guerra A paz ainda é mais importante que eles.
Esta frase vive nos cabelos encaracolados
Das cucas maravilhosasMas se perdeu no labirinto
Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos!
Tanta gente se esqueceu
Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu Amigo volte logo
Vem olhar pelo meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Um dia o ar se encheu de amor
E em todo o seu esplendor as vozes cantaram.
Seu canto ecoou pelos campos
Subiu as montanhas e chegou ao universo
E uma estrela brilhou mostrando o caminho
Glória a Deus nas alturas
E paz na Terra aos homens de boa vontade
Tanta gente se afastou
Do caminho que é de luz
Pouca gente se lembrou
Da mensagem que há na cruz
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
Que o amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Outro dia, um cabeludo falou: Não importam os motivos da guerra A paz ainda é mais importante que eles.
Esta frase vive nos cabelos encaracolados
Das cucas maravilhosasMas se perdeu no labirinto
Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos!
Tanta gente se esqueceu
Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu Amigo volte logo
Vem olhar pelo meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Um dia o ar se encheu de amor
E em todo o seu esplendor as vozes cantaram.
Seu canto ecoou pelos campos
Subiu as montanhas e chegou ao universo
E uma estrela brilhou mostrando o caminho
Glória a Deus nas alturas
E paz na Terra aos homens de boa vontade
Tanta gente se afastou
Do caminho que é de luz
Pouca gente se lembrou
Da mensagem que há na cruz
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
Que o amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Tuesday, June 27, 2006
Ray
Gosto de cinema, mas como um mero expectador. Não sou dado a cagação de teses, até porque nem tenho conhecimento para isso. O fato é que recentemente vi o filme Ray. Tudo bem, confesso ainda que nesta área estou completamente defasado. A película estreou por aqui há horas, mas só agora consegui degustá-la. E falo em saborear porque foi como me senti vendo esta grande obra. É de uma sensibilidade incrível e mostra a trajetória de um dos maiores músicos que já passaram por esta existência. Mr. Charles reunia todas as qualidades sonoras em um só cidadão. Ouvido mais que absoluto, dom aguçado além da conta em função da cegueira como forma de compensar a falta de visão. Ah, e Jamie Foxx está perfeito no papel título. Para os atrasados como eu que ainda não assistiram, vale a pena conferir.
Monday, June 26, 2006
Zulu Nation

...Saca só todo mundo que eu não vou repetir
Intelecto da rua pronto prá se divertir
E aproveito cada instante como o ar que eu respiro
Saco a cidade sem precisar resolver no tiro
Da Central do Brasil a Plane Station
Os mandamentos que eu sigo são da Zulu Nation
E mesmo que não deixem
E ainda que se queixem
As portas que se abrem parceiro
Nunca mais fecham...
Neste trecho da letra de Vai Vendo, Marcelo D2 cita a Zulu Nation. Se trata de uma organização não-governamental, criada em 21 de novembro de 1973 por Kevin Donovan, conhecido mundialmente como Africa Bambaataa. Essa figura é considerada o pai do Hip Hop. Bambaataa nasceu e foi criado no Bronx, um dos bairros mais violentos e pobres de Nova York. Na juventude chegou a fazer parte de uma gangue chamada Black Spades. No decorrer, conscientizou-se da importância de pregar uma cultura de ressocialização. A Zulu Nation é isso. Preconiza paz, amor, união, trabalho, liberdade, fé em Deus e diversão. Mais: promove palestras enfocando temas como saúde, economia e ciências. Um exemplo de iniciativa que tirou da marginalidade muita gente boa e com potencial enorme a ser explorado nas diversas áreas culturais e artísticas. A ZN devolveu a muitos deles a auto-estima e a esperança de um futuro melhor.
Saturday, June 24, 2006
Insônia parte 1
É impressionante a capacidade que algumas pessoas têm de fazer barulho. Eu, particularmente, me incomodo com muito silêncio. A ausência de som me causa pânico. Preciso, por exemplo, constantemente de um rádio ligado na AM pra pensar melhor. Mas tudo tem limite. Hora de dormir é hora de dormir. Atualmente, em função da correria – trampo, etc, tenho me entregado aos sonhos por apenas seis horas diárias. Então, é imperativo que este pouco tempo de inércia seja aproveitado da melhor maneira possível para que as energias possam ser restabelecidas. Enfim, mas quando se é vizinho de Veronica Mars às avessas o seu descanso fatalmente estará comprometido. Pois bem, a própria protagonista da série já é um pé no saco, mas nada comparado com P. Chatista, a adolescente tapada. Não raro, por volta da uma da madrugada, somos abruptamente despertados por suas risadas desproporcionais que mais parecem um relincho. Ah, e ela nunca está sozinha. Sempre alguém da turma, que convencionei chamar de entulho, a acompanha na saga das palhaçadas noturnas. E aí você vai me perguntar: mas e os pais dessa menina? Eu respondo: bem...deixa pra lá. O que posso dizer? Enfim, QUE GENTE!!!!!!!!!!!!! (continua)
Thursday, June 22, 2006
"Homem na Estrada" - RMc's
Pois é, moçada. Precisei passar um tempo fora para recobrar a consciência. Sinceramente, pensei em terminar com este espaço. Porém, com a cabeça mais fria, pude avaliar melhor a idéia. Resolvi, então, continuar tocando o barco. Enfim. Foi um período para colocar a casa no lugar, reforçar algumas convicções e projetar os próximos passos. Agradeço às amigas Clau, Andrea e à Cíntia, minha Risoflora, pela grande força nesta entre-safra intelecto-social-psicológica. Na seqüência, vamos aos posts.
Ouvindo Ed Motta – Vamos Dançar – Meio Bom, hehehe.
Ouvindo Ed Motta – Vamos Dançar – Meio Bom, hehehe.
Tuesday, May 09, 2006
Degenerativo
Terminou a criatividade, por isso, estou largando de mão este espaço. Vou deixá-lo no ar por mais alguns dias e fim. Não sei mais sobre o que escrever, não tenho mais disposição nem incentivo. Esgotei de vez o processo de composição. Daqui não sai mais nada. Tento, mas a inspiração tirou férias e abriu precedente para a crise no processo descritivo. A falta de talento é uma realidade.
Thursday, May 04, 2006
Tim beleza
MATÉRIA PUBLICADA NA REVISTA ISTO É DESTA SEMANA.
Chega às lojas o CD Tim Maia racional,o cultuado disco que o cantor gravou comofiel da seita Universo em Desencanto eque lançou o hit Que beleza
Os fãs de Tim Maia sempre peregrinarampelos sebos musicais em busca de seu discomais raro: Tim Maia racional, de 1975. Agora a peregrinação acabou. Está nas lojas a versão remasterizada desse álbum, cujas cançõesforam feitas sob a forte influência da seitaUniverso em Desencanto, da qual o cantor foi naquela época um fiel seguidor. A expectativa de que o disco fosse relançado é explicável: mais do que divulgar os fundamentos da crença criada pelo líder espiritual Manoel Jacinto Coelho, o “grão-mestre varonil”, Tim Maia racional é composto por excelentes músicas e influenciou toda uma geração de artistas ao injetar na MPB elementos do funk, do soul e do gospel. Com o passar do tempo, o disco virou uma raridade porque o próprio Tim mandou retirá-lo do mercado quando se desencantou com a Universo em Desencanto – uma mixórdia mística que pregava a opção pela pindaíba, mas ganhava dinheiro com seus crentes. Tim Maia rompeu com ela quando percebeu que, graças às suas canções, a venda dos livros sobre a seita aumentava e engordava a conta bancária de seus líderes. “Como era louco, mas não era burro, Tim saiu, ao seu estilo, quebrando tudo e esculhambando o ex-guru”, diz o produtor musical e compositor Nelson Motta, que está escrevendo a biografia do cantor. Essa fase teve, no entanto, um saldo em sua vida. “Ele estava fumando, cheirando, bebendo e picando todas. Brigava com meio mundo e estava sem gravadora e sem dinheiro. Ao abraçar a Universo em Desencanto, produziu dois discos sensacionais”, diz Motta.
Não foi somente o “síndico” (apelido que Tim ganhou de Jorge Benjor) queentrou de cabeça na seita – uma mistura de umbanda com gente que se achava extraterrestre e prometia a salvação através da “imunização racional”. Todosos integrantes de sua banda, vestidos de branco nos shows, embarcaram nessa viagem. “Paramos com as drogas e todos os dias fazíamos reuniões para lero orelhudo, que era como Tim chamava o livro de ensinamentos”, diz o músico Serginho Trombone. O músico acompanhou o dia em que Tim decidiu se livrardos bens materiais, doando todos os objetos de seu apartamento no bairrocarioca de Copacabana. Na leva de doações foram até os brinquedos dos filhos.“A única coisa que o papai deixou foi o meu violãozinho. Quando olho minhasfotos de bebê, sempre estou com roupinhas brancas”, diz o cantor Léo Maia, um dos três filhos do artista.
Se as músicas de Tim Maia racional foram compostas para ser hinos religiosos,é certo que se prestam também ao mundo profano. De todas elas, a mais difundida é Imunização racional (Que beleza): “Que beleza é sentir a natureza/ ter certezapra onde vai e de onde vem.” Marisa Monte, Gal Costa, Sandra de Sá e ToniGarrido já a incluíram em seus shows. A canção O caminho do bem fez parteda trilha do premiadíssimo filme Cidade de Deus. E em festinhas de faculdade que se preze não pode faltar o hit Guiné Bissau Moçambique e Angola racional, em que Tim brada com seu vozeirão: Numa relax/numa tranqüila/numa boa. “Na verdade, as bases de Tim Maia racional eram parte de outro disco que estava para ser lançado. Mas, no meio do caminho, ele entrou para a seita, mandou tirar todas as vozes das canções originais e colocou as letras louvando a Universo em Desencanto”, diz João Marcello Bôscoli, presidente da Trama, selo responsável pelo relançamento do disco. Ele faz parte do time de fãs que percorreram os sebos em busca do vinil: “Encontrei, comprei, mas pesou no bolso. Cobram de R$ 500 a R$ 800.” Uma das provas da raridade do álbum é que, até recentemente, nem Léo Maia, herdeiro de Tim, possuía um exemplar legítimo em sua discoteca. “Eu ouvia um piratinha, até que uma fã do meu pai me presenteou com o vinil num show em Brasília”, diz ele. “Desde então, sempre que canto Imunização racional agradeço a essa senhora. Grande dona Vera!”
Chega às lojas o CD Tim Maia racional,o cultuado disco que o cantor gravou comofiel da seita Universo em Desencanto eque lançou o hit Que belezaOs fãs de Tim Maia sempre peregrinarampelos sebos musicais em busca de seu discomais raro: Tim Maia racional, de 1975. Agora a peregrinação acabou. Está nas lojas a versão remasterizada desse álbum, cujas cançõesforam feitas sob a forte influência da seitaUniverso em Desencanto, da qual o cantor foi naquela época um fiel seguidor. A expectativa de que o disco fosse relançado é explicável: mais do que divulgar os fundamentos da crença criada pelo líder espiritual Manoel Jacinto Coelho, o “grão-mestre varonil”, Tim Maia racional é composto por excelentes músicas e influenciou toda uma geração de artistas ao injetar na MPB elementos do funk, do soul e do gospel. Com o passar do tempo, o disco virou uma raridade porque o próprio Tim mandou retirá-lo do mercado quando se desencantou com a Universo em Desencanto – uma mixórdia mística que pregava a opção pela pindaíba, mas ganhava dinheiro com seus crentes. Tim Maia rompeu com ela quando percebeu que, graças às suas canções, a venda dos livros sobre a seita aumentava e engordava a conta bancária de seus líderes. “Como era louco, mas não era burro, Tim saiu, ao seu estilo, quebrando tudo e esculhambando o ex-guru”, diz o produtor musical e compositor Nelson Motta, que está escrevendo a biografia do cantor. Essa fase teve, no entanto, um saldo em sua vida. “Ele estava fumando, cheirando, bebendo e picando todas. Brigava com meio mundo e estava sem gravadora e sem dinheiro. Ao abraçar a Universo em Desencanto, produziu dois discos sensacionais”, diz Motta.
Não foi somente o “síndico” (apelido que Tim ganhou de Jorge Benjor) queentrou de cabeça na seita – uma mistura de umbanda com gente que se achava extraterrestre e prometia a salvação através da “imunização racional”. Todosos integrantes de sua banda, vestidos de branco nos shows, embarcaram nessa viagem. “Paramos com as drogas e todos os dias fazíamos reuniões para lero orelhudo, que era como Tim chamava o livro de ensinamentos”, diz o músico Serginho Trombone. O músico acompanhou o dia em que Tim decidiu se livrardos bens materiais, doando todos os objetos de seu apartamento no bairrocarioca de Copacabana. Na leva de doações foram até os brinquedos dos filhos.“A única coisa que o papai deixou foi o meu violãozinho. Quando olho minhasfotos de bebê, sempre estou com roupinhas brancas”, diz o cantor Léo Maia, um dos três filhos do artista.
Se as músicas de Tim Maia racional foram compostas para ser hinos religiosos,é certo que se prestam também ao mundo profano. De todas elas, a mais difundida é Imunização racional (Que beleza): “Que beleza é sentir a natureza/ ter certezapra onde vai e de onde vem.” Marisa Monte, Gal Costa, Sandra de Sá e ToniGarrido já a incluíram em seus shows. A canção O caminho do bem fez parteda trilha do premiadíssimo filme Cidade de Deus. E em festinhas de faculdade que se preze não pode faltar o hit Guiné Bissau Moçambique e Angola racional, em que Tim brada com seu vozeirão: Numa relax/numa tranqüila/numa boa. “Na verdade, as bases de Tim Maia racional eram parte de outro disco que estava para ser lançado. Mas, no meio do caminho, ele entrou para a seita, mandou tirar todas as vozes das canções originais e colocou as letras louvando a Universo em Desencanto”, diz João Marcello Bôscoli, presidente da Trama, selo responsável pelo relançamento do disco. Ele faz parte do time de fãs que percorreram os sebos em busca do vinil: “Encontrei, comprei, mas pesou no bolso. Cobram de R$ 500 a R$ 800.” Uma das provas da raridade do álbum é que, até recentemente, nem Léo Maia, herdeiro de Tim, possuía um exemplar legítimo em sua discoteca. “Eu ouvia um piratinha, até que uma fã do meu pai me presenteou com o vinil num show em Brasília”, diz ele. “Desde então, sempre que canto Imunização racional agradeço a essa senhora. Grande dona Vera!”
Friday, April 28, 2006
Que dupla!
Olha que a fu. O Quentin Tarantino vai rodar a história de Jimi Hendrix. O maluco, diretor de Cães de Aluguel e Pulp Fiction, acaba de assinar o contrato pra filmar a cinebiografia do guitarrista. O roteiro até já teria sido aprovado por Tarantino e a produção segue a todo vapor. As filmagens em si começam no final do ano, em Seattle. O projeto, inclusive, vai ter a colaboração de Leon, irmão de Hendrix.
Na estrada
Bah, bons tempos da Unidade Móvel da Unisinos FM. Trampo massa, circulando pelas ruas do Vale. Muita sonzera, parcerias e diversas histórias. Foi uma escola bem legal. Pena que as coisas vão se perdendo. Enfim. Ah, e o motora do Kombão era um figuraça. Bruxaria total e irrestrita: Rogério Mittman. Ainda ficamos na deva de um segundo churras.
Monday, April 17, 2006
Sons para alma
Aos poucos a Hermano Chiapas vai tomando forma e se reestruturando. Os ensaios retornaram. O entusiasmo de voltarmos a discutir música - estrutura, peso, harmonia, letra, etc - revigora o cidadão. Estar cercado de ótimos músicos também é uma forma de aprendizagem constante. Neste domingo, passamos mais uma vez as próprias. Novas opiniões deram mais consistência à sonoridade. A banda vai ganhando em maturidade e espontaneidade com o empenho da moçada. Tudo isso sem deixar de lado o engajamento social nas composições. Me deixou feliz também o fato de o Viktor V. ter acompanhado o ensaio. É um cara que respeito por tudo que representa no cenário musical da região. É uma figura que tem história. E partiu dele o comentário de que o som está “agressivo”. A força dos amigos nesta jornada é tudo. De maneira rápida ainda conversamos sobre um projeto a la Temple of the Dog. Na seqüência mais informações. Arriba HC e FB.
Thursday, April 13, 2006
Quando Alice não é bem vindo
Pois é. Sabe quando você trabalha mais que cavalo de madeireira? Sabe quando este esforço todo parece não estar lhe rendendo grande coisa do ponto de vista profissional-financeiro-intelectual? Sabe quando se estuda, lê, e ao mesmo tempo parece que a cada dia você está mais ignorante? Sabe quando você começa a perder a confiança na justiça do destino? Sabe quando você está extremamente cansado? Sabe quando você está totalmente sem paciência? Sabe quando você não consegue escrever nada que preste? Sabe quando você percebe os FDPs se dando bem? Sabe quando você está quase jogando a toalha? Sabe quando você se arrepende de ter escolhido fazer o que gosta? Sabe quando você começa a pensar em vender picolé, churrasquinho, rapadura, meias? Sabe quando você não sabe mais porque ter um blog? Sabe quando os feriados não fazem mais diferença? Sabe quando você acha que precisa fazer alguma coisa bem radical? Sabe quando você começa a ter certeza de que vai passar por aqui e não vai deixar um legado produtivo para as novas gerações? Pois é. Qual seria a música salvadora para situações como esta? Vou tentar me distrair nesta busca. Uma certeza: pelo menos por enquanto descarto Love, hate, love. E assim é.
Wednesday, April 12, 2006
E o hey ho let's go ficou na história
Na última quarta-feira encontrei no centro de Porto Alegre um grande amigo do passado. Paramos para bater um papo entre os gritos de “aleluia, aleluia". O coro era produzido por uma moçada que a plenos pulmões divulgava a palavra do Senhor. Então, fazia pelo menos uns dez anos que não topava com este parceiro. Trocamos perguntas sobre os demais conhecidos da época de colégio, o velho segundo grau – hoje ensino médio. Lembro que a figura era tri festeira. E dos mais fervorosos fãs de Ramones. De carteirinha mesmo. Sempre de Walkman, agitado, estilo punk e nem aí. Um camarada pra todas as horas. Enfim, seguimos trovando. Ele me pareceu mais desgastado, com uma fala pausada, mais centrado no que dizia. Estranhei, mas até aí, tudo bem. Recordamos de alguns momentos engraçados e percebi que até pra sorrir o cara estava mais contido. Me contou que seguia estudando e ainda morando na mesma cidade. Passei meu telefone para um contato posterior. Nas despedidas, tomei a liberdade em nome dos idos tempos e questionei se ele estava legal, se estava tudo bem. Foi quando olhou fundo nos meus olhos e proferiu sem rodeios e com uma convicção surpreendente: - Hoje estou bem. Muito bem. Bem mesmo. Renovou o fôlego e mandou sem respeitar qualquer limite de decibéis: - ALELUIA. Hoje ajudo na pregação. ALELUIA. Juro. Me assustei com a berraçada. Fiquei sem ação até entender o que estava acontecendo. E na seqüência veio a ladainha característica dos irmãos. Nos cumprimentamos e apurei o passo em direção ao Mercado Público. One, two, three, four....
Thursday, March 23, 2006
Rádios
Sempre fui louco por rádio. Tudo bem, confesso ter uma paixão pelas emissoras AM. Sou daqueles que leva o aparelho para o banheiro. Vício mesmo. Ossos do ofício, talvez. Enfim, mas o lance é o seguinte: pesquisando, encontrei um site bem interessante em que é possível ouvir AMs e FMs de todo Brasil e também do mundo. O link - Rádios - está ali no espaço Imprensa. Vale dar uma conferida. Bons sons.
Wednesday, March 22, 2006
A percussão é tudo
Tem uma comunidade no Orkut chamada "Se não tem no Google, não existe". Pois é. Há tempos vinha procurando mais informações sobre um músico que curti muito na minha passagem pelo extremo norte do país, fronteira com a Colômbia. Pra quem gosta de percussão, esse é um cara que recomendo. Pra quem é chegado num som caribenho, nem se fala. Vão aí alguns dados do cidadão. Grande sonoridade.Nome
Chichi Peralta
Origen
Santo Domingo - República Dominicana (1966)
Discografía
(1999) Pa' Otro La'o, (2000) De Veuelta Al Barrio
Los arreglos musicales estuvieron a cargo de él, al igual que la percusión. En De vuelta al barrio se fusiona el son con el jazz, el merengue con el guaguancó, el pop con ritmos africanos y la bachata con los brasileños y árabes, por mencionar algunos. En la grabación participaron la Orquesta Sinfónica de Londres y los coros de Luz Africa, sesiones grabadas en París, Francia. El primer corte es el que le da título al CD. La presentación de la segunda producción de Chichí Peralta y Son Familia será en el barrio que vio nacer al percusionista, en Ciudad Nueva en la capital dominicana.
Biografía
Chichi nació en 1966 en Santo Domingo, capital de República Dominicana. Durante 8 años trabajó como percusionista del famoso grupo "4-40", liderado por Juan Luis Guerra. En 1997, realizó el lanzamiento internacional de su primer disco en su país natal. Su carrera como músico se inicia a los 4 años cuando construyó su primer instrumento percusivo, una tambora. El primer álbum de su carrera, después de la exitosa participación al lado de Juan Luis Guerra, es ``Pa' Otro La'o", el cual produjo, arregló y coordinó. Algunos temas los compartió con la voz principal del grupo Son Familia, Jandy Felíz, quien en 1999 abandona la agrupación para iniciar su carrera solista.En 2000 se edita su nuevo trabajo, De Vuelta Al Barrio en el que participan los nuevos vocalistas, César Olarte y René Geraldino.
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