Diariamente utilizo o trem para o deslocamento ao trabalho. Geralmente, me distraio com o fone de ouvido e a rádio sintonizada em AM, lógico. Mas, por vezes, na correria, esqueço o aparelho. E nestes casos a distração vem através de uma cochilada. Entre uma e outra piscada, dias desses, me detive a ler os poemas que ficam expostos nas paredes do veículo. Percebi, então, o quando é complicado escrever este tipo de texto. É necessário muito talento para transformar a inspiração em algo visível. Quando mais jovem, na adolescência para ser mais exato, era metido a poeta. Escrevia desesperadamente. Boa parte deste material foi para o lixo, graças a Deus. Lembrando de alguns, penso, como eram ridículos, piegas ao extremo, previsíveis ao extremo e depressivos ao extremo. Hoje não me arrisco mais nestas investidas. Poema é algo muito complexo, difícil. É tênue demais a linha que separa um ótimo poema de um borrão. E não existe meio termo, pelo menos na minha avaliação. Muitas vezes se pensa que a utilização de palavras e expressões rebuscadas significam conhecimento e o sucesso da poesia. Muito pelo contrário, acredito. Que o diga Mario Quintana. Escrever de forma simples não necessariamente resulta em abandonar a sutileza do texto, uma das características do poema. Mas pra isso é necessário mais que vontade. Isso eu tenho bastante. Letra de música é diferente, a melodia, o instrumental podem salvá-la, e assim é, na maioria das vezes. Acho que escrever poesia é um dom divino. Eu tô fora. Recolho-me a minha insignificância poética. Mas fica a dica. Sugiro uma leitura dos poemas do trem. Existem coisas maravilhosas. Por outro lado, também estão por lá verdadeiros amontoados de palavras, que só fazem sentido na cabeça de quem escreveu, se é que este tem noção do que queria realmente dizer.
Contraponto:
Na verdade, acho que sou muito burro e não entendo nada. Quem sabe me faltam leitura, sensibilidade e boa vontade pra sacar as coisas que estão diante dos olhos. Será que perdi a fantasia e o romantismo no modo de encarar a vida? Será que o pragmatismo tomou conta do meu ser?
Conclusão:
Ah, porra nenhuma. Salvo exceções, os poemas do trem são uma bosta.
Remorso:
Quem sou eu pra ficar avacalhando os poemas do trem ou qualquer outro?
- TOM FORTUNATO
- Estou em direção à névoa da cidade. O cheiro de fritura dá a noção da chegada. E sobre a ponte vejo o rio gotejar, lá embaixo. Libertação dos sentidos!!!!
Tuesday, December 26, 2006
Monday, December 25, 2006
Mr. Dinamite, a lenda
Este foi um dos caras mais influentes da música mundial. Pai do soul, inspirador do funk, gospel e hip hop, Mr. Dinamite também popularizou a dança em meados dos anos 70. Moradores de guetos como o Bronx, nesta época, espelhavam-se em James Brown, em suas atitudes e coreografias. Incorporavam os passos, movimentos estes que serviram de base para os primeiros b-boys. Politizado, James Brown foi ativista do movimento negro, lutando pela igualdade racial. Foi ele quem imortalizou a célebre frase de Steve Biko: say it loud, i’m black and proud. O mundo perde um dos artistas mais performáticos de todos os tempos. Ficam o legado, a irreverência e os sucessos. James Brown morreu na madrugada desta segunda-feira, 25, aos 73 anos, em Atlanta, nos Estados Unidos, vítima de uma forte pneumonia.Mr. Dinamite foi batizado como James Joseph Brown. Nasceu em 3 de maio de 1933 na Geórgia, Estados Unidos. Filho de família pobre, teve a infância marcada pela miséria e violência. Abandonado pelos pais aos 4 anos, ficou aos cuidados de parentes e amigos. Muito cedo começou a trabalhar. Engraxava sapados e recolhia alimentos dos cestos de lixo para matar a fome. Freqüentou poucas escolas, já que também eram poucos os colégios destinados a negros nesta época. O ingresso na música ocorreu através das melodias religiosas, quando passou a fazer parte de corais nas igrejas.
Saturday, December 23, 2006
Eu dancei o clipe
Revendo algumas ilustrações que utilizei na minha monografia encontrei esta, à esquerda. É a capa do Thriller, de 1982, o disco mais vendido do mundo, cerca de 100 milhões de cópias, segundo o Livro dos Recordes, edição de novembro de 2006. Então, este álbum traz clássicos como a faixa título e ainda The Girl Is Mine, Billie Jean e Beat It. O disco também conta com participações especiais de Paul MacCartney, do guitarrista Eddie Van Halen e do ator Vincent Price. Tem mais: os videoclipes deste LP foram considerados inovadores para época. Inclusive, a estréia de Billie Jean na MTV norte-americana foi marcado como o primeiro de um músico negro na emissora. Além disso, Thriller e as coreografias de seu autor influenciaram, indiscutivelmente, a mobilização dos primeiros b-boys brasileiros. Conclusão: Michael Jackson negão era o cara. E eu confesso: quando pequeno tentei fazer aquele passo que ele desliza pra trás, tá ligado?! Bom Natal a todos.
Monday, December 18, 2006
Bandeiras coloradas estão tremulando torcedor do Brasil. A rede ainda está balançando, balançando...
Isso eu não poderia deixar de registrar. O colorado bateu o poderoso Barcelona de Ronaldinho, Deco e companhia. Foi a vitória da união, do grupo, da garra, da vontade. Se não tínhamos o talento dos melhores, sobrou alma e muita raça. A marcação vermelha neutralizou o ataque dos espanhóis que não encontrava espaço para produzir suas jogadas maravilhosas. Se na vida existem coisas que não têm preço, o beiço da principal estrela do Barça é uma delas. E mais: os caras vieram de um passeio em cima do América do México. Pra meio mundo, o Inter seria o próximo a tomar um chocolate. Mas, enfim. Taí, mais uma vez a prova de que atualmente no futebol não existe favoritismo nem já ganhou antes dos 90 minutos. Apesar de toda empáfia dos espanhóis, o colorado entrou em campo de cabeça erguida, enfrentou cada lance com seriedade e resultado foi esse que todos pudemos acompanhar. INTERNACIONAL 1 X 0 BARCELONA. Um a zero ganha jogo, sim senhor.MUITA EMOÇÃO. CANTA TORCIDA COLORADA. O INTER É CAMPEÃO DO MUNDO.
Friday, December 08, 2006
Parceria é tudo
Em determinado momento perguntei pra essa figura: Paulo, tu acha que eu vou morrer? Ele disse: Vai, mas não hoje. Pois é. Há alguns dias fui brincar de dublê e acabei me dando mal. Na verdade, por um problema mecânico perdi o controle do carro e entrei num barranco. Cinco pontos na cabeça e um galo considerável. Mas enfim, graças a Deus, foi só. Porém, se não fossem figuras como esse negão aí, sei lá o que poderia ter acontecido. Este post é pra agradecer o tanto que todos vocês fizeram por mim. Desde o contato com os bombeiros até as ligações posteriores para saber como eu estava. É nessa hora que a gente percebe o quanto as amizades são importantes na vida. Geralmente a correria do dia-a-dia não nos deixa espaço pra mais quase nada. No entanto, precisamos tirar um tempo pra cultivar as parcerias, conversar, saber como as pessoas estão. Um telefonema que seja. Tirei muitas lições desse dia. Obrigado por tudo, gente. Tem uma lista para quem eu gostaria de deixar o meu “valeu mesmo” e não queria esquecer de ninguém. Para não correr esse risco, meu respeito a todos, todos mesmo, que de alguma forma procuraram saber notícias da minha situação. Aos poucos vou agradecendo pessoalmente, um por um. Uma das melhores coisas nesse mundo é amizade. Ah, vale registrar uma surpresa muito boa: a visita do Carolos. Obrigado, irmão.Aos meus pais e à minha Risoflora.
Wednesday, November 29, 2006
O talento derrubando preconceitos
Vai ao ar neste domingo, às 12h30, pela Rádio Unisinos FM 103.3, uma entrevista que fizemos – Claiton Fortunato, Paulo Rogério e Júlio Ferreira - com a cantora Marietti Fialho. No programa Estúdio Aberto, ela fala sobre sua carreira, as influências e as dificuldades de se viver de música no Brasil sem ter que apelar para o jabá. Ainda rola uma canja, só no vocal, de Telhados de Paris, releitura de Nei Lisboa, no CD Baladas do Bom Fim. Marietti ainda aborda a questão do preconceito e conta histórias vividas por ela, mostrando quanto o racismo vai ficando cada vez mais explicito na sociedade. Dona de uma voz poderosa, esbanja simpatia e humildade. Foi um bate-papo super descontraído, embora tratando de temas importantes. Vale a pena conferir. É um exemplo de força de vontade, determinação, uma história de vida emocionante digna de uma guerreira. Da perifa pro mundo, Marietti Fialho. Meu respeito.Técnica: Leandro Molina
Supervisão: Sérgio Endler
Monday, November 27, 2006
Enferrujado, mas vivo
Bah, faz uma cara que não faço um som. Vontade própria e motivos de força maior – não necessariamente nessa ordem - me afastaram do circuito por algumas longas temporadas. Mas o sangue ainda corre, a verve se mantém, apesar da ferrugem. Destreinado, porém, com a cabeça fervendo de letras e projetos para o futuro. Aqui na imagem, participação numa destas sextas-feiras da vida com a amiga Dayana, da All Stars Band. Grande figura. É a garantia de muito talento e carisma no palco. Retomando a cagação de tese, o tempo é o senhor das situações. Nos faz amadurecer, aprender, esquecer as mágoas e olhar para frente. E assim é. Hoje sei exatamente o que quero fazer. Então, lá vamos nós. Esta é a melhor parte da viagem. Da viagem, a melhor parte e a que mais gosto.Foto: Talita Raquel
Verborragia de qualidade
Viva a criatividade. Com ela tudo é possível. Num cenário musical tão pobre e pasteurizado, pouco resta para nossa apreciação e deleite. Pois na última sexta-feira, pela TV, tive uma surpresa bem positiva e que me renovou a esperança quanto às possibilidades de composições com conteúdo. Cito o grupo Mamelo Sound System, de São Paulo. O lance das figuras é Rap, mas eles exploram a sonoridade de uma forma tão original que transcende o senso comum quando se fala em Hip Hop. Aliás, as rimas também são de uma sensibilidade impressionante, abordando temas como cotidiano, negritude, religiosidade, diversão, resgate cultural, etc. O bagulho é louco mesmo, pesado, visceral, refrão pegado e tal. Tá valendo. Recomendo, se me permitem.Ouvindo: Zulu/Zumbi – Mamelo Sound System
Friday, September 29, 2006
Coletiva
Bah, abandonei o bagulho. Ficou tempos desativado. Punk. Tá, mas tamo de volta e trazendo um registro da entrevista coletiva do MV BILL, em Porto Alegre, na abertura da Semana da Juventude, em 12 de agosto. Sobre a cultura Hip Hop, o cara disse o seguinte: "A ascensão é uma coisa que é necessária. A partir do momento que os afro-descendentes, as pessoas de periferia, de baixa renda vão ganhando visibilidade e oportunidade acho que as coisas vão se equilibrando. Não é tomar o espaço de ninguém, é ocupar um espaço que está vago". Sobre a política de cotas: "Olha, eu gostaria muito que fosse de uma forma diferente. É um pouco constrangedor, mas se não for dessa forma, infelizmente a gente não entra no processo de inclusão. Gostaria muito que fosse uma forma diferente do ingresso desses jovens nas faculdades, mas eu não consigo ver uma forma melhor. Então, as cotas acabam sendo uma coisa necessária, mas acho que elas não precisam ser perpétuas. Acho que ao mesmo tempo que criam as política de cotas, podem também melhorar o ensino básico, público, fazer a educação virar prioridade no Brasil. Acho que com isso, as cotas vão acabar muito rápido".
Wednesday, August 23, 2006
Vamo que vamo
Como diria o Rappin Hood, passei pra deixar um salve pras parceiras e pros parceiros. A correria tá grande, mas na seqüência vou postar por aqui coisas bem legais que ocorreram em Porto Alegre nos últimos dias, como a Seletiva Estadual de Basquete de Rua, realizada pela Cufa-RS. Vai ter fotinho e tudo mais. Deixo também uma sugestão de som, que achei massa: Zumbira e os Palmares. Os caras tem pegada e mesclam tri bem samba, rock e outros ritmos. Abraços. Voltaremos.
Friday, July 28, 2006
Previsão completa
Coloquei ali no espaço dos serviços o link da MetSul Meteorologia. O site dos caras está muito bom. Além da previsão completa e dos mapas prognósticos, é possível conferir diversas matérias e curiosidades relacionadas aos fenômenos da natureza. E mais: tem a chancela de nomes como Eugenio Hackbart e Luiz Fernando Nachtigall, os principais meteorologistas do RS - esses acertam mesmo. Vale dar uma olhada.
Confraria Castro Alves
Num dos posts anteriores falei sobre o Programa Confraria Castro Alves, veiculado na TV Assembléia. Então, volto a convidá-los a prestigiar este espaço. No domingo agora, dia 30, os convidados são os seguintes:
Rita da Silva – Vice-presidente do Quilombo da Família Silva
Onir Araújo – Movimento Negro Unificado – Advogado do Quilombo Silva
Pauta: Situação dos Quilombolas – Situação do Quilombo do Silva, primeiro Quilombo Urbano reconhecido no Brasil
Malu Viana – Central Única das Favelas RS – Cufa RS
Pauta: União da Juventude Negra na América Latina
Lúcia Brito – ONG Maria Mulher
Pauta: Trabalho da entidade – suas experiências no Movimento Negro
O Confraria Castro Alves vai ao ar todos os domingos, às 16h, no canal 16 da net. Também pode ser conferido na Internet, no site da Assembléia Legislativa, no link da TV Assembléia.
Apresentação: Professor Pernambuco
Produção: Claiton Fortunato
Rita da Silva – Vice-presidente do Quilombo da Família Silva
Onir Araújo – Movimento Negro Unificado – Advogado do Quilombo Silva
Pauta: Situação dos Quilombolas – Situação do Quilombo do Silva, primeiro Quilombo Urbano reconhecido no Brasil
Malu Viana – Central Única das Favelas RS – Cufa RS
Pauta: União da Juventude Negra na América Latina
Lúcia Brito – ONG Maria Mulher
Pauta: Trabalho da entidade – suas experiências no Movimento Negro
O Confraria Castro Alves vai ao ar todos os domingos, às 16h, no canal 16 da net. Também pode ser conferido na Internet, no site da Assembléia Legislativa, no link da TV Assembléia.
Apresentação: Professor Pernambuco
Produção: Claiton Fortunato
Tuesday, July 18, 2006
Cultura Negra Part.2
No domingo acompanhei na TVE o documentário "Brasil Eterno Quilombo". Trata-se de uma produção que, além de denunciar o racismo no país, baseado em estatísticas oficiais, também exaltou a valorização do negro nos diversos aspectos. Trouxe depoimentos de militantes do movimento, expoentes como Oliveira Silveira. Muito bem produzido, roteiro e fotografia maravilhosos. E ainda, emocionantes os ritos, as rezas referentes às religiões de matriz africana, interpretadas entre poesias e o som do atabaque. O vídeo também foi exibido sábado, no Memorial do Rio Grande do Sul. Além disso, concorre em dois festivais: Gramado Cine Vídeo Nacional e Regional, no Festival de Gramado, e no EXPOCOM de Minas Gerais, na categoria melhor documentário universitário. No mais, estou muito feliz porque este filme foi idealizado e editado por um grande irmão: Júlio Ferreira, mais conhecido como Julinho. Figuraça. Um cara tri do bem, grande aliado. Detonou, meu bruxo. Suerte, mano.
Monday, July 17, 2006
Cultura Negra
Há quase um ano venho trabalhando na produção de um programa voltado para a cultura negra. Chama-se Confraria Castro Alves. Vai ao ar todos os domingos, às 16h , na TV Assembléia, canal 16 da Net. O espaço congrega debates sobre igualdade racial, cotas, educação, juventude, saúde, religiosidade, violência e artes. É um programa pioneiro nas emissoras legislativas em relação à esta temática. No Programa que vai ao ar no próximo dia 23, o apresentador, professor Pernambuco, conversará com a advogada Letícia Lemos da Silva, com o professor de História, Arilson Gomes, e com o Babalorixá, Baba Diba de Yemonja. Um dos pontos da pauta irá tratar sobre a Lei 10.639/03, que dispõe sobre a inclusão da cultura negra no currículo escolar. Vale a pena acompanhar. Os depoimentos são bastante significativos e merecem que fiquemos atentos a questões como estas para a construção de uma sociedade mais justa. O Programa pode ser acompanhado também pela Internet, no site da Assembléia Legislativa.
Dica de leitura do professor Arilson:
Educando pela Diversidade Afrobrasileira e Africana – Jorge Arruda
OBS: O livro pode ser encontrado no Museu Antropológico do Rio Grande do Sul
Dica de leitura do professor Arilson:
Educando pela Diversidade Afrobrasileira e Africana – Jorge Arruda
OBS: O livro pode ser encontrado no Museu Antropológico do Rio Grande do Sul
Thursday, July 13, 2006
O marketing furado e a pseudo-intelectualidade
Dias atrás encontrei um amigo que agora trabalha em Brasília. Falamos dos ossos do ofício e sobre o quase sacerdócio relativo à nossa atividade. Diversos assuntos, enfim. Mas a parte que mais rendeu foi quando entramos no quesito música – bandas, underground sonoro, ideologia dos grupos, etc. Ele me contou de um cenário bem legal que rola por lá. Lamentou, porém, a falta de criatividade que poderia separar o joio do trigo. A produção em série acaba fazendo tudo soar como punheta em cabo de vassoura. E pra piorar, acrescentei, poucos, muito poucos, são os que conseguem estabelecer um simples diálogo com o público. Além disso, divagamos, é um certo egoísmo montar uma banda apenas por diversão. Creio, disse, se faz necessário ter consciência social sobre o verdadeiro papel que um grupo pode exercer no ambiente onde está inserido. Como isto pode acontecer? Resposta: através, basicamente, da produção de conhecimento. Sempre haverá público. E uma banda medíocre, atrai um público medíocre, numa relação de ação e conseqüência. O amigo de Brasília foi mais longe, avaliou: a superficialidade dos nossos tempos produz os pseudo-intelectuais. São aqueles que fazem alarde dos milhões de livros que acabaram de ler, mas que quando questionados sobre a influência dessas obras no contexto da sua produção, acabam patinando nas decorebas, nas frases prontas, no clichê. Nomes de bandas também, ressaltou, muitas vezes, têm o efeito contrário, o marketing furado. Em algumas ocasiões, nem os próprios integrantes sabem ao certo o que significa. Ou sabem superficialmente, perdendo, assim, a oportunidade de passar uma mensagem consistente e repleta de significados para, quem sabe, um posterior debate sobre a questão. Seguimos a cagação de tese até o final da última garrafa de vinho. Aí o leitor pode questionar: quem vocês pensam que são? Prestem atenção nas alternativas:
a) dois cuzões
b) dois pseudo-intelectuais falando de seus páreas
c) dois abobados sem talento que foram refugados por suas bandas
d) dois desocupados e rançosos
e) todas alternativas estão corretas
a) dois cuzões
b) dois pseudo-intelectuais falando de seus páreas
c) dois abobados sem talento que foram refugados por suas bandas
d) dois desocupados e rançosos
e) todas alternativas estão corretas
Wednesday, June 28, 2006
Da série letras ótimas e versões maravilhosas nº1

Todos Estão Surdos
Autoria: Roberto Carlos
Versão: Chico Science e Nação Zumbi
Autoria: Roberto Carlos
Versão: Chico Science e Nação Zumbi
Desde o começo do mundo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo
Tanta gente se esqueceu
Que a verdade não mudou Quando a paz foi ensinada
Que a verdade não mudou Quando a paz foi ensinada
Pouca gente escutou
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Outro dia, um cabeludo falou: Não importam os motivos da guerra A paz ainda é mais importante que eles.
Esta frase vive nos cabelos encaracolados
Das cucas maravilhosasMas se perdeu no labirinto
Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos!
Tanta gente se esqueceu
Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu Amigo volte logo
Vem olhar pelo meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Um dia o ar se encheu de amor
E em todo o seu esplendor as vozes cantaram.
Seu canto ecoou pelos campos
Subiu as montanhas e chegou ao universo
E uma estrela brilhou mostrando o caminho
Glória a Deus nas alturas
E paz na Terra aos homens de boa vontade
Tanta gente se afastou
Do caminho que é de luz
Pouca gente se lembrou
Da mensagem que há na cruz
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
Que o amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Outro dia, um cabeludo falou: Não importam os motivos da guerra A paz ainda é mais importante que eles.
Esta frase vive nos cabelos encaracolados
Das cucas maravilhosasMas se perdeu no labirinto
Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos!
Tanta gente se esqueceu
Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu Amigo volte logo
Vem olhar pelo meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Um dia o ar se encheu de amor
E em todo o seu esplendor as vozes cantaram.
Seu canto ecoou pelos campos
Subiu as montanhas e chegou ao universo
E uma estrela brilhou mostrando o caminho
Glória a Deus nas alturas
E paz na Terra aos homens de boa vontade
Tanta gente se afastou
Do caminho que é de luz
Pouca gente se lembrou
Da mensagem que há na cruz
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
Que o amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Tuesday, June 27, 2006
Ray
Gosto de cinema, mas como um mero expectador. Não sou dado a cagação de teses, até porque nem tenho conhecimento para isso. O fato é que recentemente vi o filme Ray. Tudo bem, confesso ainda que nesta área estou completamente defasado. A película estreou por aqui há horas, mas só agora consegui degustá-la. E falo em saborear porque foi como me senti vendo esta grande obra. É de uma sensibilidade incrível e mostra a trajetória de um dos maiores músicos que já passaram por esta existência. Mr. Charles reunia todas as qualidades sonoras em um só cidadão. Ouvido mais que absoluto, dom aguçado além da conta em função da cegueira como forma de compensar a falta de visão. Ah, e Jamie Foxx está perfeito no papel título. Para os atrasados como eu que ainda não assistiram, vale a pena conferir.
Monday, June 26, 2006
Zulu Nation

...Saca só todo mundo que eu não vou repetir
Intelecto da rua pronto prá se divertir
E aproveito cada instante como o ar que eu respiro
Saco a cidade sem precisar resolver no tiro
Da Central do Brasil a Plane Station
Os mandamentos que eu sigo são da Zulu Nation
E mesmo que não deixem
E ainda que se queixem
As portas que se abrem parceiro
Nunca mais fecham...
Neste trecho da letra de Vai Vendo, Marcelo D2 cita a Zulu Nation. Se trata de uma organização não-governamental, criada em 21 de novembro de 1973 por Kevin Donovan, conhecido mundialmente como Africa Bambaataa. Essa figura é considerada o pai do Hip Hop. Bambaataa nasceu e foi criado no Bronx, um dos bairros mais violentos e pobres de Nova York. Na juventude chegou a fazer parte de uma gangue chamada Black Spades. No decorrer, conscientizou-se da importância de pregar uma cultura de ressocialização. A Zulu Nation é isso. Preconiza paz, amor, união, trabalho, liberdade, fé em Deus e diversão. Mais: promove palestras enfocando temas como saúde, economia e ciências. Um exemplo de iniciativa que tirou da marginalidade muita gente boa e com potencial enorme a ser explorado nas diversas áreas culturais e artísticas. A ZN devolveu a muitos deles a auto-estima e a esperança de um futuro melhor.
Saturday, June 24, 2006
Insônia parte 1
É impressionante a capacidade que algumas pessoas têm de fazer barulho. Eu, particularmente, me incomodo com muito silêncio. A ausência de som me causa pânico. Preciso, por exemplo, constantemente de um rádio ligado na AM pra pensar melhor. Mas tudo tem limite. Hora de dormir é hora de dormir. Atualmente, em função da correria – trampo, etc, tenho me entregado aos sonhos por apenas seis horas diárias. Então, é imperativo que este pouco tempo de inércia seja aproveitado da melhor maneira possível para que as energias possam ser restabelecidas. Enfim, mas quando se é vizinho de Veronica Mars às avessas o seu descanso fatalmente estará comprometido. Pois bem, a própria protagonista da série já é um pé no saco, mas nada comparado com P. Chatista, a adolescente tapada. Não raro, por volta da uma da madrugada, somos abruptamente despertados por suas risadas desproporcionais que mais parecem um relincho. Ah, e ela nunca está sozinha. Sempre alguém da turma, que convencionei chamar de entulho, a acompanha na saga das palhaçadas noturnas. E aí você vai me perguntar: mas e os pais dessa menina? Eu respondo: bem...deixa pra lá. O que posso dizer? Enfim, QUE GENTE!!!!!!!!!!!!! (continua)
Thursday, June 22, 2006
"Homem na Estrada" - RMc's
Pois é, moçada. Precisei passar um tempo fora para recobrar a consciência. Sinceramente, pensei em terminar com este espaço. Porém, com a cabeça mais fria, pude avaliar melhor a idéia. Resolvi, então, continuar tocando o barco. Enfim. Foi um período para colocar a casa no lugar, reforçar algumas convicções e projetar os próximos passos. Agradeço às amigas Clau, Andrea e à Cíntia, minha Risoflora, pela grande força nesta entre-safra intelecto-social-psicológica. Na seqüência, vamos aos posts.
Ouvindo Ed Motta – Vamos Dançar – Meio Bom, hehehe.
Ouvindo Ed Motta – Vamos Dançar – Meio Bom, hehehe.
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