Nossa, quanta tristeza. E choca ainda mais por tudo ter acontecido tão perto da gente, com muitos conhecidos de conhecidos nossos. As cenas são assustadoras. A angústia das famílias, meu Pai, a espera, a identificação dos corpos, o sofrimento. Quanto pesar. Estamos todos abalados, irmanados, enlutados por aqueles que partiram de forma tão abrupta. Que Deus abençoe, ilumine a todos e nos dê força para tocar a vida.
Agora, há que se registrar que era um desastre anunciado. Em menos de um ano, dois acidentes monstruosos com aviões no Brasil. Uma bagunça, várzea total. Ninguém se entende nesse sistema viciado, defasado. Ao longo dos últimos meses ouvimos declarações das autoridades dando conta de que “não existe crise aérea no país”. Ou que os problemas são frutos do “crescimento econômico”. Mas a melhor de todas foi o famigerado “relaxa e goza”. Por favor! Pessoas pernoitando nos aeroportos, atrasos intermináveis, desrespeito, incertezas, o caso dos controladores. E a segurança? Há horas especialistas vêm alertando que Congonhas é piada. É um jogo de empurra. Quem tem (ou deveria ter) competência pra resolver se esquiva. Ninguém mata no peito e chama pra si a responsabilidade. Só pra dar um exemplo, o mandatário maior da nação, até o momento, dois dias depois da tragédia que vitimou cerca de 200 pessoas, ainda não deu as caras para uma satisfação sobre o acidente com o avião da TAM. Não pode ser sério. Como é que vai ficar? Quais as providências? O homem vai realmente meter a mão na massa ou vai continuar preocupado em achar desculpas para as vaias do Pan? Não penso nisso tudo como uma questão política, especificamente, mas como uma questão de gestão, gerenciamento, fazer de verdade. Aplicar bravatas é barbada.
- TOM FORTUNATO
- Estou em direção à névoa da cidade. O cheiro de fritura dá a noção da chegada. E sobre a ponte vejo o rio gotejar, lá embaixo. Libertação dos sentidos!!!!

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