- TOM FORTUNATO
- Estou em direção à névoa da cidade. O cheiro de fritura dá a noção da chegada. E sobre a ponte vejo o rio gotejar, lá embaixo. Libertação dos sentidos!!!!
Monday, March 21, 2011
Estupidez
Todo ano é a mesma história: jovem levado ao hospital após sofrer trote na faculdade. Além do trauma que pode acompanhar a vítima pelo resto da vida, não são raros os casos que acabam em morte. Existem, se for esse o motivo, mil maneiras saudáveis e produtivas de integrar os novos alunos. O trote representa a mediocridade de seus mentores. Não tem graça nenhuma. Não acrescenta nada. Os praticantes tem culpa, sim. Merecem a devida punição. Por outro lado, ao meu ver, seus atos também refletem o comportamento de uma sociedade ainda intolerante com as diferenças e que tem o vício de apontar nos outros seus próprios defeitos. Não tem cabimento a realização de um sonho tornar-se pesadelo pela insanidade de um bando de covardes. Valem-se do anonimato, agem em grupo e pensam ser os donos do mundo. Hoje fala-se muito em bullying, palavra da moda para definir agressões físicas, morais e psicológicas, que já ocorrem há muitos anos. Seja qual for a denominação dessa prática repulsiva, o certo é que o tema merece ter cadeira permanente nos debates envolvendo as instituições de ensino e toda comunidade escolar. Precisa ser pauta diária, não só quando aparece nas novelas. Mais: todos precisamos nos educar para prevenir essa insanidade recorrente e que não traz orgulho para ninguém.
Thursday, March 17, 2011
Livros da vida
O surto veio e foi embora. Faz tempo. Partiu, sem deixar sequelas, será? Então, nos idos anos 90 eu cultivava o hábito da poesia, leitura e produção. Escrevia muito, cheguei a contabilizar mais de 200 composições. Na época, não existia computador, digo, não como hoje, de forma massificada. Por isso, tudo era na pena, de próprio punho. Lembro, além das folhas que se acumulavam entre os cadernos, possuía dois bloquinhos, desses de rascunho, lotados de frases inspiradas. Coloquei capa, plastifiquei, enfim, todos os cuidados para mantê-los da melhor forma. Um dos volumes tinha a foto do Jim Morrison... Recordo das tardes na biblioteca pública de São Leopoldo, passando os olhos nos clássicos e me instruindo sobre formas, estéticas e rimas. Dia desses procurei alguns dos meus sentimentos em caligrafia, nada. Tudo se perdeu. O interesse se diluiu, outras prioridades surgiram e os papiros devem estar amarelando em algum lugar incerto. Pena! Por outro lado, talvez a nostalgia sirva de motivação para escrevê-los novamente, quem sabe?
Wednesday, March 16, 2011
Insatisfação nossa de cada dia
É difícil lidar com ócio. Quando estamos avolumados de trabalho, clamamos por uma pausa. Parar faz bem, recobrar as energias é fundamental. Oxigena o cérebro e o corpo. Necessário, imperativo, juridicamente legal. Agora, pra curtir o fazer nada é preciso talento e cabeça no lugar. A inércia pra ser saudável precisa ser produtiva. Contraditório? Talvez. Conheço muitas pessoas que no final de 15 de férias, por exemplo, já estão entediadas e irritadiças, loucas pra retornar ao atribulado cotidiano. Enfim, cada um com suas manias e neuroses. Mas, no fundo, acho que poderíamos, deveríamos, aliás, aproveitar muito mais o dia e a forma como ele se apresenta, no batente ou no descanso. Claro, há casos e casos, generalidades são sempre perigosas. No entanto, muitas vezes, me parece que a insatisfação diária nos impulsiona a reclamar da chuva, do sol, do calor, do frio, do trampo, das férias, do movimento excessivo, da cidade vazia, de tudo. Em algum momento, tudo é alvo da nossa turrice. E começo por mim, obviamente, até porque este post foi inspirado em fatos verídicos, minhas verdades...Seguimos, vou respirar fundo e repensar as atitudes. O ócio temporário também serve pra isso. Em frente, pensamento positivo, fé em Deus, nos Orixás e hey ho, lets go!!!!!
Thursday, March 03, 2011
Wednesday, February 23, 2011
HC no palco
Não tenho certeza do ano, acho que foi em 2003. Apresentação no saudoso BR3, em São Leopoldo. Essa era a banda Hermano Chiapas, inspirada na sonoridade do Rage Against the Machine. Músicas próprias e versões funkeadas, hard groove, punch e mosh. Muita raça, muita força, expelindo sentimentos e ideias. Grandes momentos, emoções latentes e irmandades eternas. No retrato, da esq. para dir: Black Nê (percussão), Cristiano (bateria), Brother Lee (baixo), Carolos (guitarra) e Tom Fortunato (gritos). Histórico!!! Salve!!!
Saturday, February 12, 2011
Abelhinha acústica
O clipe foi um clássico dos anos 90. Sempre entre os primeiros do Disk, na época boa da MTV. Essa versão também achei muito bala.
Friday, February 11, 2011
Camisa 1
Bah, se tem um troço que acho bacana é uniforme de goleiro. Desde piá, fã do Benitez, me chamava a atenção aquele jogador que destoava dos demais. Além da “roupa”, as luvas também compunham a indumentária diferenciada. Eu ficava maravilhado com o personagem. Quando comecei a jogar, não tive dúvidas sobre qual posição queria atuar. Fiz carreira, breve, efêmera, é verdade. Arqueiro nos jogos da escola, ganhei notoriedade por fechar a meta. Com grandes atuações, fui parar na escolinha do Aimoré. Era o terceiro camisa 1 na minha categoria. O professor, então, optou por me colocar no time B. Putz, como assim? Saí. Veio, em seguida, o convite pra jogar com a gurizadinha do Inter, no futebol de salão. Fui, mais que faceiro. Depois de um campeonato perdido, acabei largando. No segundo grau, a consagração, medalha de primeiro lugar no certame estudantil, e troféu de goleiro menos vazado. A glória! E fim de papo! Não fui pra Europa, nem nada. Bom, tudo isso pra dizer que gostei muito do novo fardamento de goleiro do colorado pra temporada 2011. Sorte aos que vestirão esse manto nas competições que estão aí. Olha que a fu essa pretona, versão manga curta, no Renan. Bala!!!
Thursday, February 10, 2011
Só sei que foi assim
Falávamos ontem de coisas que ficaram no tempo e que a gurizadinha de hoje não se interessa mais. Aos 12 anos, lembro, nas férias, toda criançada do bairro, na mesma faixa etária, se reunia no ponto de encontro e começavam as brincadeiras. Algumas: polícia e ladrão, esconde-esconde, pega-pega, taco, botão, gol a gol, stop, enfim. Tudo ao ar livre, curtindo a natureza, subindo em árvores, tomando banho de chuva, fazendo guerra de barro, andando de bicicleta, de carrinho de lomba, aprendendo a empinar. Bom demais. Também estávamos sempre a um passo de outras molecagens que colocavam nossos pais de cabelo em pé. E o futebol? Ah...o futebol! Podíamos até escolher o campinho em que a pelada iria rolar a tarde inteira. A diversão era estarmos juntos. Tudo pareceria mais saudável e inocente.
Monday, February 07, 2011
Tecnomacumba
Música e religiosidade. Rita Ribeiro traduz isso muito bem no DVD Tecnomacumba. Baita energia, show pegado. No vídeo, Cavaleiro de Aruanda. Um grande salve pra Oxóssi!!!!
Entrei
Confesso que estava um pouco resistente. Só que agora me atirei de vez nas redes sociais. Há tempos frequentava o Orkut, mas já me parecia um tanto obsoleto. De uns dias pra cá, rompi a barreira do desconhecido – pra mim ainda – e passei a fazer parte do Twitter e do Facebook. Encontrei quase todo mundo lá. Impressionante a velocidade da informação, o que nos obriga, especialmente profissionais de comunicação, a sermos cada vez mais multimídia. E essas novas ferramentas cumprem o papel da instantaneidade. É viciante. Eu twitto, tu twittas....e assim por diante.
Thursday, February 03, 2011
Mutila
Branco e amarelo. As cores características dos guaipecas. Assim era o Muti, nick name - Mutilado, a alcunha de batismo - olha ele aí ao lado, numa 3x4 pra fazer o RG. Supostamente o último da ninhada, foi encontrado quase sem pêlos, sarnento, esguio e fedorento. O Nê, meu irmão, apareceu com o bichano. Ele cuidou, deu rango, carinho e nos afeiçoamos ao cusco. Virou membro da família. Bastava gritar “Mutila” e ele vinha se rebolando, lambendo, pulando, fazendo aquela festa tradicional dos sem raça definida – SRD. Depois de se recuperar do revés inicial, já sadio, começou a protagonizar uma série de casos curiosos. Pra começar, não tinha medo de foguetes. Enquanto os outros se escondiam e choravam em tempos de Natal e no Ano novo, o Muti se acomodava no portão da frente e acompanhava extasiado o espetáculo das luzes. Bem sentado, olhar fixo, dentes proeminentes na arcada inferior, parecia hipnotizado. Outra do dog: à noite, ele latia virado para casa e não para rua. Muita batata eu joguei no pobre do Muti por causa dessa prática. Certa vez, ele pulou o muro e transou com a cadelinha pintcher, que a vizinha tinha intenção de levá-la para cruzar com outro da mesma raça. Que rolo! Onde íamos a pé, o Muti seguia. Padaria, banco, locadora, bares. E entrava convicto nos estabelecimentos. Certa feita, ele sumiu. Voltou quase uma semana depois, esgualepado. Precisou recuperar as energias novamente. Mais uns dias, e ele fez a galinha de uma outra vizinha encontrar-se com o único mal irremediável. Quando estávamos quase conseguindo acalmar a mulher, afastando a ideia de que nosso cão não era capaz de tal barbárie, surge o Muti cheio de penas sujas de sangue no canto da boca. A cidadã xingou até a nossa terceira geração. O guaipeca sofreu ainda mais três atropelamentos. Imbatível, saiu ileso de dois. No terceiro, o veículo acertou suas patas traseiras. Tememos pelo pior. Achamos que ele nunca mais iria caminhar. Foi só a fome bater que o bicho, se equilibrando apenas com as dianteiras, tipo plantando bananeira, chegou até o prato e engraxou os bigodes. Sete luas depois, o Muti já estava correndo novamente pelo pátio, como se nada tivesse acontecido. Quem o conheceu, não esquece.
Monday, January 31, 2011
Lurdez
Olha que mistura bacana. Achei muito a fu. Já conhecia o trabalho dela no Mamelo Sound System. Em tempos de miséria sonora e muita choradeira, essa é da série "um alento para os nossos ouvidos". Criatividade e suavidade. Bem bom!
Thursday, January 27, 2011
Da vez pretérita
Tem um som do Mamelo Sound System que diz: “...me jogo do abismo, mas não sou indeciso...”. Tem a clássica do mestre Chico: “um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar”. Então, estou encarando um novo momento. Mudanças no campo profissional-cultural-cognitivo-contemplativo. De tempos em tempos é preciso repensar alguns conceitos, curtir o tempo vago, respirar fundo e depois seguir em frente. Fé em Deus, nos meus Orixás, e pé na tábua. Revigora alterar o retilíneo uniforme. O modo de observar as coisas após uma longa e exaustiva jornada ganha traços diferenciados e revela-se como um pensar macro, quase um olho de thundera. Quem dera. Enfim, só algumas divagações. Sigamos no "caminho do bem".
Monday, January 24, 2011
Evitando lágrimas
Taí uns caras que merecem toda a valorização da nossa sociedade, tatuados ou não. O trabalho que eles fazem não é pra qualquer um. Esses cidadãos, na mais ampla concepção da palavra, evitam que muitas famílias tenham o dia de lazer transformado em tragédia. Num desses finais de semana, em Capão, guarita 76, presenciei pelo menos três salvamentos. Num dos casos, três adolescentes estavam sendo levadas pela maré. Foi uma luta complicada para retirá-las das águas. A correnteza as empurrava para o lado oposto, teimando em dar uma trégua. Teve helicóptero e todo o aparado de resgate acionado prontamente. A batalha foi tão comovente que após as meninas regressarem à terra firme, seus salvadores foram efusivamente aplaudidos por toda orla que, atônita, torcia por um final feliz. E assim aconteceu. Parabéns para esses verdadeiros heróis contemporâneos que, no mesmo dia, ainda hastearam a bandeira azul, pois também encontraram uma criança perdida perambulando pelas areias. E aos veranistas, que orientem seus filhos, conversem com os salva-vidas, não abusem do mar. Respeito é a melhor forma de prevenção.
Friday, January 21, 2011
Bens simbólicos
Compondo. Fiz um som novo. Viola pegando a fu. Cruzão. Nada relacionado ou com pretensão de hit do momento. Mas faz bem à “alma do gaudério”. Há muito não exercia o dom da criação...risos. O fato é que o processo inventivo impulsiona o cidadão a pensar melhor. Estimula o olhar mais criterioso para suas próprias vísceras, bem como a troca de ideias com as almas boas desse mundo. Expande. É uma terapia gratuita e com resultados que ultrapassam o campo do valor material. Mexe com a capacidade adormecida ou pouca manipulada. É um misto de fé, reflexão, experiência extra-sensorial, erotismo e cotidiano. O mais novo fruto do meu ser ainda não está pronto. Preciso expelir letra e melodia. Espontaneidade e gozo.
Tuesday, January 11, 2011
Tuesday, December 28, 2010
Change
Chega no final do ano e a gente se enche de promessas, faz avaliações do que passou e renova esperanças de uma jornada futura mais promissora. Faz parte, é tradição. Pra 2011, quero reformular esse espaço de ideias, divulgações e cagações de teses. Estou pensando em algumas mudanças no conteúdo, na forma, na estética. Nem tanto, quem sabe? O objetivo é tornar o esquema mais atraente, ampliar o número de visitantes e a troca de informações. Ou não. Quero recolher mais impressões do urbanismo, do lirismo e da rudeza do cotidiano. Talvez dar uma identidade mais clara para o blog. Alterar a leitura pode ser inspirador, pode redirecionar as energias e abrir a mente para outros meios de interação cultural. Enfim, transformar...Se possível, acompanhem...
Friday, December 17, 2010
Memorial
Olha que bacana e rara essa foto. Momento de descontração durante uma folga nas gravações do Afrociberdelia. Então, encontrei essa imagem no site do memorial Chico Science. Tem coisas bem legais na página, além dos retratos, outras curiosidades, músicas, videoteca, textos, letras, muito a fu. Esse é o lugar que certamente estará no meu roteiro quando um dia for a Recife. Estar, fisicamente, sentir a energia do ambiente, é bem mais emocionante, ainda mais em se tratando do nosso querido e saudoso Malungo.
Thursday, December 16, 2010
Mais Love
Até já comentei aqui no blog, sou fã dessa mina. Jennifer Love Hewitt, protagonista da série Ghost Whisperer, está com novo trabalho, The Client List, previsto para estrear em 2011. O filme é baseado na história de Samantha Horton. A lindona e talentosa Love vai interpretar a fisioterapeuta que se torna prostituta para sustentar a família. A trama conta ainda com a participação de Cybill Shepherd, no papel da mãe de Samantha. A foto aí ao lado faz parte do material de divulgação.
Wednesday, December 15, 2010
Lição
Não é da minha índole ser o profeta do dia seguinte, quem me conhece sabe. Faz tempo que cantei essa pedra. O Inter deveria ter utilizado o Brasileirão – e tinha todas as condições de conquistá-lo – como um treino forte e qualificado para Abu Dhabi. No momento em que se começou a poupar jogadores, no momento em que o clube abdicou do campeonato nacional, o bi do mundo se distanciou, culminando com a derrota histórica e vexatória de ontem. Pior, muito pior do que perder a final do certame Fifa é ter que disputar o terceiro lugar. Pro Inter, faltou entrosamento, faltou calma, faltou humildade, faltou esquema, faltou bola no corpo, faltou gol. O Mazembe fez o que tinha que fazer. Com seu futebol despretensioso, alegre e quase irresponsável, aproveitou as fragilidades coloradas e afundou a nossa janta. Sem contar os milagres do Kidiaba. Folclórico, exótico, o homem fechou a meta e comemorou exercitando os músculos glúteos (foto). Tudo bem, é do futebol. Em 2011 tem Libertadores, é recomeçar. Agora, obrigatoriamente, a fotografia do time precisa mudar. Peças, apáticas, terão que ser trocadas. Serve de aprendizado. No mais, COLORADO!!!!!Foto: Hassan Ammar, AP
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