
O último final de semana foi na cidade de São Paulo. Ficamos no centro, onde sirenes constantes e buzinas frenéticas compõem uma trilha sonora nervosa e surpreendente. Nos céus, a cada momento, helicópteros sobrevoam os prédios cinzentos, imponentes e pichados no topo. Nas calçadas, uma multidão caminha enlouquecida como se não houvesse destino. Nos juntamos aos peregrinos urbanos. Passamos pela Estação São Bento e chegamos a 25 de Março, um conglomerado de ambulantes e lojas de artigos variados. Lá, uma pausa para água. A poluição faz arder a garganta e os olhos. Seguimos: praça da Sé. No retorno, praça do Anhangabaú. Desbravando as redondezas, avistamos a Galeria do Rock (foto), um paraíso onde se pode encontrar estampas clássicas de nossas bandas preferidas. Num dos estabelecimentos, uma menina, em idade emo, pergunta sobre discos e camisas do The Who. Eita, São Paulo! São Paulo de tantas faces, de opções culturais infinitas, de sotaques múltiplos, um mundão. E onde tudo é macro, a degradação humana também assume outras proporções. No deslocamento para o aeroporto, no domingo, passamos por um trecho chamado de cracolândia. Por volta das sete da manhã, dezenas de homens e mulheres, em meio ao lixo, transitavam como zumbis. Triste. Chocante.
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